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A Imagem e Semelhança de Deus

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Sabemos que entre todas as criaturas existentes, nós, seres humanos, somos os que mais se assemelham ao Divino Criador. Porém, é necessário compreender o objeto de comparação para que fique claro que mesmo sendo mais semelhantes que as outras criaturas, somos mais dessemelhantes quando comparados diretamente a Deus.

Ao nos criar, Deus nos confere a dignidade de então sermos elevados acima de todas as coisas existentes; compartilhamos no uso da razão, temos corpo e alma, sendo capazes de ocupar o espaço de intermediários entre o terreno e o eterno, o material e o espiritual. Mas não apenas nos situamos neste intermédio, como somos dotados de refletir, da forma limitada de criatura, as pessoas da Santíssima Trindade. 

Refletimos o Deus Pai quando somos conferidos de sermos senhores de toda criação : ”[…]Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. (Gênesis 1, 28). Dessa forma, nos é atribuído o dever de cuidar, zelar e governar todas as criaturas como pais.

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Refletimos o Deus Filho quando para alcançar a eternidade nos é requerido sacrifício e oblação : “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” (São Lucas 9, 23). “E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.” (São Lucas 14, 27). Para sermos considerados filhos de Deus, precisamos negar nossa natureza corrompida abraçando o sacramento batismal e nos comprometendo a uma nova vida, buscando seguir o modelo do próprio Filho de Deus.

Refletimos o Espírito Santo quando dotados da graça de Deus, somos conferidos a fazer grandes obras e intervir no progresso humano, reluzindo como fragmentos da majestade divina. ”Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim fará as obras que faço e fará até maiores do que elas, porque vou para o Pai.” (São João 14, 12). ”o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque permanece convosco.” (São João 14, 17). As graças concedidas pelo Espírito Santo nos dá a obrigação de para Deus fazermos todas as obras, e incessantemente buscar fazê-las para maior glória do nome de Deus.

Sempre que lembrarmos da tamanha dignidade conferida a nós, precisamos apressadamente recorrer a Deus pedindo as graças de sermos íntegros de corpo e alma, para chegarmos a excelência que nos foi conferida e que é o desejo do Pai.

Mas vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para a Sua luz maravilhosa, vós que outrora não éreis povo, mas agora sois o Povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

I São Pedro 2, 9-10

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