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	<title>Antropologia &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Antropologia &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Minha alma pode morrer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 00:51:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Minha alma pode morrer" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando as funções do corpo de uma pessoa cessam, significa que ela morreu, a hora de sua morte física chegou. Quando uma pessoa comete um pecado mortal, seu corpo não morre, mas sua alma, sim. No momento de nosso Batismo, fomos salvos da morte do espírito em que o pecado de Adão nos colocou. Diz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Minha alma pode morrer" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Minha-alma-pode-morrer-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando as funções do corpo de uma pessoa cessam, significa que ela morreu, a hora de sua morte física chegou. Quando uma pessoa comete um pecado mortal, seu corpo não morre, mas sua alma, sim.</p>



<p>No momento de nosso Batismo, fomos salvos da morte do espírito em que o pecado de Adão nos colocou. Diz o Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No Batismo, Deus uniu a Si a nossa alma. O Amor de Deus — o Espírito Santo — derramou-se nela, preenchendo o vazio espiritual que o pecado original havia produzido. Como consequência desta íntima união com Deus, a nossa alma se eleva a um novo tipo de vida, a vida sobrenatural que se chama “graça santificante” e que é nossa obrigação preservar e não só preservar, mas incrementar e intensificar.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 58)</cite></blockquote>



<p>Quando nos unimos a Deus pelo Batismo, Ele não nos abandona jamais. A única maneira possível pela qual podemos nos afastar de Deus depois de batizados é pela repulsa deliberada a ela; isto é, pelo pecado.</p>



<p>Se nossas ações representam uma livre e consciente desobediência a Deus em matéria grave, nós pecamos mortalmente. Esta desobediência implica em uma rejeição a Deus. Ela corta nossa união com ele, da mesma maneira que um alicate corta um fio elétrico e faz com que as instalações elétrica parem de funcionar. É o que acontece com nossa alma depois de um pecado mortal, mas, nesse caso, as consequências são infinitamente mais desastrosas, porque o pecado nos mergulha na morte.</p>



<p>Morte terrível e pavorosa, pois não se manifesta a nós de maneira exterior. O pecador está vivo fisicamente, mas sua alma está morta, longe do amor de Deus. Ele está fechado para a graça. Nas palavras do Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Perdem-se todos os méritos sobrenaturais que o pecador havia adquirido antes do seu pecado. Todas as boas obras feitas, todas as orações pronunciadas, todas as Missas oferecidas, os sofrimentos padecidos por amor a Cristo, absolutamente tudo é varrido no momento de pecar.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 59)</cite></blockquote>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não somente isso, mas alma em pecado mortal perde o bem mais valioso que qualquer ser humano pode alcançar: o céu. O fim último de nossas vidas, a razão pela qual existimos, é a provar nosso amor por Deus. O tempo que temos para provar este amor é durante nossas vidas terrenas; e a morte encerra este tempo. Depois da morte, nossas almas fixam-se naquilo que desejamos durante a vida: Deus ou o pecado. Não há opção de nos arrependermos, pois as almas como substâncias espirituais têm plena consciência da suas ações e não podem mudar.</p>



<p>Perdido o céu, não resta outra alternativa, senão o inferno.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Quando morremos, desaparecem as exterioridades, e o pecado mortal que, ao cometê-lo, se apresentou como uma pequena concessão ao eu, mostra-se à luz fria da justiça divina tal como na realidade é: um ato de soberba e rebeldia, como ato de ódio a Deus que está implícito em todo pecado mortal. E na alma irrompem as terríveis, ardentes e torturantes sede e fome de Deus, desse Deus para quem a alma foi criada, desse Deus que ela nunca encontrará. Essa alma está no inferno.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 59)</cite></blockquote>



<p>Nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a reta consciência. É uma falha contra o verdadeiro amor para com Deus e para com o próximo, por causa dum apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. Foi definido como “uma palavra, um ato ou um desejo contrários à Lei eterna (Santo Agostino, <em>Contra Fausto,</em> 22: PL 42, 418)”.</p><cite>(CIC, 1849)</cite></blockquote>



<p>O ato de pecar implica em uma recusa de nossa parte de darmos a nossa obediência e nosso amor a Deus. Cada partícula de nossos corpos pertencem a Deus, por isso devemos amá-lo e obedecê-lo em todos os aspectos de nossas vidas; nas obras, palavras exteriores, desejos e pensamentos.</p>



<p>Pecamos fazendo aquilo que Deus proíbe e não fazendo aquilo que Ele ordena.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-que-faz-uma-a-o-boa-ou-m"><strong>O Que é que Faz uma Ação Boa ou Má?</strong></h2>



<p>A pergunta sobre o que faz uma ação ser boa ou má pode soar estranha para o ouvido de muitos. Mas a maioria das pessoas de nossos tempos não sabem respondê-la de maneira correta. A Vontade de Deus é o que define se uma ação é boa ou não. Se Deus quer que façamos algo, será algo bom; se não, será ruim.</p>



<p>Conhecemos a Vontade de Deus pela Escritura e pela Igreja. Mas ambas não são causa da Vontade de Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-condi-es-para-o-pecado-mortal"><strong>As Condições para o Pecado Mortal</strong></h2>



<p>Para que uma algo seja considerado como pecado mortal, são necessárias três condições. Se qualquer uma delas não for encontrada, não haverá pecado mortal.</p>



<p>A primeira condição para que o pecado seja grave é a matéria que ele inflige também ser grave. Não é pecado mortal dizer uma mentira de menor importância, mas prejudicar a reputação de alguém com uma mentira o é.</p>



<p>A segunda condição é que quem cometa o pecado <em>saiba</em> que está fazendo algo errado. Não se pode pecar se está em ignorância. Se não sei, por exemplo, que participar de um culto protestante é pecado, não pecaria se o fizesse. Pressupõe-se, é claro, que a ignorância não seja por culpa de quem peca. Se escolhe-se não saber de algo com medo de que isso te atrapalhe, peca por isso.</p>



<p>Por fim, não se pode cometer um pecado mortal se não se opta por ele de maneira livre. Por isso, não se peca dormindo, por mais terríveis que os sonhos possam apresentar-se a quem sonha.</p>



<p>Sobre essas condições para o pecado mortal, nos ensina o Catecismo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para que um pecado seja mortal, requerem-se, em simultâneo, três condições: «É pecado mortal o que tem por objeto uma matéria grave, e é cometido com plena consciência e de propósito deliberado».</p><p>A matéria grave é precisada pelos dez Mandamentos, segundo a resposta que Jesus deu ao jovem rico: «Não mates, não cometas adultério, não furtes, não levantes falsos testemunhos, não cometas fraudes, honra pai e mãe» (Mc 10, 18). A gravidade dos pecados é maior ou menor: um homicídio é mais grave que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas também entra em linha de conta: a violência cometida contra pessoas de família é, por sua natureza, mais grave que a exercida contra estranhos.</p><p>Para que o pecado seja mortal tem de ser cometido com plena consciência e total consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, da sua oposição à Lei de Deus. E implica também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma opção pessoal. A ignorância simulada e o endurecimento do coração (97) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.</p><p>&nbsp;A ignorância involuntária pode diminuir, ou mesmo desculpar, a imputabilidade duma falta grave. Mas parte-se do princípio de que ninguém ignora os princípios da lei moral, inscritos na consciência de todo o homem. Os impulsos da sensibilidade e as paixões podem também diminuir o caráter voluntário e livre da falta. O mesmo se diga de pressões externas e de perturbações patológicas. O pecado cometido por malícia, por escolha deliberada do mal, é o mais grave.</p><cite>(CIC, 1857-1860)</cite></blockquote>



<p>É importante que tenhamos isso claro em nós, pois o pecado mortal é uma realidade muito terrível, a mais terrível dessa vida, para que seja tomada de maneira desleixada e escrupulosa.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias-bibliogr-ficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada </strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –&nbsp; São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Criação e Queda: E depois de Adão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Apr 2021 14:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Adão" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/2-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Em nossa última catequese falamos sobre o pecado original e de como Adão e Eva, em um ato de soberba e desobediência, quebraram a aliança com Deus; quebrando a ligação que havia entre Criador e criatura. Cabe-nos agora falar da situação da humanidade após o pecado original. Para isso, recorramos a uma pequena história contada [&#8230;]</p>
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<p>Em nossa última catequese falamos sobre o pecado original e de como Adão e Eva, em um ato de soberba e desobediência, quebraram a aliança com Deus; quebrando a ligação que havia entre Criador e criatura. Cabe-nos agora falar da situação da humanidade após o pecado original. Para isso, recorramos a uma pequena história contada pelo padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Certa vez, um homem passeava por uma pedreira abandonada. Distraído, aproximou-se demasiado da beira do poço que lá se formara e caiu de cabeça na água. Tentou sair, mas as paredes eram tão lisas e verticais que não podia encontrar um ponto onde apoiar a mão ou o pé. Era bom nadador, mas sem dúvida ter-se-ia afogado por cansaço se um transeunte não o tivesse visto em apuros e o tivesse resgatado com uma corda. Já fora, sentou-se para esvaziar os sapatos de água, enquanto filosofava um pouco: “É surpreendente como me era impossível sair dali, e o pouco que me custou entrar.”</p><cite>(TRESE; 1999; p. 53)</cite></blockquote>



<p>Uma ofensa cresce conforme cresce a dignidade de quem é ofendido. Se ofendermos nosso vizinho, arremessando nele algum objeto, teremos como consequência uma briga e, talvez, um olho roxo. Por outro lado, se fizermos a mesma coisa contra um Presidente, instantaneamente seremos capturados por seus seguranças e levados para uma delegacia. Dessa forma, se a gravidade da ofensa tem certa relação com a dignidade do ofendido, e se Deus tem uma dignidade ilimitada e perfeita, a ofensa que é contra Ele cometida será muito mais grave do que qualquer outra ofensa, não podendo existir mal maior que esse.&nbsp;</p>



<p>Isso explica o porquê de Adão ter deixado a humanidade em situação parecida com aquela do homem que caiu no posso. Assim como ele, estávamos presos lá no fundo e não havia nada, absolutamente nada, que pudéssemos fazer para sair de lá. Nossas capacidades são todas limitadas. Mesmo que todas as pessoas que já existiram, existem, ou existirão dessem a vida para reparar a ofensa cometida contra Deus, não seria o suficiente para que houvesse uma reparação; toda a humanidade unida continua sendo limitada.&nbsp;</p>



<p>Logo, para que essa situação fosse resolvida só havia uma única solução possível: o próprio Deus teria de pagar essa dívida que Adão e Eva criaram. Somente Ele é infinito. Então somente Ele poderia pagar um débito igualmente infinito.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-reden-o"><strong>A Redenção </strong></h2>



<p>O modo como Deus pagou a dívida não é desconhecido por nós, já ouvimos essa história inúmeras vezes. Porém, nunca nos cansamos de nos maravilharmos com a misericórdia e amor infinitos de Deus, ao decretar, desde toda a eternidade, que o seu próprio Filho fosse o escolhido para pagar o preço devido pelo nossos pecados, assumindo uma natureza humana.&nbsp;</p>



<p>O Catecismo da Igreja Católica é claro ao ensinar que Deus não nos abandonou depois do pecado original:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Depois da queda, o homem não foi abandonado por Deus. Pelo contrário, Deus chamou-o e anunciou-lhe, de modo misterioso, que venceria o mal e se levantaria da queda. Esta passagem do Gênesis tem sido chamada “Proto-Evangelho” por ser o primeiro anúncio do Messias redentor, do combate entre a Serpente e a Mulher, e da vitória final dum descendente desta.</p><p>A Tradição cristã vê nesta passagem um anúncio do “novo Adão” que, pela sua “obediência até à morte de cruz” (Fl 2, 8), repara super‑abundantemente a desobediência de Adão. Por outro lado, muitos santos Padres e Doutores da Igreja vêem na mulher, anunciada no proto-Evangelho, a Mãe de Cristo, Maria, como “nova Eva”. Ela foi a primeira a beneficiar, dum modo único, da vitória sobre o pecado alcançada por Cristo: foi preservada de toda a mancha do pecado original e, durante toda a sua vida terrena, por uma graça especial de Deus, não cometeu qualquer espécie de pecado.</p><cite>(CIC, 410-411) </cite></blockquote>



<p>Cristo, o novo Adão, sendo <em>verdadeiramente homem</em>, poderia representar e agir por toda humanidade, como fez Adão ao pecar. Sendo Ele também <em>verdadeiramente Deus</em>, possuíam suas ações um valor infinito, suficiente para pagar todos os pecados; cometidos ou por cometer.&nbsp;</p>



<p>Ao serem expulsos do Jardim do Éden, Adão e Eva ouviram a profecia que o Catecismo chama de <em>Proto-Evangelho</em>. Neste primeiro anúncio, Deus disse a Satanás: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela; ela te esmagará a cabeça, e tu em vão te revolverás contra seu calcanhar.” Essa esperança permeou todo o Antigo Testamento. Muito tempo passou até que o Cristo esmagasse a cabeça da serpente, mas a esperança trazida por essa promessa nunca deixou de brilhar.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-depois-do-cristo"><strong>Depois do Cristo</strong></h2>



<p>A história não chegou ao seu fim depois da Redenção. A vinda do Cristo marca, na verdade, a plenitude dos tempos, o ápice da história. A reparação que o Cristo trouxe não levou a nossa liberdade. Assim como nossos primeiros pais eram livres e precisavam usar essa liberdade para provar seu amor por Deus, nós também o temos.&nbsp;</p>



<p>Todos nós nascemos com o pecado original, mas ele não é o único presente em nós: temos de lidar com aqueles pecados que&nbsp; nós mesmos cometemos. Este pecado é chamado de <em>atual.</em> O pecado atual pode ser de dois tipos: mortal ou venial, de acordo com o grau de malícia e maldade que há nele.&nbsp;</p>



<p>Usemos um exemplo do Padre Trese para introduzirmos os graus de pecado:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Sabemos que há graus de gravidade na desobediência. Quando um filho desobedece a seus pais em pequenas coisas ou é indelicado com eles, não é necessariamente por falta de amor por eles. Seu amor pode ser menos perfeito, mas existe. Não obstante, se este filho lhes desobedece deliberadamente em assuntos de grave importância, em coisas que os firam e aflijam gravemente, há bons motivos para concluir que não os ama. Ou, pelo menos, tiramos a conclusão de que ama a si mesmo mais do que a eles.</p><cite>(TRESE; 1999; p. 55)</cite></blockquote>



<p>Observamos a mesma coisa nas nossas relações com Deus. Quando O desobedecemos em matérias de menor importância, não quer dizer não O amemos. A desobediência em matérias que não são graves configuram o pecado venial.&nbsp;</p>



<p>O pecado ainda pode ser considerado venial quando desobedecemos a algo de matéria grave caso exista em nós ignorância ou falta de consentimento pleno em relação à matéria. Podemos exemplificar essa situação imaginando-nos no lugar de um católico que vivesse na Alemanha nazista. Esse católico esconde em sua casa um judeu, quando recebe a visita de um agente da Gestapo. Ao ser indagado pelo agente sobre judeus avistados na área, o católico vê-se obrigado a mentir; isto é, ele mentiu sem dar pleno consentimento a esse ato, agindo por medo das consequências que a delação do judeu traria tanto para o refugiado como para o próprio católico.&nbsp;</p>



<p>Não vemos neste católico uma malícia que tem como base um consciente e deliberado desprezo por Deus.&nbsp;</p>



<p>Os pecados veniais são assim chamados, pois a palavra latina “venia” significa “perdão”. Ou seja, os pecados veniais são perdoados por Deus sem que seja necessário o sacramento da Confissão. Basta um ato de contrição e o propósito de emenda.&nbsp;</p>



<p>Apesar disso, não podemos dar pouca importância aos pecados veniais. Todos os pecados são uma falha no amor, ainda que seja parcial no caso dos veniais. O único mal que supera aquele do pecado venial é o mal do pecado mortal, portanto não devemos nos apegar nem aos pecados veniais. Temos o dever de nos empenharmos para extirpá-los de nossas vidas.&nbsp;</p>



<p>Vários pecados veniais não se tornam em um pecado mortal, porque o número não modifica a espécie do pecado. Contudo, quão maior for o número de pecados veniais que cometemos, maior será a chance de cairmos na tentação de cometermos um pecado mortal. No Evangelho de São Lucas lemos: “Quem é fiel nas pequenas coisas, será também nas grandes; e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes.”&nbsp;</p>



<p>Porém, da mesma forma que um pecado que a princípio seria considerado mortal, devido a algumas condições de ignorância ou falta de pleno consentimento, possa ser considerado venial, um pecado venial também pode vir a ser considerado mortal. Tomemos como exemplo aquele que comete pequenos furtos de maneira contumaz, habitual. Roubar uma moeda de um real não é um pecado, mas roubar muitos moedas de um real até conseguir juntar milhares de reais é um pecado mortal; não pela quantidade, mas pela intenção.&nbsp;</p>



<p>De qualquer forma, se o nosso coração está posto e firmado em seguir a vontade de Deus, não há motivos para que nos preocupemos com essas coisas, pois quem anda nos caminhos d’Ele sempre evita o pecado.&nbsp;</p>



<p>Falaremos mais sobre o pecado atual na nossa próxima catequese. </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Referência Bibliográficas&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; </li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada </strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – </li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Criação e Queda: O que é o Pecado Original?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 16:44:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Pecado Original" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/O-que-e-o-Pecado-Original-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O Estado Original&#160; Deus, em seu infinito amor e bondade, não se contentou em dar ao ser humano somente os dons que são próprios de sua natureza. Além de nos dar um corpo que é verdadeiramente maravilhoso e uma alma ainda mais maravilhosa, Deus foi ainda mais longe e concedeu a Adão e Eva os [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-estado-original"><strong>O Estado Original&nbsp;</strong></h2>



<p>Deus, em seu infinito amor e bondade, não se contentou em dar ao ser humano somente os dons que são próprios de sua natureza. Além de nos dar um corpo que é verdadeiramente maravilhoso e uma alma ainda mais maravilhosa, Deus foi ainda mais longe e concedeu a Adão e Eva os dons preternaturais que os livraram do sofrimento e da morte, e o dom sobrenatural da graça santificante. No plano inicial de Deus, Adão e Eva deveriam passar estes dons para sua descendência, de modo que nós poderíamos estar gozando deles ainda hoje.&nbsp;</p>



<p>Para garantir que esses dons fossem passados para a sua posteridade, Deus exigiu de&nbsp; Adão uma única: que ele desse seu amor a Ele, de maneira livre e irrevogável. Essa é a finalidade de nossas existências. O amor exige a nossa total entrega ao nosso amado. Nos ensina o Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>É da natureza do amor autêntico a entrega completa de si mesmo ao amado. Nesta vida, só há um meio de provar o amor a Deus, que é fazer a sua vontade, obedecer-lhe. Por esta razão. Deus deu a Adão e Eva uma ordem, uma única ordem: que não comessem do fruto de certa árvore.</p><cite>(TRESE; 1999; p.49)</cite></blockquote>



<p>O fruto em questão, provavelmente, não tinha nada de diferente dos outros frutos existentes no Éden. Mas em relação a ele havia um mandamento que, por consequência, deveria ser obedecido; e na obediência a este mandamento residia a prova do amor a Deus. Diz o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Deus criou o homem à sua imagem e constituiu-o na sua amizade. Criatura espiritual, o homem só pode viver esta amizade na modalidade da livre submissão a Deus. É isso o que exprime a proibição feita ao homem de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, “pois no dia em que o comeres, morrerás” (Gn 2, 17). A “árvore de conhecer o bem e o mal” (Gn 2, 17) evoca simbolicamente o limite intransponível que o homem, como criatura, deve livremente reconhecer e confiadamente respeitar. O homem depende do Criador. Está sujeito às leis da criação e às normas morais que regulam o exercício da liberdade.</p><cite>(CIC, 396)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-primeiro-pecado-do-homem"><strong>O Primeiro Pecado do Homem</strong></h2>



<p>Mas nós sabemos que esse mandamento primordial não foi cumprido; e a prova de amor a Deus não foi dada. Adão e Eva falharam e cometeram o primeiro pecado, o <em>pecado original.</em> Cometeram um pecado que não se resume em um simples <em>desobedecer</em> do mandamento divino, mas que está envolto em uma profunda soberba, como aquela que tomou o espírito dos demônios. São Pio X nos diz que o pecado de Adão foi de soberba e de grave desobediência; isto é: a soberba foi a base do pecado, o que levou à desobediência.&nbsp;</p>



<p>O Padre Leo Trese faz uma reflexão sobre essa soberba de Adão e Eva:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Sim, sabemos que Adão e Eva pecaram. Mas já nos é mais difícil convencermo-nos da enormidade do seu pecado. Hoje encaramos esse pecado como algo que, tendo em conta a ignorância e a fraqueza humanas, parece até certo ponto inevitável. O pecado é algo lamentável, sim, mas não surpreendente. Tendemos a esquecer-nos de que, antes da queda, não havia ignorância ou fraqueza. Adão e Eva pecaram com total clareza de mente e absoluto domínio das paixões pela razão. Não havia circunstâncias eximentes. Não havia desculpa alguma. Adão e Eva escolheram-se a si mesmos — em lugar de Deus — de olhos bem abertos, poderíamos dizer.</p><cite>(TRESE; 1999: p. 50)</cite></blockquote>



<p>Ao pecarem, Adão e Eva tiraram da criação a sua harmonia primordial. Os dons preternaturais que Deus havia-lhes concedido, foram todos perdidos. E o dom sobrenatural da graça santificante ficou reduzido a uma parcela mínima daquilo que era antes. Nos ensina o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Escritura refere as consequências dramáticas desta primeira desobediência: Adão e Eva perdem imediatamente a graça da santidade original. Têm medo daquele Deus de quem se fizeram uma falsa imagem: a dum Deus ciumento das suas prerrogativas.</p><p>A harmonia em que viviam, graças à justiça original, ficou destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo foi quebrado; a união do homem e da mulher ficou sujeita a tensões; as suas relações serão marcadas pela avidez e pelo domínio. A harmonia com a criação desfez-se: a criação visível tornou-se, para o homem, estranha e hostil. Por causa do homem, a criação ficou sujeita “à servidão da corrupção”. Enfim, vai concretizar-se a consequência explicitamente anunciada para o caso da desobediência: o homem “voltará ao pó de que foi formado”. A morte faz a sua entrada na história da humanidade. </p><cite>(CIC, 399-400)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-pecado-de-ad-o-e-nosso"><strong>Pecado de Adão e Nosso</strong></h2>



<p>Infelizmente, a ofensa que Adão e Eva cometeram contra Deus não afetou somente a eles. Todos nós estávamos presentes de maneira potencial em nosso pai comum, por isso todos nós sofremos com o pecado original. O que Adão fez, todos nós também o fizemos. Sobre a hereditariedade do pecado original, ensina São Pio X:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>62) Este pecado, é próprio somente de Adão?</strong></p><p>Este pecado não é só de Adão, mas é também nosso, embora por diverso título. É próprio de Adão, porque ele o cometeu com um ato da sua vontade, e por isso nele foi pessoal. É nosso, porque tendo Adão pecado como cabeça e fonte de todo o gênero humano, é transmitido por geração natural a todos os seus descendentes, e por isso para nós é pecado original.</p></blockquote>



<p>Quando dizemos que <em>nascemos no estado de pecado original, </em>queremos dizer que nossa alma nasce com algo a menos; não podemos encontrar nela algo que deveria estar lá. Ela está “manchada”, imersa na escuridão espiritual, fechada à vida sobrenatural. O Batismo abre nossas almas para vida espiritual. Quando somos batizados, Deus derrama em nós a sua Luz, tirando-nos, assim, do nosso estado de escuridão.</p>



<p>O Batismo não restaura nossa natureza para o estado que Adão e Eva gozaram antes da Queda. Os dons preternaturais, por exemplo, não serão mais desfrutados por nós nesta vida terrena. Mas devemos nos alegrar mesmo assim, pois Deus foi misericordioso com a raça humana. Após a o pecado original, Ele poderia ter nos deixado de lado, relegando-nos a uma vida fora da graça, fadados a padecer eternamente no inferno. Mas Ele não quis que fosse esse o nosso destino.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-virgem-maria"><strong>A Virgem Maria </strong></h2>



<p>Com a exceção de Nosso Senhor Jesus Cristo, depois de Adão e Eva, um único ser humano foi privado do pecado original: a Virgem Santíssima. Ao ser escolhida e predestinada para ser a Mãe do Filho de Deus, Maria foi preservada, desde o momento de sua concepção, do pecado original. Isso porque seria um atentado contra Deus, se a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, ao encarnar-se e assumir nossa natureza humana, fosse gerada no ventre de uma pecadora.&nbsp;</p>



<p>Maria amou a Deus desde o ventre de Santa Ana e sua alma esteve sempre unida a Ele desde o primeiro momento de sua existência. Esse privilégio com o qual a Virgem foi agraciada é chamado de <em>Imaculada Conceição de Maria</em>. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão” (<em>Lumen Gentium</em>, 56) . O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça” (Lc 1, 28). Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.</p><p>Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:</p><p>“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição (Denzinger, 2803)” (CIC, 490-491) </p></blockquote>



<p>Assim encerramos mais esta catequese.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p id="h-refer-ncia-bibliogr-ficas"><strong>Referência Bibliográficas</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; </li><li>Catecismo Maior de São Pio X; </li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada </strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – </li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Criação e Queda: Como nos fez Deus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 12:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Criação e Queda" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/04/Criacao-e-Queda-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O ser humano tem a comum descendência de Adão e Eva, os primeiros pais de toda a humanidade. Isso é um ensinamento claro e indiscutível das Sagradas Escrituras. Se as Sagradas Escrituras estabelecem de maneira tão clara esse ensinamento, principalmente no livro do Gênesis, qual seria a posição católica em relação à teoria da evolução, [&#8230;]</p>
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<p>O ser humano tem a comum descendência de Adão e Eva, os primeiros pais de toda a humanidade. Isso é um ensinamento claro e indiscutível das Sagradas Escrituras.</p>



<p>Se as Sagradas Escrituras estabelecem de maneira tão clara esse ensinamento, principalmente no livro do Gênesis, qual seria a posição católica em relação à teoria da evolução, principalmente em sua acepção mais difundida; isto é: de que o homem teria evoluído de uma espécie inferior, parecida com um macaco?</p>



<p>Para responder a essa pergunta, precisamos antes entender os conceitos de evolução.&nbsp;Existem dois conceitos de evolução: <a href="https://sterobody.com/kaufen/testosteron-enantat/">testosteron enantat kaufen deutschland</a> a inorgânica&nbsp;e a orgânica.&nbsp;</p>



<p>A evolução inorgânica ensina que o mundo material, todo o universo, evoluiu gradual e lentamente, durante bilhões de anos, partindo de uma massa de átomos até chegar na forma como conhecemos hoje. Se Deus optou por esse processo criativo, estabelecendo leis que regessem a própria criação, de modo que ela evoluísse gradualmente ao longo dos anos, ele ainda continua sendo Criador de tudo.&nbsp;</p>



<p>Lemos nos ensinamentos do&nbsp;<em>A Fé Explicada,</em>&nbsp;do Padre Leo Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por outro lado, um desenvolvimento gradual do seu plano, realizado por meio de causas segundas, refletiria melhor o seu poder criador do que se o universo que conhecemos tivesse sido feito em um instante. O fabricante que faz seus produtos ensinando supervisores e capatazes, mostra melhor seus talentos do que o patrão que tem que intervir pessoalmente em cada passo do processo.&nbsp;</p><cite>(TRESE; 1999; p.45)</cite></blockquote>



<p>Se aplicarmos essa mesma explicação à matéria viva, aos seres vivos, teremos a evolução orgânica. Porém, na contramão àquilo que observamos na evolução inorgânica, os pressupostos tomados na evolução orgânica possuem muitas lacunas de difícil preenchimento.&nbsp;Por conta do ensino pobre e enviesado que temos em nossas escolas, somos levados a acreditar que a teoria da evolução é uma matéria fechada e ordenada, mas não é. Esquemas como aquele que representa a transição do macaco ao ser humano, hoje, já são ultrapassados e desqualificados. Há muita coisa passível de discussão e por se descobrir. A consulta há bons livros nos mostrará que há muito mais a ser visto sobre a teoria da evolução do que aquilo que é comumente apresentado a nós.&nbsp;</p>



<p>De qualquer maneira, as descobertas de teor científico acerca de possíveis ancestrais dos humanos não são de interesse absoluto. Quando as observamos sob o aspecto daquilo que diz respeito à fé, elas não têm relevância alguma. Não&nbsp;há&nbsp;impedimento teológico que nos diga ser impossível que Deus tenha moldado o corpo humano através de um processo evolutivo. Deus pode, nas palavras do Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>[&#8230;]&nbsp;ter dirigido o desenvolvimento de uma espécie determinada de macaco até fazê-la alcançar o ponto de perfeição desejado. Deus então criaria almas espirituais para um macho e uma fêmea dessa espécie, e teríamos o primeiro&nbsp;homem e a primeira mulher, Adão e Eva. Mas, mesmo assim, seria igualmente certo que Deus criou o homem do barro.</p><cite>(TRESE; 1999; p.46)</cite></blockquote>



<p>Aquilo que devemos tirar do Gênesis como essencial para nossa fé é: que todos os seres humanos descendem de um único casal original, e que as almas tanto de nosso primeiros pais como as nossas foram criadas por Deus, de maneira direta e imediata. A alma é espírito, portanto não pode nem evoluir da matéria, nem ser herdada de nossos pais. Marido e esposa cooperam para formar o corpo humano no ato sexual, mas alma precisa ser criada e infundida por Deus.&nbsp;</p>



<p>Os cientistas, inclusive os cientistas católicos, continuarão a pesquisar e a encontrar novas evidências sobre a origem biológica da vida. Sabemos que toda a verdade vem de Deus, por isso não pode haver conflito entre um dado científico e um religioso. Por isso, devemos permanecer inabaláveis e imperturbáveis em nossa fé. Não importa o processo que Deus escolheu para criar nosso corpo, o que importa é a alma. É ela que nos movimenta, e ela que nos faz buscar a verdade.&nbsp;</p>



<p>Diz o Papa Pio XII, em sua encíclica&nbsp;<em>Humani generis:</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por isso o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente (pois a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus), segundo o estágio atual das ciências humanas e da sagrada teologia, de modo que as razões de uma e outra opinião, isto é, dos que defendem ou impugnam tal doutrina, sejam ponderadas e julgadas com a devida gravidade, moderação e comedimento, contanto que todos estejam dispostos a obedecer ao ditame da Igreja, a quem Cristo conferiu o encargo de interpretar autenticamente as Sagradas Escrituras e de defender os dogmas da fé. Porém, certas pessoas, ultrapassam com temerária audácia essa liberdade de discussão, agindo como se a própria origem do corpo humano a partir de matéria viva preexistente fosse já certa e absolutamente demonstrada pelos indícios até agora achados e pelos raciocínios neles baseados, e como se nada houvesse nas fontes da revelação que exigisse a máxima moderação e cautela nessa matéria.</p><cite>(HG, 36)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ad-o-e-eva-nossos-ilustres-antepassados"><strong>Adão e Eva: nossos ilustres antepassados</strong></h2>



<p>Muitas pessoas gastam muito dinheiro e tempo para poder formar, através de institutos de pesquisa especializados, uma árvore genealógica com seus ancestrais. E, caso encontrem nessa árvore um grande rei, um nobre, um santo ou até um Papa, gostam de as gabar disso.</p>



<p>Mas, a bem da verdade, todos nós poderíamos nos gabar de nosso antepassados Adão e Eva. Esses dois, ao serem criados, eram pessoas esplêndidas. Eles não foram criados por Deus como seres humanos comuns, submetidos às Leis da Natureza, tais como a morte ou a decadência corporal.&nbsp;</p>



<p>Os dons concedidos por Deus a Adão e Eva os tornavam imensamente ricos e seres humanos especiais. Eles possuíam os dons&nbsp;<em>preternaturais</em>; isto é, aqueles dons que não são parte essencial da natureza humana, mas que também não estão totalmente fora da capacidade&nbsp;humana de recebê-los e adquiri-los; diferente dos dons&nbsp;<em>sobrenaturais</em>, que estão inteiramente fora do nosso alcance.&nbsp;</p>



<p>Falemos mais um pouco sobre os&nbsp;dons&nbsp;<em>preternaturais&nbsp;</em>e&nbsp;<em>sobrenaturais</em>. Para exemplificarmos a diferença que existe entre esses dois gêneros&nbsp;de dons, pensemos em um cachorro. Se a esse cachorro fosse dado o poder de voar, esse seria um dom preternatural. Haja vista voar não fazer parte da natureza do cachorro, mas há outras criaturas que podem voar. Dessa forma, os dons preternaturais são aqueles que estão fora da normalidade da natureza.</p>



<p>Mas se a esse mesmo cachorro fosse dado o poder de&nbsp;<em>pensar</em>, de formar discursos filosóficos ou de realizar empreitadas artísticas, esse poder seria um dom sobrenatural. Essas atividades não estão somente fora da normalidade da natureza de um cavalo, mas&nbsp;<em>acima</em>&nbsp;dela, Por isso, utilizamos o prefixo&nbsp;“sobre”<em>.</em></p>



<p>Estes exemplos podem nos ajudar a entender os gêneros de dons que Deus concedeu a Adão e Eva.</p>



<p>Diz São Pio X, em seu Catecismo Maior:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>56) Em que estado criou Deus os nossos primeiros pais Adão e Eva?</strong><br>Deus criou Adão e Eva no estado de inocência e de graça; mas depressa o perderam, pelo pecado.</p><p><strong>57) Além da inocência e da graça santificante, concedeu Deus ao nossos primeiros pais outros dons?</strong><br>Além da inocência e da graça santificante, Deus concedeu aos nossos primeiros pais outros dons, que eles deviam transmitir, juntamente com a graça santificante, aos seus descendentes, e eram: a integridade, isto é, a perfeita sujeição dos sentidos à razão; a imortalidade; a imunidade de todas as dores e misérias; e a ciência proporcionada ao seu estado.</p></blockquote>



<p>Esses dons&nbsp;<em>preternaturais</em>&nbsp;citados por São Pio X são grandiosíssimos. Porém, ainda maior é o dom sobrenatural que Deus concedeu a nossos primeiros pais: a participação na própria vida divina. Deus permitiu que seu amor, o Espírito Santo, emanasse nas almas de Adão e Eva.&nbsp;</p>



<p>A essa nova vida de união com Deus que Adão e Eva possuíam chamamos de&nbsp;<em>graça santificante.&nbsp;</em>Como consequência desse dom, eles não estavam mais fadados a viver uma felicidade pura e simplesmente natural; isto &nbsp;é, um conhecimento superficial de Deus, somente através da nossa natureza, sem poder vê-Lo. Com a graça santificante, Adão e Eva, poderiam, ao fim de sua vida terrena, conhecer a Deus em sua essência, vivendo a vida Dele, vivendo em seu amor.&nbsp;</p>



<p>Diz o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Todas as dimensões da vida do homem eram fortalecidas pela irradiação desta graça. Enquanto permanecesse na intimidade divina, o homem não devia nem morrer, nem sofrer. A harmonia interior da pessoa humana, a&nbsp;harmonia entre o homem e a mulher , enfim, a harmonia entre o primeiro casal e toda a criação, constituía o estado dito&nbsp;“de justiça original”.</p><p>&nbsp; O&nbsp;“domínio”&nbsp;do mundo, que Deus tinha concedido ao homem desde o princípio, realizava-se, antes de mais, no próprio homem como&nbsp;<em>domínio de si.&nbsp;</em>O<em>&nbsp;</em>homem era integrado e ordenado em todo o seu ser, porque livre da tríplice concupiscência, que o sujeita aos prazeres dos sentidos, à ambição dos bens terrenos e à afirmação de si contra os imperativos da razão.</p><cite>(CIC,&nbsp;376 e 377)</cite></blockquote>



<p>Esses eram os nossos antepassados, nossos primeiros pais, Adão e Eva. Foi assim que Deus os fez.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Referências Bibliográficas&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>Catecismo Maior de São Pio X;&nbsp;</li><li>Humani Generis;&nbsp;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada</strong>&nbsp;/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. –&nbsp;</li><li>São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Criação e Queda: O que é o Homem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Criação e Queda: O que é o Homem?" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/03/Criacao-e-Queda-O-que-e-o-Homem-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O ser humano é uma espécie de ponto entre os mundos da matéria e do espírito. Como já dissemos nas catequese passadas, a alma do homem é uma substância espiritual, muito parecida com a natureza dos anjos; já o corpo humano é matéria; isto é, uma substância física.&#160;Fica clara a natureza “híbrida” do ser humano, [&#8230;]</p>
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<p>O ser humano é uma espécie de ponto entre os mundos da matéria e do espírito. Como já dissemos nas catequese passadas, a alma do homem é uma substância espiritual, muito parecida com a natureza dos anjos; já o corpo humano é matéria; isto é, uma substância física.&nbsp;Fica clara a natureza “híbrida” do ser humano, pois ele não é somente espírito, como os anjos,&nbsp;nem um ser sem alma racional, como os animais. Por isso o homem é chamado de&nbsp;<em>animal racional</em>, por ser composto de alma racional e corpo.</p>



<p>O corpo humano é de uma complexidade e beleza de operação sem igual. Nossos órgãos trabalham sem parar por 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano. Tudo isso sem que precisemos dar qualquer comando voluntário. Poderíamos aqui citar uma série enorme de qualidades e maravilhas do corpo humano, mas não nos convém fazê-lo nesta breve catequese.</p>



<p>Apesar das maravilhas que nosso corpo possui, ele compreende apenas a “metade”&nbsp;daquilo que somos e a metade menos preciosa que temos. De qualquer forma, ele é um dom que temos de apreciar e zelar.</p>



<p>Recorramos aos ensinamentos de São Pio X e do Catecismo da Igreja Católica para corroborar aquilo que acabamos de dizer:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>48) Qual é a criatura mais nobre que Deus colocou sobre a terra?</strong><br>A criatura mais nobre que Deus colocou sobre a terra, é o homem.</p><p><strong>49) Que é o homem?</strong><br>O homem é uma criatura racional, composta de alma e corpo. O corpo do homem participa na dignidade da «imagem de Deus»: é corpo humano precisamente por ser animado pela alma espiritual, e a pessoa humana na sua totalidade é que é destinada a tornar-se, no Corpo (Místico) de Cristo, templo do Espírito (CIC, 364)</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-alma"><strong>Alma</strong></h2>



<p>Assim descreve o Padre Leo Trese, em seu <em>A Fé Explicada, </em>a união entre a alma e o corpo humano, que em conjunto formam o nosso <em>ser:</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O homem tem corpo, mas é mais que um animal. Como os anjos, o homem tem um espírito imortal, mas é menos que um anjo. No homem se encontram o mundo da matéria e o do espírito. Alma e corpo se fundem numa substância completa que é o ente humano. </p><cite>(TRESE; 1999; p. 42)</cite></blockquote>



<p>A união existente entre alma e corpo não tem caráter meramente&nbsp;<em>circunstancial.&nbsp;</em>O corpo não é apenas um instrumento da alma, eles foram feitos um para o outro. A união existente entre os dois é tão profunda que, enquanto estamos nesta vida, um não pode viver sem o outro. Parafraseando o Pe. Leo, podemos comparar a união entre alma e corpo com aquela que existe entre o zinco e o cobre; quando estes dois metais são fundidos e misturados, dão origem a uma nova substância, um novo metal, o bronze. O bronze não é nem zinco, nem cobre. É uma substância nova, da mesma forma, alma e corpo juntam-se para dar origem ao homem.</p>



<p>Diz o CIC:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. A narrativa bíblica exprime esta realidade numa linguagem simbólica, quando afirma que “Deus formou o homem com o pó da terra, insuflou-lhe pelas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se num ser vivo” (Gn 2, 7). O homem, no seu ser total, foi, portanto, querido por Deus.</p><cite>(CIC, 362)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a «forma» do corpo (232); quer dizer, é graças à alma espiritual que o corpo, constituído de matéria, é um corpo humano e vivo. No homem, o espírito e a matéria não são duas naturezas unidas, mas a sua união forma uma única natureza.</p><cite>(CIC, 365)</cite></blockquote>



<p>Podemos observar esta união intima existente entre alma e corpo, quando sentimos alguma dor; quando isso acontece, não é só o nosso corpo que sente a dor, mas&nbsp;<em>todo o nosso ser</em>. De igual modo, quando nossa alma é atacada por preocupações e inquietações, isso reflete em nosso corpo.</p>



<p>Portanto, não podemos tratar o corpo com desprezo, pois sem ele não poderíamos perceber – ainda que esta percepção não seja perfeita – aquilo que está acontecendo com nossa alma.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Muitas vezes, a palavra alma designa, nas Sagradas Escrituras, a vida humana, ou a pessoa humana no seu todo. Mas designa também o que há de mais íntimo no homem e de maior valor na sua pessoa, aquilo que particularmente faz dele imagem de Deus: <em>alma </em>significa o princípio espiritual no homem.</p><cite>(CIC, 363)</cite></blockquote>



<p>Se a complexidade do funcionamento de nosso corpo é algo maravilhoso e aponta para o poder de Deus, muito mais magnífica é a obra divina realizada em nossas almas.</p>



<p>Sabemos que a alma é um espírito; logo, é um ser imaterial. Por não ter matéria, não&nbsp;está “preso” há única localidade do nosso corpo, seja cabeça, mãos, pernas etc. A nossa alma&nbsp;somente não integra aquilo que deixa de ser uma parte viva do nosso corpo. Por isso, haverá a</p>



<p>separação entre alma e corpo na hora de nossa morte. Morrem nossos corpos, mas não nossas almas, pois são substâncias e, por conseguinte, não possuem em si divisões que possam levá-la ao perecimento ou destruição.</p>



<p>Ensina São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>52) Morre a alma humana com o corpo?</strong><br>A alma humana nunca morre; a fé e a mesma razão provam que ela é imortal.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-imagem-e-semelhan-a-de-deus"><strong>Imagem e Semelhança de Deus</strong></h2>



<p>Não é sem fundamentos ou base que dizemos que Deus nos criou à <em>sua imagem e semelhança. </em>Enquanto nosso corpo é um reflexo do poder divino, a nossa alma é um especial retrato do seu Divino Autor. Claro que um retrato imperfeito, mas ainda assim uma imagem do Espírito que é Deus. Diz o Padre Leo Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O poder da nossa inteligência, pelo qual conhecemos e compreendemos verdades, raciocinamos e deduzimos novas verdades e fazemos juízos sobre o bem e o mal, reflete o Deus que tudo sabe e tudo conhece. O poder da nossa livre vontade, pela qual deliberadamente decidimos fazer uma coisa ou não, é uma semelhança da liberdade infinita que Deus possui; e, evidentemente, a nossa imortalidade é uma centelha da imortalidade absoluta de Deus.</p><cite>(TRESE; 1999; p.44)</cite></blockquote>



<p>Como a vida íntima de Deus baseia-se no conhecimento que Ele possui de Si mesmo (Deus Filho) e no amor que possui por Si mesmo (Deus Espírito Santo), mais nos aproximaremos de Deus se mais utilizarmos nossa inteligência para conhecê-Lo e nossa vontade para amá-Lo.</p>



<p>Encerramos com um trecho do Catecismo e da Igreja Católica e outro do Catecismo Maior de São Pio X:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Porque <em>é à imagem de Deus</em>, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma Aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que mais ninguém pode dar em seu lugar.</p><cite>(CIC, 357)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>55) Por que se diz que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus?</strong><br>Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, porque a alma humana é espiritual e racional, livre na sua ação, capaz de conhecer e de amar a Deus, e de gozá-Lo eternamente, perfeições que refletem em nós um raio da infinita grandeza de Deus.</p></blockquote>



<p>Esta foi uma catequese introdutória, continuaremos falando sobre este tema na próxima catequese.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; Catecismo Maior de São Pio X;</li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada </strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7a ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>O fim da existência do Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 12:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Catecismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O fim da existência do Homem" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/O-fim-da-existencia-do-Homem-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Por que estou aqui? O que somos? Quem somos? Para que e para quem estamos aqui? Somos fruto de um processo evolutivo cego e sem sentido? Não passa a vida do homem nesta terra de um caminhar entre a escuridão que precede o nascimento e aquela que vem depois da morte? Não passamos de poeira [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-que-estou-aqui"><strong>Por que estou aqui?</strong></h2>



<p>O que somos? Quem somos? Para que e para quem estamos aqui? Somos fruto de um processo evolutivo cego e sem sentido? Não passa a vida do homem nesta terra de um caminhar entre a escuridão que precede o nascimento e aquela que vem depois da morte? Não passamos de poeira do universo?</p>



<p>Todas essas são questões que cada um de nós já deve ter feito a si mesmo em algum momento de nossas vidas. Por isso, o Catecismo da Igreja Católica, já em seu Prólogo, nos diz: “<em>Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada.</em>” (CIC, 1)</p>



<p>As várias perguntas mencionadas no começo podem ser resumidas em uma: “Para que nos fez Deus?”</p>



<p>Para respondermos a esta pergunta, veremos que existem duas vertentes, dois lados de uma mesma moeda: a de Deus e a nossa. Considerada através do ponto de vista de Deus, a resposta para essa pergunta será: Deus nos fez <em>para mostrar sua bondade.&nbsp;</em></p>



<p>Mas, como assim? Seria Deus uma espécie de “exibido”? Alguém que faz as coisas somente para aparecer? A resposta, claramente, é não. Sendo Deus o Ser infinitamente perfeito, a razão pela qual Ele faz alguma coisa deve ser igualmente infinitamente perfeita. Mas somente Ele é a razão infinitamente perfeita pela qual uma coisa pode ser feita. Desse modo, seria indigno de Deus fazer qualquer coisa por uma razão inferior a Si mesmo. Portanto, Deus nos criou para demonstrar seu <em>poder </em>e sua <em>bondade</em>. Seu poder mostra-se pelo fato de existirmos. A sua infinita bondade, pelo fato de Ele querer nos fazer participar do seu amor e felicidade.&nbsp;</p>



<p>Lembrando: a primeira resposta para a pergunta “Para que nos fez Deus?” é: “Para mostrar sua bondade. Essa bondade demonstra-se no fato de Deus nos ter criado com uma alma espiritual e imortal, capaz de participar da sua própria felicidade.&nbsp;</p>



<p>Por isso, quando a pergunta “Para que nos fez Deus?” é respondida através do nosso ponto de vista, tem como resposta: <em>para fazer-nos participar de sua vida bem-aventurada.&nbsp;</em></p>



<p>Mas que <em>felicidade </em>é essa? Imaginemos os momentos mais felizes que tivemos em nossas vidas. Aqueles que vivemos com quem amamos, as alegrias, os prazeres&#8230; o <em>amor</em>. Nós desejamos que esses momentos fossem eternizados. Este é um exemplo simplório, mas é isso que Deus tem preparado para nós, é o que Ele quer para nós e para o que nos fez: para sermos felizes, participando do seu <em>amor</em>, na eternidade.&nbsp;</p>



<p>Essa razão pela qual todos nós temos em nosso interior um desejo insaciável pela felicidade. Por isso muitos filósofos, como Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, diziam ser a felicidade o fim último do homem; isto é, a razão pela qual ele realiza todas as suas ações. Essa busca insaciável pela felicidade encontra seu fim em Deus; é n’Ele que encontramos descanso e paz, uma fonte inesgotável e eterna de felicidade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-que-devo-fazer"><strong>Que devo fazer?</strong></h2>



<p>Muitas pessoas pensam que o Céu é um lugar onde reencontraremos nossos familiares que morreram antes de nós. Isso é verdade. Mas o Céu é muito mais que isso. A felicidade do Céu consiste na visão intelectual de Deus &#8211;&nbsp; na posse final e completa de Deus -, a quem nesta vida terrena amamos de longe e debilmente. E se queremos que este seja o nosso eterno destino – estarmos unidos a Deus no amor -, precisamos começar amá-lo aqui nesta vida.&nbsp;</p>



<p>Logo, se não começarmos a amar a Deus nesta vida, não haverá maneira de nos unirmos a Ele na eternidade. Para aquele que entra na eternidade sem amor de Deus em seu coração, o céu <em>simplesmente não existirá</em>. Assim como um homem sem olhos não poderia ver a beleza do mundo que o rodeia, um homem sem amor a Deus não poderá ver a Deus; entra na eternidade cego. Não é que Deus diga ao pecador que ele não pode entrar na vida por não amá-lo. O homem que morrer sem amor a Deus; ou seja, sem arrepender-se dos seus pecados, faz a sua própria escolha. Deus está ali, mas ele não pode vê-lo, assim como o sol brilha, mas o cego não o pode ver.&nbsp;</p>



<p>É claro que não podemos amar o que não conhecemos. Logo, surge-nos mais um dever: aprender tudo o que pudermos sobre Deus, para podermos amá-lo, manter vivo nosso amor e fazê-lo crescer. Por isso o Catecismo nos diz:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja.</p><cite>CIC, 1</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quem-me-ensinar"><strong>Quem me ensinará?</strong></h2>



<p>Quando nos dizem pela primeira vez que nossa tarefa na terra consiste em amar e servir a Deus, e que toda a nossa felicidade eterna depende de fazermos isso de uma maneira bem feita, podemos perguntar: “E quem me explicará como cumprir essa tarefa?”</p>



<p>Deus antecipou-se à nossa pergunta, e não só se limitou a pôr um livro em nossas mãos. Deus enviou o <em>seu próprio Filho, </em>na pessoa de Jesus Cristo. Jesus não veio à terra unicamente para nos redimir. Veio para nos ensinar as verdades sobre Deus que nos levam a amá-lo, e para nos mostrar o modo de vida que prova nosso amor.&nbsp;</p>



<p>Jesus deixou de estar fisicamente presente entre nós quando subiu ao céu quarenta dia após a Ressurreição. Mas concebeu o modo de permanecer conosco como Mestre até o fim dos tempos. Servindo-se dos seus doze apóstolos como núcleo e base, modelou um novo tipo de Corpo. É um <em>Corpo Místico</em> mais do que físico, pelo qual permanece na terra. A sua Cabeça é o próprio Jesus, e a Alma é o Espírito Santo; a Voz deste Corpo é a do próprio Cristo, que nos fala continuamente para nos ensinar e guiar. A este Corpo, Corpo Místico de Cristo, chamamos <em>Igreja</em>.&nbsp;</p>



<p>E para que tenhamos bem à mão as principais verdades ensinadas por Jesus Cristo, a Igreja resumiu-as numa declaração de fé que chamamos <em>Credo </em>ou <em>Símbolo dos Apóstolos</em>. Nele estão as verdades fundamentais sobre as quais se baseia uma vida cristã.&nbsp;</p>



<p>Algumas verdades do Credo poderiam ser encontradas somente pela luz da Razão. Outras só conhecemos, porque Deus no-las revelou e ensinou. Deus começou a “retirar o véu” que o encobria aos nossos olhos com as verdades que o nosso primeiro pai, Adão, nos deu a conhecer. No decorrer dos séculos, continuou a retirar o véu pouco a pouco. Por meio de Jesus Cristo, Deus completou a revelação de Si mesmo à humanidade.&nbsp;</p>



<p>Mas onde está presente a Revelação? Muitas das revelações feitas por Deus estão presentes nas <em>Sagradas Escrituras.</em> Outra parte importante da revelação está contida na<em> Tradição da Igreja</em>. E, por fim, o <em>Magistério</em> <em>da Igreja,</em> que nos dá o sentido correto de interpretação tanto das Escrituras como da Tradição, exercendo a missão de confirmar a Fé.&nbsp;</p>



<p>Nesta fonte composta pelas Escrituras, pela Tradição e pelo Magistério encontramos&nbsp; tudo o que devemos <em>crer</em>, o caminho da nossa Fé.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias"><strong>Referências</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica; </li><li>TRESE; Leo John. <strong>A fé explicada / </strong>Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.    </li></ul>
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			</item>
		<item>
		<title>A Imagem e Semelhança de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo H. Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 12:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Imagem e Semelhança de Deus" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/02/A-Imagem-e-Semelhanca-de-Deus-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Sabemos que entre todas as criaturas existentes, nós, seres humanos, somos os que mais se assemelham ao Divino Criador. Porém, é necessário compreender o objeto de comparação para que fique claro que mesmo sendo mais semelhantes que as outras criaturas, somos mais dessemelhantes quando comparados diretamente a Deus. Ao nos criar, Deus nos confere a [&#8230;]</p>
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<p>Sabemos que entre todas as criaturas existentes, nós, seres humanos, somos os que mais se assemelham ao Divino Criador. Porém, é necessário compreender o objeto de comparação para que fique claro que mesmo sendo mais semelhantes que as outras criaturas, somos mais dessemelhantes quando comparados diretamente a Deus.</p>



<p>Ao nos criar, Deus nos confere a dignidade de então sermos elevados acima de todas as coisas existentes; compartilhamos no uso da razão, temos corpo e alma, sendo capazes de ocupar o espaço de intermediários entre o terreno e o eterno, o material e o espiritual. Mas não apenas nos situamos neste intermédio, como somos dotados de refletir, da forma limitada de criatura, as pessoas da Santíssima Trindade.&nbsp;</p>



<p>Refletimos o Deus Pai quando somos conferidos de sermos senhores de toda criação : &#8221;<em>[&#8230;]Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra</em>”. (Gênesis 1, 28). Dessa forma, nos é atribuído o dever de cuidar, zelar e governar todas as criaturas como pais.</p>



<p>Refletimos o Deus Filho quando para alcançar a eternidade nos é requerido sacrifício e oblação : &#8220;<em>Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me</em>.&#8221; (São Lucas 9, 23). &#8220;<em>E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo</em>.&#8221; (São Lucas 14, 27). Para sermos considerados filhos de Deus, precisamos negar nossa natureza corrompida abraçando o sacramento batismal e nos comprometendo a uma nova vida, buscando seguir o modelo do próprio Filho de Deus.</p>



<p>Refletimos o Espírito Santo quando dotados da graça de Deus, somos conferidos a fazer grandes obras e intervir no progresso humano, reluzindo como fragmentos da majestade divina. &#8221;<em>Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim fará as obras que faço e fará até maiores do que elas, porque vou para o Pai</em>.&#8221; (São João 14, 12). &#8221;<em>o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco</em>.&#8221; (São João 14, 17). As graças concedidas pelo Espírito Santo nos dá a obrigação de para Deus fazermos todas as obras, e incessantemente buscar fazê-las para maior glória do nome de Deus.</p>



<p>Sempre que lembrarmos da tamanha dignidade conferida a nós, precisamos apressadamente recorrer a Deus pedindo as graças de sermos íntegros de corpo e alma, para chegarmos a excelência que nos foi conferida e que é o desejo do Pai.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Mas vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para a Sua luz maravilhosa, vós que outrora não éreis povo, mas agora sois o Povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.</p><cite>I São Pedro 2, 9-10</cite></blockquote>
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