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	<title>Liturgia &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Liturgia &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Que história é essa de mulher no altar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Que história é essa de mulher no altar" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>No dia 11 de janeiro de 2021, católicos do mundo inteiro foram surpreendidos com a notícia de que o Santo Padre teria “aberto as ‘ordenações menores’ para as mulheres dentro da Igreja”. O fato é que sim, houve uma alteração no Cânon 230, §1º do Código de Direito Canônico, no qual estava disposto que apenas [&#8230;]</p>
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<p>No dia 11 de janeiro de 2021, católicos do mundo inteiro foram surpreendidos com a notícia de que o Santo Padre teria “aberto as ‘ordenações menores’ para as mulheres dentro da Igreja”. O fato é que sim, houve uma alteração no Cânon 230, §1º do Código de Direito Canônico, no qual estava disposto que apenas varões (homens), poderiam exercer o ministério do acolitato e do leitorado. Todavia, sabe-se que, na prática, as mulheres já tinham acesso a essas funções (no Brasil é mais que comum), mas é necessário entender todo o contexto da mudança feita pelo Papa Francisco, e quais implicações práticas isso traria (ou trará) para a Igreja Católica.</p>



<p>Tudo começa no período anterior ao Concílio Vaticano II. Naquela época, havia o que se denominavam as “ordenações maiores”, que se distinguiam das “ordenações menores”. As primeiras eram o Episcopado (Bispos), o Presbiterato (Padres), o Diaconato e o Sub-Diaconato. Já as segundas, por sua vez, consistiam no Ostiariato, o Leitorato, o Exorcistato e o Acolitato. Aqui não nos deteremos em explicar cada uma delas, mas sim, apresentar a mudança feita pelo Papa São Paulo VI em 1972, através do motu proprio <em>Ministeria quaedam</em>, pois era dessa forma que funcionava até o momento da modificação trazida pelo Papa Francisco.</p>



<p>No documento citado, São Paulo VI extinguiu parte das “ordens menores”, mantendo apenas o acolitato e o leitorado sob o nome de “ministérios”, sendo estes exercidos ainda somente por homens, o que foi ratificado pelo novo Código de Direito Canônico de 1983, promulgado pelo Papa São João Paulo II, no cânon 230, §1º. Contudo, nos parágrafos seguintes, 2º e 3º, do mesmo cânon agora alterado, o termo “leigos” abrange também as mulheres, conforme nos explicam as notas de rodapé do Padre Jesús Hortal na edição brasileira publicada pelas Edições Loyola. Observem a antiga redação do cânon:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Cân. 230 § 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios do leitor e de acólito; o ministério, porém, a eles conferido não lhes dá o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.</em></p><p><em>§ 2. </em><strong><em>Os leigos</em></strong><em> podem desempenhar, por encargo temporário, as funções de leitor nas ações litúrgicas; igualmente todos os leigos podem exercer o encargo de comentador, de cantor ou outros, de acordo com o direito.</em></p><p><em>§ 3. Onde a necessidade da Igreja, o aconselhar, podem também </em><strong><em>os leigos</em></strong><em>, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a sagrada Comunhão, de</em> <em>acordo com as prescrições do direito.</em></p></blockquote>



<p>Ou seja, já havia uma certa abertura para que determinadas funções fossem exercidas por mulheres, mas não se tratava da regra, e sim da exceção. Na prática, isso é tão comum que até católicos sequer sabiam o que estava disposto no Código a esse respeito.</p>



<p>ssim, chegamos à alteração feita pelo Papa Francisco por meio do motu proprio<em> Spiritus Domini </em>no dia 11/01/2021. <strong>Esse documento altera o §1 do Cânon 230, donde se lê na nova redação que todos os leigos, homens ou mulheres, podem participar do acolitado e leitorado.</strong> Qual seja, o que, de acordo com o texto antigo não era uma prática correta, mas permitida e tolerada se não houvesse tais ministros varões, torna-se a nova regra.</p>



<p>Vejamos a nova redação do cânon:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Cân. 230, §1. Os leigos que tiverem a idade e as aptidões determinadas com decreto pela Conferência Episcopal, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico estabelecido, nos ministérios de leitores e de acólitos; no entanto, tal concessão não lhes atribui o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.</em></p></blockquote>



<p>Há quem diga que tal mudança prepara revoluções dentro da estrutura eclesiástica, como por exemplo o acesso das mulheres ao diaconato e ao sacerdócio. No entanto, é preciso combater o que a grande mídia espalha, já que não se trata de uma “ordenação feminina”, mas de um ministério, já que, como já foi explicado, não existem mais “ordens menores”.</p>



<p>Há também aqueles que falam que houve sabedoria por parte do Santo Padre em “legalizar” aquilo que já acontecia na prática. No fim das contas, não há como prever a longo prazo o que tal mudança gerará, mas cabe-nos apenas a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam sobre sua Igreja (Evangelho de São Mateus 16, 18). Que a nossa maior preocupação seja a santidade e a comunhão diária com Deus.</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Disponível em: <a href="http://www.vatican.va/content/paul-vi/es/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19720815_ministeria-quaedam.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.vatican.va/content/paul-vi/es/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19720815_ministeria-quaedam.html</a></li><li>Cf. Código de Direito Canônico, Edições Loyola, 2017, São Paulo, Cânon 230, §1º, p. 80</li></ol>
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		<title>Os paramentos litúrgicos deveriam ser mais simples?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 18:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Os paramentos litúrgicos deveriam ser mais simples" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Os-paramentos-liturgicos-deveriam-ser-mais-simples-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Muitos não católicos — e até católicos frouxos — acusam a Igreja de exagerada, quando o assunto em pauta são os paramentos litúrgicos utilizados pelos sacerdotes no Santo Sacrifício da Missa. A frase “deveriam doar aos pobres, aos invés de fazer algo tão suntuoso” não é estranha aos ouvidos de muitos católicos. Mas, como ficará [&#8230;]</p>
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<p>Muitos não católicos — e até católicos frouxos — acusam a Igreja de exagerada, quando o assunto em pauta são os paramentos litúrgicos utilizados pelos sacerdotes no Santo Sacrifício da Missa. A frase “deveriam doar aos pobres, aos invés de fazer algo tão suntuoso” não é estranha aos ouvidos de muitos católicos. Mas, como ficará claro ao longo do texto, essa frase é errada em muitos sentidos. </p>



<p>A Instrução Geral do Missal Romano, diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Na Igreja, Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham as mesmas funções. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia é significada externamente pela diversidade das vestes sagradas, as quais, por isso, são sinal distintivo da função própria de cada ministro. <strong>Convém, entretanto, que tais vestes contribuam também para o decoro da ação sagrada.</strong></p><cite>IGMR, 335</cite></blockquote>



<p>Conclui-se a partir da leitura do IGMR que a beleza dos paramentos está diretamente ligada ao bem celebrar da liturgia; isto é, os paramentos são belos, pois devem levar o fiel à contemplação do Mistério.&nbsp;</p>



<p>Mas podemos ir além e dizer que a beleza dos paramentos utilizados no culto a Deus são uma exigência d’Ele mesmo. Lemos no livro do Êxodo:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Depois, faze aproximar-se de ti, do meio dos israelitas, para exercer meu sacerdócio, Aarão teu irmão, e seus filhos com ele: Aarão, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar. Farás vestes sagradas para teu irmão Aarão, em sinal de honra e distinção. Encomendarás a todos os artesãos bem-preparados, que enchi com o espírito de sabedoria, a confecção de vestes para a consagração de Aarão no meu sacerdócio. Estas são as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica variegada, tiara e cinto. Farão estas vestes sagradas para teu irmão Aarão e para seus filhos, para que exerçam meu sacerdócio. Serão utilizados ouro, púrpura, violeta, vermelha e carmesim e linho fino.</p><cite>Ex 28, 1-5 (Tradução Oficial da CNBB)</cite></blockquote>



<p>Vemos que o próprio Deus exige os melhores materiais e os melhores artesãos para a confecção das vestes daqueles que iriam exercer o seu sacerdócio. Ora, se os sacerdotes – que exercia um sacerdócio que era simples figura do sacerdócio da Nova Aliança &#8211; da Antiga Aliança deveriam usar vestes belas para honrar a Deus, mais ainda o devem aqueles que exercem o sacerdócio do Cristo.&nbsp;</p>



<p>Contudo, alguns podem alegar – ainda que falsamente – que usar vestes como essas não está de acordo com os ensinamentos de Nosso Senhor. Vejamos o que disse o próprio Cristo sobre isso:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Uma mulher aproximou-se dele, com um frasco de alabastro cheio de bálsamo caríssimo, e derramou-o na cabeça de Jesus, que estava à mesa. Vendo isso, os discípulos se irritaram dizendo: “Para que esse desperdício? Este bálsamo poderia ter sido vendido por um bom preço, para dar aos pobres”. Jesus percebeu e disse-lhes: “Por que incomodais esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. Os pobres sempre tendes convosco, mas a mim não tereis sempre.</p><p>Quando ela derramou este bálsamo sobre meu corpo, fez isso em vista do meu sepultamento. Em verdade vos digo: onde for proclamado este Evangelho, no mundo inteiro, será mencionado também, em sua memória, o que ela fez.”</p><cite>Mt 26, 6-13</cite></blockquote>



<p>Nosso Senhor acaba com as pretensões dos falsos defensores dos pobre nestes versículos. Primeiro vemos a reação dos discípulos – no Evangelho de São João esta ação é reportada somente a Judas -, que chamam a ação da mulher de “desperdício”. Em resposta, Nosso Senhor defende a mulher e ensina-lhes o simbolismo da ação dela; simbolismo que também se faz presente nas vestes litúrgicas. Ele também profetisa que a caridade da mulher seria lembrada em todo o mundo, demonstrando a grandeza da ação dela.&nbsp;</p>



<p>Logo, fica claro que a Igreja não só pode, mas deve fazer belas vestes para que se celebra a Liturgia. Quem discorda disso, geralmente, está embebido da ideologia materialista, que só vê o bem naquilo que é material; ou seja, para estas pessoas, a religião resume-se ao auxílio dos pobres – que deve ser feito, pelo amor de Deus! -, sendo a beleza da liturgia uma bobeira medieval.&nbsp;</p>



<p>Para terminar, sugiro uma reflexão: a você que vive falando da riqueza dos templos e vestes da Igreja: o que faz para ajudar os pobres? Seu carro é uma Brasília da década de 1970 ou um carro novo? Seu celular é de última geração ou um Nokia velho? Poderia estender-me nas perguntas, mas não o farei. Mas que fique o recado: antes de criticar a Igreja, que faz mais caridade do que qualquer instituição neste universo, olhe para si mesmo – algo que sei não estar acostumado a fazer – e veja sua hipocrisia. Tenho certeza de que nunca mais fará críticas levianas.&nbsp;</p>



<p>Salve Maria!</p>
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		<title>Liturgia das Horas: O que é? Por que rezar? Como rezar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 16:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="liturgia das horas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Muitos dos leitores já devem ter ouvido falar da Liturgia das Horas como a oração oficial da Igreja. Todavia, o contato que os fiéis têm com ela é pouquíssimo, quando não inexistente. Logo, cabe a nós desvendarmos o que é a Liturgia das Horas, como ela surgiu e como e por que devemos rezá-la. Para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="liturgia das horas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/liturgia-das-horas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Muitos dos leitores já devem ter ouvido falar da Liturgia das Horas como a oração oficial da Igreja. Todavia, o contato que os fiéis têm com ela é pouquíssimo, quando não inexistente. Logo, cabe a nós desvendarmos o que é a Liturgia das Horas, como ela surgiu e como e por que devemos rezá-la.</p>



<p>Para aprofundar-se ainda mais no tema ouça nosso <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/e13t05-a-liturgia-das-horas/">podcast</a> sobre o assunto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Orige</strong>m da Liturgia das Horas</h2>



<p>Diz a <em>Introdução Geral sobre a Liturgia das Horas</em> (Doravante abreviado como IGLH) em seu número 1: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“A oração pública e comunitária do povo de Deus é com razão considerada uma das principais funções da Igreja. Daí que, logo no princípio, os batizados ‘eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações’” (At 2, 42). Continua a IGLH: “Que também os fiéis se costumavam entregar à oração individual em determinadas horas do dia, provam-no igualmente os documentos da primitiva Igreja. Depois foi-se introduzindo muito cedo, aqui e além, o costume de consagrar à oração comunitária alguns tempos especiais, por exemplo, a última hora do dia, ao entardecer, no momento em que se acendiam as luzes, e a primeira hora da manhã, quando, ao despontar o astro do dia, a noite chega ao seu termo”.</p></blockquote>



<p>Fica claro que a origem de uma Liturgia das Horas primordial remonta à Igreja Primitiva. Essas orações que se davam no nascimento da Igreja foram passando por processos organizatórios, formando-se um ciclo horário bem definido, tornando-se a Liturgia das Horas a oração da Igreja com Cristo e a Cristo [1].</p>



<p>Não iremos nos delongar no aspecto histórico da Liturgia das Horas. Passemos, pois, para o significado da oração e por que devemos rezá-la.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Significado&nbsp;</strong></h2>



<p> A Oração das Horas tem por função a santificação do nosso dia, diz o IGLH:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>A Liturgia das Horas alarga aos diferentes momentos do dia o louvor e ação de graças, a memória dos mistérios da salvação, as súplicas, o antegozo da glória celeste, contidos no mistério eucarístico, centro e vértice de toda a vida da comunidade cristã.” </em></p><cite> IGLH 12</cite></blockquote>



<p>Essa santificação se dá, pois, ao recitarmos o Ofício Divino, estamos rezando com toda a Igreja; ou seja, estamos nos unindo ao Corpo Místico de Cristo. Diz Dom Chautard em sua famosa obra “<em>A Alma de Todo Apostolado</em>”:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Unir-se, mesmo de longe, com a Igreja, pelo pensamento e pela intenção, ao vosso sacrifício, ó Jesus; fundir a própria oração com a oração oficial e incessante da vossa Igreja, como isto já é sublime! O coração do simples batizado voa mais seguramente para Deus, assim levado pelos vossos louvores, adorações, ações de graças, reparações e súplicas.</p><p>Tomar parte ativa, são as próprias palavras de s. Pio X, e cooperar nos sagrados mistérios e na oração pública e solene pela assistência piedosa e esclarecida, pela avidez em tirar proveito das festas e das cerimônias, ou melhor ainda ajudando a missa, respondendo a ela, ou prestando o concurso próprio, <strong>à recitação ou ao canto dos ofícios, não é porventura o meio de entrar em comunicação mais direta com o pensamento de vossa Igreja, e de haurir na sua fonte primária e indispensável: o verdadeiro espírito cristão</strong>?</p><p><strong><em>Mas, ó santa Igreja, apresentar-se cada dia, em virtude da ordenação ou da profissão religiosa, unido aos anjos e aos eleitos, como vosso embaixador oficial, perante o trono de Deus, para exprimir a oração oficial, que nobre missão esta!</em></strong></p><cite>A Alma de Todo Apostolado, edição de 1962, p. 193. (Destaques nossos). Disponível em<a href="http://alexandriacatolica.blogspot.com/2011/06/alma-de-todo-apostolado-d.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)"> Alexandria Católica</a>.</cite></blockquote>



<p><em>Nobre missão esta! </em>A recita do Ofício Divino é um presente da Mãe Igreja para nosso caminho de santificação, presente de uma mãe que quer ajudar seus filhos ao longo do dia a lembrarem o sentido de suas vidas. Um dia que não seja vivido para Deus é um dia desperdiçado, jogado fora, que não deveria existir. Sabendo disso, a Igreja não nos deixa desamparados.&nbsp;</p>



<p>Vejamos agora como se estrutura o Ofício ao longo do dia:</p>



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<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://cooperadoresdaverdade.com/produto/liturgia-das-horas-vol-i/">Liturgia das Horas Vol. I</a></li><li><a href="https://cooperadoresdaverdade.com/produto/liturgia-das-horas-vol-ii/">Liturgia das Horas Vol. II</a></li><li><a href="https://cooperadoresdaverdade.com/produto/liturgia-das-horas-vol-iii/">Liturgia das Horas Vol. III</a></li><li><a href="https://cooperadoresdaverdade.com/produto/liturgia-das-horas-vol-iv/">Liturgia das Horas Vol. IV</a></li><li><a href="https://cooperadoresdaverdade.com/produto/liturgia-das-horas-vol-unico-abreviado/">Liturgia das Horas Vol. Único Abreviado</a></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estrutura</strong> da Liturgia das Horas</h2>



<p>A Oração das horas estruturas da seguinte forma:&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vésperas&nbsp;</strong></h3>



<p>Recitada ao pôr do sol, como ação de graças. A oração de Vésperas é composta por dois salmos que são seguidos por um cântico do Novo Testamento, além de uma Leitura Breve das Escrituras, que pode ser trocada por uma Leitura Longa retirada do lecionário para o dia em questão. Em Vésperas também se canta o <em>Magnificat, </em>o cântico de Maria.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Laudes&nbsp;</strong></h3>



<p>Recitada pela manhã, como forma de consagrar o dia e o trabalho. A oração de Laudes é composta por dois salmos, que estão intercalados por um cântico do Antigo Testamento, além da Leitura Breve aos mesmos moldes de Vésperas. O cântico evangélico de Vésperas é o <em>Benedictus</em>.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ofício das Leituras</strong></h3>



<p>O Ofício das Leituras é um grande louvor noturno, tradicionalmente rezado de madrugada, antes do nascer do sol. Todavia, como forma de adaptação à rotina do homem moderno, a Igreja permite que ele seja recitado a qualquer momento do dia, desde que seja mantido o espírito de vigília próprio deste Ofício. É composto por três salmos, uma leitura das Sagradas Escrituras e um comentário retirado da tradição.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Horas Menores (Horas Médias)</strong></h3>



<p>Há ainda três Horas Menores durante o dia: terça (9h), sexta (12h) e nona (15h). Essas três horas poder ser rezadas como uma só durante um desses horários. São compostas por três salmos e uma Leitura Breve. A série de textos retiradas da semana do Saltério é rezada somente em uma das três horas, caso o fiel opte por rezar as outras duas, deverá utilizar a série complementar que é composta por salmos fixos.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Completas</strong>&nbsp;</h3>



<p>Rezada antes de deitar-se. Composta por um ou dois salmos – conforme o dia da semana – e uma leitura breve. Em Completas também reza-se um Cântico Evangélico, o Cântico de Simeão &#8211; <em>Nunc dimíttis</em>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como rezar a Liturgia das Horas?</strong></h2>



<p>Por fim, esclareçamos quais as posições dos orantes durante o Ofício Divino:&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Vésperas e Laudes</strong></h3>



<p>Inicia-se o Ofício, em pé, rezando o versículo “<em>Vinde, ó Deus&#8230;”, </em>seguido pelo “<em>Socorrei-me, sem demora</em>”, “<em>Glória ao Pai&#8230;</em>” e o “<em>Aleluia” </em>– que é omitido durante a Quaresma. Ainda em pé, canta-se o Hino introdutório. Durante a salmodia, conforme costume,&nbsp; quem reza pode estar em pé ou sentado. Durante as leituras, o fiel fica sentado e assim permanece até o Cântico Evangélico, que deve ser rezado em pé, como também as Preces, o Pai Nosso e a Oração do Dia. Encerra-se a hora com a oração “<em>O Senhor nos abençoe, nos livre de todo mal&#8230;”</em></p>



<p>Observação: Quando Laudes for a primeira oração do dia, o versículo “<em>Vinde, ó Deus&#8230;” </em>e o que se segue são substituídos pelo Invitatório.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ofício das Leituras&nbsp;</strong></h3>



<p>Inicia-se com o Invitatório, quando for a primeira oração do dia; ou com o versículo “<em>Vinde, ó Deus&#8230;”, </em>seguido pelo “<em>Socorrei-me, sem demora</em>”, “<em>Glória ao Pai&#8230;</em>” e o “<em>Aleluia”, </em>quando não for. A salmodia procede da mesma forma que em Vésperas e Laudes, de igual modo as leituras, pondo-se o fiel de pé para o “<em>Te Deum</em>”&nbsp; e para a Oração do Dia. Encerra-se a hora com a oração “<em>Bendigamos ao Senhor&#8230;”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Horas Menores&nbsp;</strong></h3>



<p>Inicia-se o Ofício, em pé, rezando o versículo “<em>Vinde, ó Deus&#8230;”, </em>seguido pelo “<em>Socorrei-me, sem demora</em>”, “<em>Glória ao Pai&#8230;</em>” e o “<em>Aleluia” </em>– que é omitido durante a Quaresma. Ainda em pé, canta-se o Hino introdutório, conforme Vésperas e Laudes. Durante a salmodia, o fiel pode ficar em pé ou sentado, durante leitura senta-se; tornando a levantar-se para a Oração do Dia. Encerra-se a hora com a oração “<em>Bendigamos ao Senhor&#8230;”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Completas</strong></h3>



<p>Inicia-se o Ofício de igual modo às outras horas, todavia, antes do Hino faz-se o <em>Exame de Consciência</em> e o <em>Ato Penitencial. </em>Segue a salmodia, a leitura, o Responsório, o Cântico de Simeão e a <em>Oração</em>. Encerra-se a hora com “<em>O Senhor nos conceda&#8230;</em>” e, ainda estando todos de pé, recita-se ou canta-se a <em>Antífona Mariana, </em>que pode ser escolhida dentre aquelas presentes no <em>Ordinário</em> das Completas, excetuado tempo Pascal, quando se canta o <em>Regina Coeli.</em> [2]</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando se persignar durante o Ofício?</strong></h3>



<p>Conforme o IGLH [3], devemos traçar o Sinal da Cruz nas seguintes ocasiões:</p>



<p>Todos fazem o sinal da cruz, da fronte ao peito e do ombro esquerdo ao direito:</p>



<p>a) no princípio das Horas, ao “<em>Deus, vinde</em>”;</p>



<p>b) ao começar os cânticos evangélicos, <em>Benedictus</em>, <em>Magnificat</em>, <em>Nunc dimíttis</em>.</p>



<p>Faz-se o sinal da cruz sobre os lábios, no princípio do Invitatório, às palavras “<em>Abri, Senhor, os meus lábios”</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Considerações Finais&nbsp;</strong></h2>



<p>Não pretendemos com este texto esgotar o assunto, ademais demos ênfase na Celebração do Ofício Divino pelos fiéis em sua particularidade. Para mais informações e detalhes, recomendamos a série de livros <em>Entrarei no Altar de Deus</em>. Estamos abertos para a solução de dúvidas em nossos <em>stories</em> do <em>Instagram</em>.</p>



<p>Salve Maria. </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<ol class="wp-block-list"><li>IGLH 2</li><li>SILVA, Michel Pagiossi. Entrarei no altar de Deus: Cerimonial da Sagrada Liturgia – volume I / Michel Pagiossi Silva – São Paulo; Cultor de Livros, 2014.</li><li>IGLH 266</li></ol>
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		<title>O que há de errado com um rito amazônico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 11:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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<p>(Catholic World Report. Traduzido por&#160;Andressa Muniz)&#160;Em “Querida Amazônia”, o Papa Francisco notou que passaram-se cinquenta anos desde que o Concílio Vaticano II pediu um esforço para a “inculturar a liturgia entre indígenas”[1]. Ele comentou que “estamos ainda distantes desse pedido”, adicionando numa nota de rodapé: “Durante o Sínodo, houve uma proposta de desenvolver um ‘rito [&#8230;]</p>
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<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://www.catholicworldreport.com/2020/05/20/what-wrong-with-an-amazonian-rite/" target="_blank">Catholic World Report</a>. Traduzido por&nbsp;<a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Andressa Muniz</a>)&nbsp;Em “Querida Amazônia”, o Papa Francisco notou que passaram-se cinquenta anos desde que o Concílio Vaticano II pediu um esforço para a “inculturar a liturgia entre indígenas”[1]. Ele comentou que “estamos ainda distantes desse pedido”, adicionando numa nota de rodapé: “Durante o Sínodo, houve uma proposta de desenvolver um ‘rito amazônico’”. Essa referência lacônica a um rito amazônico na nota de rodapé nº 120 foi comparada ao “avanço” no tocante à admissão de divorciados recasados à Sagrada Comunhão, a qual, é reivindicada, também numa nota de rodapé nº 351 de <em>Amoris Laetitia</em>.<br></p>



<p>Na opinião do teólogo da libertação espanhol, Fr. Víctor Codina, SJ[2] (escrita em Amazonian ecclesial network, REPAM), a aprovação implícita da nota de rodapé nº 120 é um “avanço”, na medida em que aparenta ser a aprovação da criação de um rito amazônico, o que permitiria sacerdotes casados e ministras mulheres, conforme o proposto pelo documento final do Sínodo da Amazônia.[3]</p>



<p>Seria este o caso?</p>



<p>Em contraste com o termo “ritos” (que significa rituais)[4], o termo “Rito” (com “R” maiúsculo), é usado por Codina no sentido de <em>Igreja particular </em>que tem sua própria liturgia e tradição teológica, com suas distintas disciplinas e organização, tais como as Igrejas Católicas Orientais sujeitas ao Código de Direito Canônico Oriental; esse código, claro, permite sacerdotes casados. Quando o Papa menciona a proposta do Sínodo de criar um rito amazônico na nota de rodapé nº120, ele usa o “r” minúsculo. Papa Francisco parece se referir somente à liturgia, a qual precisa ser adequada às culturas amazônicas, e não a criação de uma Igreja particular nos termos das Igrejas Católicas Orientais.</p>



<p>O que, então, propõe o documento final? Propõe algo, no mínimo, ambíguo.</p>



<p>Debaixo do subtítulo “Um Rito para os indígenas”, o documento final declara no nº 116: “O Concílio Vaticano II criou possibilidades de pluralismo litúrgico, ‘para legítimas variações e adaptações de diferentes grupos, regiões e pessoas’ (SC 38).” Isso, é claro, é verdade, mas o documento final omite uma importante cláusula do texto conciliar: “desde que a unidade substancial com o Rito Romano seja preservado.” Em outras palavras, o Concílio não pode ser utilizado como defesa para a criação de um novo rito, tais como nas Igrejas Católicas Orientais. Isso permitiu modificações para o Rito Latino, enriquecendo-o, para que isso ressoasse com aspirações profundas da cultura de um povo[5]. Isso poderia ser interpretado, na melhor das hipóteses, como permitindo o desenvolvimento de um rito amazônico que talvez hoje tenha paralelos nos ritos moçárabe, ambrosiano ou mesmo dominicano (litúrgico).</p>



<p>Contudo, o Documento Final camufla a questão no parágrafo 117, que permite a alguém como o P. Codina afirmar que o que realmente está sendo proposto é mais do que uma adaptação litúrgica do rito romano, mas a formação de uma organização de uma Igreja particular. O 117 chama a atenção para o fato de que: “Existem 23 ritos diferentes na Igreja Católica, um sinal claro de uma tradição que, desde os primeiros séculos, tentou inculturar [sic] o conteúdo da fé e sua celebração através de uma linguagem que seja coerente tanto quanto possível com o mistério que procura expressar. Todas essas tradições têm sua origem em função da missão da Igreja”: Uma citação do CC 1201 é usada para apoiar esta afirmação.</p>



<p>O que há com essa afirmação? Para começar, o número de ritos (23) é enganoso (seis seriam mais precisos), pois a maioria não passa de variações do rito bizantino. Outras são variações do rito alexandrino, enquanto o restante inclui os ritos sírio oriental e ocidental. De fato, embora em última análise, de origem apostólica, esses ritos orientais podem ser rastreados até Antioquia pós-Constantiniana ou Alexandria (além, talvez, do rito armênio, que pode ser rastreado até Santos Addai e Mari). O que é surpreendente é que todas essas igrejas reivindicam os santos como os criadores de suas tradições litúrgicas específicas (por exemplo, as Divinas Liturgias de São Tiago, São Basílio, o Grande e São João Crisóstomo), que ao longo dos séculos foram (como foi o caso) dos ritos ocidentais, como os ritos romano, galicano, moçárabe ou celta) desenvolvidos organicamente, gradualmente enriquecidos pela reflexão teológica e desenvolvimentos culturais nativos[6]. Eles não eram produto de comissões compostas por especialistas litúrgicos e outros reunidos em torno de uma grande mesa, cujo texto escrito seria aprovado por um novo “órgão”[7] regional a ser criado ostensivamente para coordenar as várias dioceses da Amazônia).</p>



<p>Deixando de lado a questão maior, e, talvez mais significativa, da natureza precisa do “órgão”[8] regional proposto, parece-me que confiar a criação de um rito [litúrgico] da Amazônia por meio de um comitê de especialistas é a falha fundamental da recomendação do Documento Final sobre um rito ou prática litúrgica na Amazônia[9].</p>



<p>Em certo sentido, a proposta do Documento Final sobre como desenvolver um rito litúrgico autóctone por meio de um comitê é apenas uma conclusão lógica da principal fraqueza da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, que, por sua vez, moldou sua implementação após o Conselho, ou seja, a moderna abordagem ocidental, racionalista e até funcionalista da liturgia[10].</p>



<p>Um dos principais liturgistas americanos, P. Aidan Kavanagh, OSB, confessou uma vez que, se os liturgistas soubessem da natureza (ou seja, da dinâmica interna) do ritual, descoberta por Victor Turner em seu estudo pioneiro de ritual na África, eles não teriam feito isso. os erros na reforma da Liturgia após o Concílio. Kavanagh estava respondendo a um artigo publicado em Worship (1976) por Victor Turner, fundador do estudo pós-estruturalista do ritual. No artigo, Turner expressou sua preocupação com o modo como a reforma litúrgica pós-Vaticano II estava sendo realizada. Católico pela fé e antropólogo por profissão, ele disse que “dificilmente poderia se deixar levar pelas muitas mudanças introduzidas no rito romano após o Concílio Vaticano II”. Ele temia que, devido às tendências secularistas contemporâneas, a dinâmica do ritual autêntico estivesse sendo perdida. A mesma dinâmica ritual, que ele havia descoberto em seu estudo do ritual das religiões chamadas primitivas na África, Turner reconheceu que também era característica do chamado Rito Tridentino em sua plenitude. Ele atribuiu isso às rubricas ricas e complexas que foram formadas, refinadas e aperfeiçoadas ao longo de milhares de anos pelo que ele chamou de gênio católico.[11]</p>



<p>Além disso, é de notar que os adeptos de todos os ritos[12] pagãos autênticos reivindicam uma origem quase divina para seus rituais (como expresso em um mito ou atribuído ao ancestral mitológico)[13]. É essa natureza sagrada do ritual que liga seus praticantes a reconstituir a cerimônia em estrita adesão aos rituais transmitidos por sua tradição específica. Os ritos sagrados, por essa mesma definição, simplesmente não estão à disposição daqueles que os conduzem ou participam deles. Dificilmente se pode esperar que os nativos da Amazônia levem a sério qualquer liturgia cristã que seja resultado de experimentação[14] ou que tenha sido elaborada por um comitê de especialistas, mesmo que os próprios especialistas sejam nativos da Amazônia. Essa abordagem ofende o princípio básico da liturgia cristã, a saber: “ela não é feita pelo homem, mas é dotada por Deus”[15].</p>



<p>Quando eu estava ensinando no seminário maior de Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão – cujos povos indígenas, apesar de todas as suas diferenças, têm algumas semelhanças impressionantes com os da região amazônica – experimentei em primeira mão os esforços fracassados dos missionários modernos[16] para &#8220;Inculturar&#8221; o rito latino, bem como alguns exemplos impressionantes de como foi enriquecido pela autêntica inculturação. Deixando de lado o perigo do sincretismo, que, aliás, é comum não apenas na América do Sul, os missionários ocidentais costumam desconhecer as associações mais profundas que elementos dos rituais nativos têm (alguns muito negativos). Por esse motivo, elementos ou símbolos individuais de uma cultura não podem ser arrancados de sua matriz ritual original e arbitrariamente incorporados à celebração dos sacramentos sem distorcer o rito pagão original e a liturgia católica na qual foram inseridos. Eu testemunhei isso no Seminário Regional da PNG e na Ilha Salomão, quando eu era professor.</p>



<p>Vale a pena recordar a contribuição de Joseph Ratzinger (1964-1965) para a subcomissão encarregada de redigir o decreto do Conselho sobre atividade missionária (Ad Gentes). Ele escreveu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Os valores culturais e religiosos das nações não são simplesmente valores naturais que precedem o Evangelho e, como tal, são simplesmente adicionados a ele. Essa perspectiva atribui a esses valores muito e muito pouco. Neste mundo nosso, a natureza e o sobrenatural nunca são estritamente separados, mas penetram um no outro. Por causa disso, todos os valores verdadeiramente humanos são marcados tanto por uma elevação sobrenatural divina quanto pelo pecado humano. Eles nunca podem ser simplesmente adicionados ao Evangelho, mas servem ao Evangelho de acordo com a lei da cruz e da ressurreição. A religião pagã morre na fé cristã, mas na mesma fé a religião humana se eleva e oferece à fé as formas pelas quais a fé se articula de diferentes maneiras[17].</p></blockquote>



<p>E em seu discurso sobre as missões cinquenta anos depois aos estudantes da Universidade de Urbaniana (21 de outubro de 2014), o Papa Emérito Bento XVI escreveu especificamente sobre a missão da Igreja às religiões tribais:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O encontro com [Jesus Cristo] não é a explosão de algo estranho que destrói sua cultura e história. É, ao contrário, a entrada em algo maior, para o qual eles estão em uma jornada. É por isso que o encontro é sempre, ao mesmo tempo, purificação e maturação. Além disso, o encontro é sempre recíproco. Cristo espera sua história, sua sabedoria, sua visão das coisas[18].</p></blockquote>



<p>Parece-me que a visão teológica baseada na purificação e na maturação é urgentemente necessária para combater a abordagem funcionalista seriamente enganosa das culturas e ritos primordiais dos nativos autóctones da Amazônia (e, de fato, das partes mais remotas da África) pode ser encontrado no Documento Final do Sínodo na Amazônia. Sua abordagem é basicamente a do racionalismo ocidental moderno e, portanto, é tão inerentemente estranha às práticas rituais dos nativos da Amazônia e de outros lugares quanto à autêntica tradição da liturgia católica, uma redescoberta da qual Joseph Ratzinger / Papa Bento XVI contribuiu grandemente.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Notas e Referências</strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Referência a SC 37-40, 65, 77, 81.</li><li>Nascido em 1931, estudou com Karl Rahner SJ e foi professor de teologia primeiro em Barcelona (1965) e depois na Bolívia (1982-2018).</li><li>Cf. “¿Un nuevo rito amazónico?” (6 de março de 2020).</li><li>Conforme usado no controle de qualidade 20, referente aos rituais dos povos da Amazônia; ver também Documento Final 15, 52, 54.</li><li>Isso estaria de acordo com a seção do Documento Final, que propõe: “Deveríamos dar uma resposta autenticamente católica à solicitação das comunidades amazônicas de adaptar a liturgia, valorizando a cosmovisão original, tradições, símbolos e ritos que incluem transcendentes , comunidade e dimensões ecológicas” (FD 116).</li><li>Veja o Papa Pio XII em Mediador Dei, 49-59. Talvez o exemplo mais impressionante seja a criação das catedrais góticas que surgiram da profunda visão teológica do século XII, como Otto von Simpson demonstrou em seu clássico As catedrais góticas: origens da arquitetura gótica e o conceito medieval de ordem (Princeton: University Press, 1989³ edição expandida); o mesmo poderia ser dito do barroco desenvolvido pela Igreja pós-tridentina em reação ao que o historiador da arte, Kenneth Clark, chamou de tendências espiritualizantes e anti-humanas (anti-corpo) dos reformadores protestantes.</li><li>“Propomos a criação de um organismo episcopal que […] seria um organismo episcopal permanente e representativo que promove a sinodalidade na região amazônica, conectada ao CELAM, com sua própria estrutura, em uma organização simples e também ligada ao REPAM. Assim constituído, pode ser o instrumento efetivo no território da Igreja da América Latina e do Caribe para aceitar muitas das propostas que surgiram neste Sínodo. Seria o nexo para o desenvolvimento de redes e iniciativas socioambientais e da Igreja nos níveis continental e internacional ”(FD 115).</li><li>Realmente significa uma Igreja em particular, como as Igrejas Católicas Orientais? No entanto, é óbvio que nenhuma igreja de rito oriental jamais foi criada por uma comissão, como proposto por FD 115. Isso trai novamente a moderna mentalidade ocidental caracterizada pelo funcionalismo.</li><li>“O novo organismo da Igreja na Amazônia deve estabelecer uma comissão competente para estudar e discutir, de acordo com os hábitos e costumes dos povos ancestrais, a elaboração de um rito amazônico que expresse o patrimônio litúrgico, teológico, disciplinar e espiritual da Amazônia, com referência especial ao que <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Lumen Gentium  (abre numa nova aba)" href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_en.html" target="_blank">Lumen Gentium </a>afirma para as igrejas orientais (cf. LG 23)” (FD119). Este parágrafo é ambíguo. Poderia ser interpretado como significando que o DF defendia não apenas uma liturgia amazônica indígena, mas uma organização distinta (“o novo organismo”) no sentido de uma igreja quase autônoma, um rito amazônico como as igrejas católicas orientais.</li><li>Ver, por exemplo, FD 118 propõe “que o processo de inculturação da fé … seja expresso com a máxima coerência, para que também possa ser celebrado e vivido nas línguas próprias dos povos da Amazônia”. A ênfase na “coerência” e nas “línguas” trai a preocupação pós-Iluminismo pela apreensão intelectual do conteúdo do ritual &#8211; compreendendo a participação acutuosa em um sentido racionalista &#8211; e não o ritual em si que compreende movimentos simbólicos e gestos ritualizados, além de linguagem distinta que expressa o numinoso. O FD 118 acrescenta: “É urgente formar comitês para a tradução de textos bíblicos e para a preparação de textos litúrgicos nas diferentes línguas locais…”</li><li>Essas rubricas incluem a forma do calendário litúrgico, as principais festas, as estações dos jejuns, bem como a forma ritual dos rituais individuais de cada um dos sacramentos, incluindo música sacra, arte e arquitetura apropriadas.</li><li>O termo &#8220;pagão&#8221; não deve ser entendido em um sentido pejorativo, mas no sentido neutro de não-cristão &#8211; de fato, como o húmus do qual os rituais judaicos e cristãos posteriores foram formados, cf. Joseph Ratzinger, Die sakramentale Begründung christlicher Existenz (Mettingen / Freising, 1966), reimpresso em Joseph Ratzinger Gesammelte Schriften [= JRGS], editado por Gerhard Ludwig Müller, vol. 11 (Freiburg-Basel-Wien, 2012), 200-5.</li><li>O mesmo princípio é encontrado para os rituais do Antigo Testamento, como, por exemplo, como os rituais de ordenação sagrada de Arão e seus filhos eram realizados &#8220;conforme o Senhor comissionava Moisés&#8221; (Lv 8: 13, 17, 21, 29, 36) Isso foi observado por Pio XII em sua encíclica sobre renovação litúrgica, Mediador Dei: “… quando Deus institui a Lei Antiga, ele providencia além dos ritos sagrados, e determina com detalhes precisos as regras a serem observadas pelo Seu povo ao prestar-lhe a adoração que Ele ordena ”(16).</li><li>Cf. SC 40: 2.</li><li>P. Anselem Günthör OSB, Papst Bento XVI. zu den Problemen unserer Zeit (Kissleg: fe Mediumverlag, 2006), 50.</li><li>Isso contrasta com a abordagem de missionários anteriores, como o padre alemão Alfons Schaefer SVD (1904-1958), que foi pioneiro nas missões nas Highlands da Nova Guiné na década de 1930. Diante de tribos primitivas que nunca haviam sido descobertas antes, sua atitude em relação aos rituais foi inspirada na famosa <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Carta do Papa São Gregório Magno ao Abade Mellitus (abre numa nova aba)" href="https://my.tlu.edu/ICS/icsfs/ConversionSourcesBritFrnRussia8pg.pdf?target=e1cd546f-6a9a-4124-b399-08930007d2aa" target="_blank">Carta do Papa São Gregório Magno ao Abade Mellitus</a> (ca 597), quando este estava prestes a se juntar à missão de Santo Agostinho de Cantuária. as tribos anglo-saxônicas. O papa instruiu os missionários a transformar os locais de adoração de ídolos em igrejas e a reter o que era humano nas celebrações religiosas. Antes de São Gregório, São Patrício adotou uma abordagem semelhante às práticas pagãs celtas que ele conhecia na Irlanda, como o Holy Wells e a transformação do santuário pagão na ilha de Lough Derg em um local de peregrinação penitencial, que é ainda atraindo peregrinos até hoje; alguns dos rituais praticados lá (e em outros locais de peregrinação como Guadalupe) foram estudados por Victor Turner; essas dinâmicas rituais seguem o mesmo padrão daqueles encontrados nos ritos tribais primitivos.</li><li>O texto original em alemão é reproduzido em JRGS, .7 / 1, 230-1; veja a tradução em inglês de Jaren Wicks, &#8220;Six Texts pelo Prof. Joseph Ratzinger como perito antes e durante o Concílio Vaticano II&#8221;, Gregorianum 89 (2008) 289.</li><li>“<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Mensagem do Papa Emérito Bento XVI por ocasião da inauguração da nova Aula Magna da Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma (abre numa nova aba)" href="https://en.gaudiumpress.org/content/64116-Pope-Emeritus-Benedict-XVI-acute-s-message-on-the-occasion-of-the-inauguration-of-new-Aula-Magna-of-the-Pontifical-Urbaniana-University--in-Rome" target="_blank">Mensagem do Papa Emérito Bento XVI por ocasião da inauguração da nova Aula Magna da Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma</a>” (24 de outubro de 2014)</li></ol>
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		<title>Missas Gregorianas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2020 14:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Missas Gregorianas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Missas-Gregorianas-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O que dizer do privilégio das Missas gregorianas, após as quais uma alma seria imediatamente libertada do purgatório? É comum afirmar-se que uma série de trinta Missas celebradas, uma por dia, sem interrupção alguma, merece para determinada alma do purgatório a remissão de toda a pena temporal. Para se julgar o valor desta crença, é [&#8230;]</p>
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<p style="text-align:left"><em><em>O que dizer do privilégio das Missas gregorianas, após as quais uma alma seria imediatamente libertada do purgatório?</em></em></p>



<p>É comum afirmar-se que uma série de trinta Missas celebradas, uma por dia, sem interrupção alguma, merece para determinada alma do purgatório a remissão de toda a pena temporal.</p>



<p>Para se julgar o valor desta crença, é oportuno recordar a sua origem.</p>



<p>Está baseada remotamente numa narrativa de S. Gregório Magno, Papa (+604), o qual, antes de subir ao Pontificado, foi Abade do Mosteiro de S. André em Roma, onde relata ter ocorrido o caso seguinte:</p>



<p>Na comunidade de Gregório, um dos monges guardava, às ocultas e à revelia da Regra comum, três moedas de ouro em seu poder. Veio, porém, a adoecer gravemente; em consequência, os irmãos que o tratavam, chegaram a descobrir o dinheiro escondido. O Abade então, desejoso de despertar a consciência dos monges e impedir se repetisse tal infração, determinou que, caso falecesse o transgressor, seria sepultado com o seu dinheiro fora do cemitério comum. Com efeito, o enfermo, após haver-se arrependido de sua falta, morreu, e foi enterrado à parte, o que muito impressionou a comunidade. Após isto, o Abade Gregório, que vivia solícito pela sorte do defunto, julgando-o no purgatório, mandou a um de seus religiosos iniciasse uma série ininterrupta de trinta Missas em sufrágio do irmão. A ordem estava sendo executada sem que alguém pensasse em contar os dias de celebração, quando numa noite a alma do monge transgressor apareceu a quem por ele celebrava, dizendo-lhe que até então sofrera, mas acabava de ser admitido na mansão celeste. Foi por essa ocasião que os irmãos pensaram em calcular o número de Santas Missas oferecidas, verificando com surpresa que a aparição se dera justamente após a trigésima celebração.</p>



<p>Este episódio, narrado por S. Gregório sem a intenção de deduzir daí alguma regra, aos poucos na Idade Média foi sendo considerado como normativo: a Abadia beneditina de Cluny (séc. X/XI) conservou entre os seus costumes a praxe das trinta Missas «gregorianas», a qual se difundiu no povo cristão, juntamente com a convicção de que o Senhor, por sua Misericórdia, concedia a remissão das penas do purgatório à alma a quem fosse aplicada a série sagrada. Ao lado, porém, das trinta Missas gregorianas, os medievais costumavam celebrar séries de 3, 5, 6, 7, 9, até mesmo de 41, 44 e 45 Missas pelos defuntos, séries não raro inspiradas em narrativas análogas à que acima citamos. A Igreja nunca definiu a eficácia especial de alguma dessas séries de Missas. No séc. XVI, quando se efetuou uma reforma da Liturgia, as autoridades eclesiásticas houveram por bem só permitir para o futuro a série das Missas gregorianas, cancelando as demais congêneres; com esta atitude, porém, a Igreja não intencionou em absoluto garantir a crença popular concernente aos frutos das Missas gregorianas. Não há na Tradição cristã fato nem documento algum que possa servir de base plenamente segura a tal crença; o próprio S. Gregório Magno, narrando o caso acima referido, não visava tirar do mesmo alguma conclusão geral. Em favor da praxe está apenas o fato de que a Igreja a aprovou e aprova, sem, porém, decidir algo sobre os efeitos a ela anexos.</p>



<p>A título de ilustração, pode-se acrescentar que, aos 17 de março de 1934, o Santo Ofício rejeitou o uso, recentemente instaurado na Polônia, de celebrar 44 Missas por uma pessoa ainda viva, a fim de que sua alma fosse, conforme uma pretensa «Revelação Divina», libertada do purgatório três dias após a morte. Tal praxe e crença foram julgadas supersticiosas.</p>
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		<title>A Missa e o Sacrifício da Cruz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 14:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Missa e o Sacrifício da Cruz" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/A-Missa-e-o-Sacrifício-da-Cruz-2-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>1) Não há dúvida, a epístola aos Hebreus inculca solenemente a unicidade do sacrifício de Cristo oferecido outrora no Calvário: nesse documento Cristo aparece como o Sacerdote Único (cf. 4,14; 6,20; 7,21, 23s) a se oferecer como Vítima Única e Perfeita (cf. 7,28) numa oblação definitiva (cf. 9,11-14; 25-28; 10,10.14). O Senhor Jesus não precisa de se oferecer muitas vezes, mas sua oblação [&#8230;]</p>
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<p>1) Não há<strong> dúvida, a </strong>epístola aos Hebreus inculca solenemente a unicidade do sacrifício de Cristo oferecido outrora no Calvário: nesse documento Cristo aparece como o <strong>Sacerdote Único</strong> (cf. 4,14; 6,20; 7,21, 23s) a se oferecer como <strong>Vítima Única e Perfeita</strong> (cf. 7,28)<strong> numa oblação definitiva</strong> (cf. 9,11-14; 25-28; 10,10.14). O Senhor Jesus não precisa de se oferecer muitas vezes, mas sua oblação foi feita uma vez por todas, porque, à diferença do que se dava com os sacrifícios de animais irracionais do Antigo Testamento, a oferta de Cristo possui valor infinito, capaz de expiar todos os pecados, passados, presentes e futuros, do gênero humano; cf. 4,14; 7,27; 9,12.25s28; 10,12.14.</p>



<p>2) Junto, porém, com a epístola aos Hebreus, devem-se considerar os textos do Novo Testamento que referem a última ceia do Senhor. Nesta, dois traços chamam a nossa atenção:</p>



<p>a) Jesus se apresentou na última ceia como Sacerdote e Vítima. Deve-se mesmo dizer: colocou-se em estado de Vítima que se oferecia ao Pai pelos pecados do mundo;</p>



<p>b) mandou aos discípulos reiterassem tal rito.</p>



<p>Com efeito, Jesus, ao dar aos Apóstolos o pão e o vinho consagrados, apresentava-lhes o seu corpo&nbsp;<strong>entregue</strong>&nbsp;(<em>didómenon</em>, em grego; cf. Lc 22,19) e o seu sangue&nbsp;<strong>derramado</strong>,&nbsp;<em>ekchunnómenon</em>,&nbsp;<strong>pela</strong>&nbsp;<strong>remissão dos pecados</strong>&nbsp;(cf. Mt 26,28: Mc 14,24; Lc 22,20). Ora no estilo bíblico as duas expressões «entregar, dar o corpo (ou a alma)» e «derramar o sangue (pelos pecados)» indicam a imolação de um sacrifício propriamente dito. Quanto a «dar o corpo, a alma», veja-se Is 53,12; Mt 20,20; Rom 8,32; Gál 1,4; 2,20; Ef 5,25; 1 Tim 2,6; Tit 2,14; Hebr 10,10. O sentido sacrifical e expiatório de «derramar o sangue (pelos pecados)» depreende-se de Rom 3,25; 5,9; Ef 1,7; Hebr 9,7; 1 Pdr 1,19; 1 Jo 1,7.</p>



<p>Merece atenção o fato de que na última ceia o Senhor não ofereceu apenas o seu corpo e o seu sangue aos discípulos como alimento, mas ofereceu-os pelos discípulos, em favor destes (<em>hyper hymoõn</em>), o que incute o caráter sacrifical do rito (cf. Lc 22,19s). Mais ainda: ao falar do sangue da Nova Aliança na ceia, Jesus aludia a Êx 24,8, texto em que Moisés apresenta o sangue da Antiga Aliança («Este é o sangue da aliança que Javé pactuou convosco»); Cristo assim se oferecia como Vítima para selar a definitiva Aliança, em lugar da vítima irracional cujo sangue selara a primeira aliança no Sinai; Jesus assim opunha sangue a sangue, sacrifício a sacrifício, imolação realizada na última ceia a imolação realizada outrora no deserto. A última ceia destarte aparece como a Nova Páscoa, a qual, mediante o sangue do Verdadeiro Cordeiro imolado pelos pecados do mundo (cf. Jo 1,29), faz cessar os numerosos e imperfeitos sacrifícios do Antigo Testamento.</p>



<p>Não seria plausível replicar que Jesus apresentava «seu corpo e seu sangue imolados» na quinta-feira santa quais símbolos vazios de conteúdo e meramente figurativos daquilo que na realidade devia acontecer na sexta-feira seguinte. Não; as palavras do Senhor são simples e claras; Jesus não teria empregado termos ambíguos e metafóricos em circunstâncias tão solenes, acarretando insolúvel confusão na mente dos discípulos. Por conseguinte, repitamo-lo, sobre a mesa (que se transformava em altar) Jesus se colocava em estado de Vitima, realizando uma ação sacrifical. Quem ainda concebesse dúvidas sobre o sentido do texto evangélico, poderia resolvê-las considerando a praxe e o ensinamento das gerações cristãs, que, desde os inícios da Igreja, tomaram as palavras de Cristo no seu significado próprio e natural.</p>



<p>Leve-se agora em conta que Cristo mandou aos Apóstolos reiterassem o rito da última ceia, última ceia à qual Jesus atribuía o significado acima exposto; cf. 22,19; 1 Cor 11,24. Desta ordem concluíram os Apóstolos e as gerações subsequentes que, todas as vezes que renovavam a ceia do Senhor (também chamada Eucaristia), realizavam a oblação de uma Vitima (Cristo) ou de um sacrifício. Este, porém, não podia (nem pode) ser a repetição do sacrifício da Cruz, pois Jesus se imolou uma vez por todas, conforme a epístola aos Hebreus. A ceia, por conseguinte, não poderá ser senão o ato de «tornar presente» (sem multiplicar) através dos&nbsp;tempos,&nbsp;e de maneira incruenta, o único sacrifício do Calvário oferecido cruentamente há vinte séculos atrás. Concluir-se-á, portanto:</p>



<p>a) na quinta-feira santa Jesus perante os discípulos tornou presente de modo real, mas incruento, o sacrifício que Ele no dia seguinte devia realizar cruentamente na Cruz; tornou-o antecipadamente presente;</p>



<p>b) atualmente em cada S. Missa Jesus torna presente de modo real, mas incruento, esse mesmo e único sacrifício que Ele já realizou cruentamente na cruz.</p>



<p>Justamente este «tornar presente» a todos os tempos, sem implicar repetição nem multiplicação, constitui o «mistério da fé», título dado por excelência à S. Eucaristia. Para facilitar a aceitação deste mistério, pode-se recordar que a oblação de Cristo passou para o plano da eternidade, plano no qual passado, presente e futuro coincidem numa única realidade ou simplesmente não existem como tais.</p>



<p>Brevemente o Concilio de Trento (1545-1563) define as relações do rito eucarístico com o sacrifício da cruz nos seguintes termos:</p>



<p>“Há (em ambos) uma só e mesma Hóstia, um mesmo Sacerdote que se oferece agora pelo ministério dos presbíteros depois de se ter oferecido Ele mesmo outrora sobre a cruz; apenas a maneira de oferecer é diferente” (sess. 22, c. 2).</p>



<p>Em consequência, vê-se que imprópria é a expressão : «A Missa renova o sacrifício da Cruz». Preferir-se-á a seguinte terminologia :</p>



<p>A Missa&nbsp;<strong>torna presente</strong>&nbsp;sobre os altares, (sem o multiplicar) o único sacrifício da Cruz.</p>



<p>A Missa, porém,&nbsp;<strong>renova</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>repete</strong>&nbsp;a última ceia de Cristo.</p>



<p>Quanto ao ministério dos presbíteros, de que o Senhor agora se serve para oferecer o seu sacrifício, não implica multiplicação do sacerdócio. Cristo fica sendo o único Sacerdote, que santifica os fiéis por meio dos presbíteros, seus instrumentos; nenhum destes se coloca ao lado de Cristo; ao contrário, é mediante especial incorporação a Cristo que cada presbítero se torna participante das atribuições do único Sacerdote.</p>



<p>A razão por que o Senhor instituiu o rito da Missa é que Ele queria que seus membros se unissem à Cabeça (participando das qualidades de Cristo, Sacerdote e Hóstia), na oblação do sacrifício de nossa Redenção.</p>
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		<title>Qual o significado da vela?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 20:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Qual o significado da vela?" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Qual-o-significado-da-vela-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O fogo tem, por sua natureza, rico valor simbólico. Sendo fonte de luz e calor, está intimamente ligado com a vida, e representa aptamente a alma humana dotada de inteligência (luz) e amor (calor) naturais ou dotada de fé e caridade sobrenaturais. Além disto, o fogo, ardendo enquanto consome a matéria, é sinal da reverência [&#8230;]</p>
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<p>O fogo tem, por sua natureza, rico valor simbólico. Sendo fonte de luz e calor, está intimamente ligado com a vida, e representa aptamente a alma humana dotada de inteligência (luz) e amor (calor) naturais ou dotada de fé e caridade sobrenaturais. Além disto, o fogo, ardendo enquanto consome a matéria, é sinal da reverência e homenagem que alguém queira tributar a personagem muito estimado.</p>



<p>Isto explica que o fogo, ardendo em círios ou velas, tenha sido utilizado desde a era pré-cristã para exprimir o senso religioso do homem. Em particular, interessam-nos os testemunhos dessa praxe entre os romanos: Cícero, por exemplo, menciona o incenso e as velas que se acendiam no culto sagrado (De officiis III 80); o historiador romano Amiano Marcelino (+440 d.C.) refere que o filósofo Asclepíades, em visita ao templo de Apoio em Dafnes, acendeu velas diante da estátua em sinal de veneração (Rer. gest. 1. XXII 14). Em dadas ocasiões, velas acesas eram levadas processionalmente diante de dignitários do Império Romano; a imagem do soberano era por vezes exposta sobre uma mesa quadrada, juntamente com quatro velas (julga-se que o uso de se levarem velas processionalmente diante do Santo Evangelho ou diante do Sumo Pontífice e de bispos provém desse costume romano).</p>



<p>Entre os judeus, a Lei mosaica prescrevia solenemente que dia e noite ardesse uma lamparina de óleo na tenda do Senhor (cf. Êx 27,20s; Lev 24,2s). Estava igualmente em uso o candelabro de sete braços, confeccionado de ouro puro segundo o modelo indicado a Moisés sobre o monte, objeto de grande estima na piedade de Israel (cf. Êx 20, 31-40; 39,37; Lev, 24,4; Num 8,4). No templo de Salomão havia o candelabro de ouro puro junto ao &#8220;Santo dos Santos&#8221; (cf. 3 Rs 7,49; 2 Crôn 4,7). A Casa do Senhor restaurada após o exílio (cf, 1 Mac 4,49) tinha, como outrora, o tradicional candelabro de sete braços. Por fim, são sete candelabros que São João no Apocalipse (note-se bem: temos aqui um texto do Novo Testamento) vê em torno do Filho do homem, realçando a Majestade do Senhor Jesus (cf. Apc 1.12s).</p>



<p>Instruídos por estes precedentes, os cristãos não hesitaram, desde os inícios da Igreja, em fazer uso de velas, lamparinas e candelabros para exprimir a fé e o ardor de sua alma. Junto ao altar, principalmente por ocasião do S. Sacrifício da Missa, as velas acesas atestam a adoração prestada a Deus. Quando se acendem diante de imagens de santos ou simplesmente em honra destes, as velas e lamparinas significam a atitude de alma congruente, ou seja, veneração (não adoração) aos amigos de Deus. Junto aos cadáveres ou túmulos dos defuntos, exprimem o respeito dos vivos perante o mistério da morte, sobre o qual só Deus tem poder; para os católicos, equivalem a uma profissão de fé na imortalidade da alma e na ressurreição dos corpos. Nem mesmo os liberais se recusam a exprimir reverência aos mortos mediante uma lamparina sempre ardente; é o que se verifica em mais de uma nação, por exemplo, junto ao túmulo do &#8220;Soldado desconhecido&#8221;.</p>



<p>Deve-se mencionar ainda o costume, vigente em famílias católicas, de colocar nas mãos do moribundo uma vela acesa. Que pode significar isto? — Supõe-se que a vela tenha sido benta na igreja; tornou-se destarte um sacramental, isto é, objeto que a Santa Igreja sequestrou do uso profano, pedindo ao Senhor que todos aqueles que dele usem com fé e devoção obtenham graças para a alma e para o corpo; sobre tal objeto pesa, por assim dizer, o valor da prece da Igreja, a qual não pode deixar de ser agradável a Deus e meritória para os homens. Por conseguinte a fé e a devoção dos fiéis que, diante da morte, recorrem ao sacramental da vela benta, se revestem de nova eficácia para impetrar as graças de um santo desenlace. De modo semelhante, aliás, a água benta, o pão bento, a medalha benta (que são outros tantos sacramentais), usados com piedade, dão novo esteio à oração dos fiéis; a Santa Igreja mesma como que se empenha de modo especial juntamente com quem usa dos sacramentais, por obter efeitos salutares.</p>



<p>Vê-se, pois, que o uso de velas nada tem que ver com superstição. É claro, porém, que se podem verificar abusos; as almas simples lhes atribuem às vezes efeitos desproporcionais; é o que se deve de todo modo evitar nos santuários católicos.</p>
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		<title>Por que é necessário um ritual para o culto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 15:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Por que é necessário um ritual para o culto" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Por-que-é-necessário-um-ritual-para-o-culto-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Se Deus é espírito e aqueles que O adoram, em espírito e verdade O devem adorar (cf. Jo 4,24), como se justifica o aparato externo do culto católico? Não haverá nisto corrupção do Evangelho por intrusão de práticas pagãs? Frequentemente, em nome de um espírito religioso mais esclarecido, apregoa-se a inutilidade de todo ritual; este [&#8230;]</p>
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<p><em>Se Deus é espírito e aqueles que O adoram, em espírito e verdade O devem adorar (cf. Jo 4,24), como se justifica o aparato externo do culto católico? Não haverá nisto corrupção do Evangelho por intrusão de práticas pagãs?</em></p>



<p>Frequentemente, em nome de um espírito religioso mais esclarecido, apregoa-se a inutilidade de todo ritual; este corresponderia a uma etapa infantil do gênero humano, etapa que os verdadeiros adeptos da religião cedo ou tarde tendem a ultrapassar. Em apoio de tal tese, é muitas vezes citado o texto de Jo 4,21-24. — Em vista disto, procuraremos abaixo determinar primeiramente o autêntico sentido da passagem do S. Evangelho; a seguir, teceremos algumas considerações sobre o culto externo e seu valor.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. A mensagem de Jo 4, 21-24</strong></h2>



<p><strong>1.</strong>&nbsp;O cap. 4 de São João descreve o colóquio de Jesus com a Samaritana, junto ao poço de Jacó. A determinada altura do diálogo, a mulher, percebendo que o Senhor lia o íntimo da sua consciência, quis mudar o objeto do colóquio; entrou então no terreno das tradições religiosas. O seu estratagema deu ocasião a que Cristo proferisse “algumas palavras decisivas na história religiosa da humanidade” (Lagrange, Saint Jean 113).</p>



<p>Do poço de Jacó, a Samaritana podia mostrar a Jesus as encostas do monte Garizim. Neste o sacerdote Manassés, em fins do séc. V a.C., construíra um Templo ilegítimo, rival do de Jerusalém, arrastando para o cisma a população da Samaria. Em consequência, samaritanos e judeus disputavam entre si a respeito do lugar em que se devia praticar o legitimo culto de Javé: seria Jerusalém (como queriam estes) ou seria Garizim (como ensinavam aqueles)?</p>



<p>Tendo a mulher proposto a questão a Jesus, o Senhor mostrou que ocioso era discuti-la. Com efeito, Deus é espírito, e quer ser cultuado primeiramente pelo espírito do homem ; ora este, para agir, não depende necessariamente de determinados lugares, mas em toda parte pode-se elevar ao Criador e O adorar. O Divino Mestre entendia assim distanciar-se da atitude religiosa de muitos judeus do Antigo Testamento, que, em sua mentalidade rude, atribuíam valor preponderante às circunstâncias externas do culto, reduzindo a religião a um conjunto de cerimônias por vezes hipócritas. Cristo veio, ao contrário, ensinar uma religião mais profunda, que remata as fases preparatórias do Antigo Testamento: nesta o culto há de ser primàriamente encontro daquilo que o homem tem de mais nobre (o espírito) com Deus, que é Espírito puro ; e isto, porque religião não é magia, não é aplicação de ritos que forcem a Divindade a agir e obtenham efeitos benéficos por eficácia própria.</p>



<p>Por conseguinte — eis aqui a famosa fórmula — os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade. Esta expressão, como se vê, designa a mentalidade que deve mover os genuínos cultores de Deus. «Em espírito&#8230;», isto é, com o que o homem tem em si de mais íntimo e mais semelhante a Deus; não basta o cumprimento meramente legal de rubricas. «E em verdade», isto é, com disposições sinceras, ávidas de remover toda contradição entre profissão de fé e conduta de vida; o culto visível não acompanhado de ânimo interior vem a ser a caricatura da oração; esta só é autêntica se se procura cumprir a admoestação de S. Agostinho: “Irmãos caríssimos, o que cantamos com uma só voz, procuremos penetrá-lo com coração puro e façamo-lo passar para a nossa vida”.</p>



<p><strong>2.</strong>&nbsp;Cumpre agora observar que, embora acentuasse o caráter íntimo e profundo da verdadeira religião, Cristo estava longe de querer abolir as manifestações rituais.</p>



<p>O homem, constando de alma espiritual e corpo, não desenvolve normalmente as faculdades de seu espírito sem o concurso do corpo ou da matéria; tudo que é autenticamente humano resulta sempre da colaboração de alma e corpo, e traz um cunho psicossomático. Em consequência, mesmo nas relações com a Divindade, o homem tem que se afirmar tanto com o seu ânimo interior como com o seu corpo. O próprio Deus, em todo o decorrer da história sagrada, quis vir ao encontro da sua criatura, servindo-se de formas e sinais sensíveis, até revestir a própria natureza humana na plenitude dos tempos, a fim de que, «conhecendo nós visivelmente a Deus, fôssemos arrebatados ao amor das coisas invisíveis» (Prefácio da Missa de Natal).</p>



<p>Ora o Senhor Jesus, vindo ao mundo reerguer a natureza decaída, não havia de se opor à estrutura corpórea do homem. Por isto Ele mesmo participava das cerimônias usuais em Israel: ia ao Templo para orar e celebrar as solenidades de Páscoa, dos Tabernáculos, da Dedicação&#8230; (cf. Jo 5,1; 7,14 ; 10,22s) ; era no Templo que Ele ensinava diariamente antes da sua Paixão (cf. Jo 18,20); além disto, quis receber o batismo de João, observar um jejum de quarenta dias (cf. Mt 3,13-4,2) ; vemo-Lo também a instituir ritos, como o batismo ou a ablução visível que confere uma vida nova, invisível (cf. Jo 3,3.5), a ceia sagrada ou a Eucaristia, que alimenta para a vida eterna&#8230; (cf. Mt 26,26-29); Ele praticou o Iava-pés em sinal de união com os seus discípulos (cf. Jo 13,8); confirmou a unção dos doentes (cf. Mc 6,13), os exorcismos já vigentes na religião judaica (cf. Mt 10,1), etc.</p>



<p>Destas considerações se conclui que, ao incutir adoração em espírito e verdade, o Senhor não visava senão aquilo mesmo que os Profetas do Antigo Testamento tencionavam ao incriminar certos abusos do seu povo: desejavam reagir contra a execução meramente extrínseca ou material das cerimônias sagradas (cf. Os 6,6; Am 5,20-26 ; Is 1,11-17; Jer 6,20; SI 49,7-23).—É certo, porém, que, ao censurar a hipocrisia, os profetas de modo nenhum pretendiam opor-se ao cumprimento dos ritos estipulados pelo próprio Deus na Lei de Moisés.</p>



<p>Todavia objetar-se-á que Deus, transcendente e perfeito, não precisa das homenagens sensíveis do homem. — É certo que Ele as poderia, dispensar por completo. Sabemos, porém, por revelação positiva do próprio Senhor no Antigo e no Novo Testamento, que Ele quer ser reconhecido por todas as faculdades de que a natureza racional dispõe, pois também os sentidos e o corpo são criaturas de Deus; encerram em si um filete da sabedoria do Altíssimo e, esse filete, eles o têm que exprimir tão lucidamente quanto possível, ainda que isto se faça no plano da matéria mesma (o corpo e a matéria em geral se tornam como que transparentes ou dotados de palavras quando utilizados pelo espírito do homem&#8230;).</p>



<p><strong>3.</strong>&nbsp;Para ilustrar a maneira como se hão de fundir culto externo e culto interno na vida do cristão, vêm a propósito algumas passagens de São Paulo:</p>



<p>a) 1 Cor 5,6-8: “Não está bem a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levantar toda a massa? Afastai o velho fermento para serdes massa nova, porquanto sois ázimos. Pois Cristo, a nossa Páscoa, já foi imolada. Assim celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os ázimos da pureza e da verdade”.</p>



<p>Em Corinto certa vez surgira grave escândalo: um cristão vivia incestuosamente sem ser repreendido por seus irmãos na fé, antes gozando da condescendência destes. que chegavam a se vangloriar pela ousadia do pecador. O Apóstolo tinha que condenar essa desonesta atitude da comunidade&#8230;</p>



<p>Ora Paulo previa que sua carta, com a respectiva repreensão, chegaria a destino por ocasião da festa de Páscoa de 57; nessa época as famílias cristãs estariam a celebrar os mistérios da morte e da ressurreição do Senhor reproduzindo (como julgam bons comentadores) o ritual do Antigo Testamento: imolariam o cordeiro pascoal, eliminariam de suas casas todo pão fermentado e consumiriam durante oito dias pão ázimo (sem fermento). — Para que todo esse ritual sensível? O Apóstolo julgava que ele devia ter significado e repercussão na vida prática ou moral dos fiéis, para poder ser plenamente agradável a Deus. Por isto pôs-se a desenvolver uma alegoria, da qual a lição moral se depreenderia com muita delicadeza: o fermento simbolizava, na tradição rabínica, a corrupção e as más paixões (cf. Mc 7,15). Por conseguinte, a eliminação ritual do fermento das casas, para ser verdadeira (culto «em verdade»), devia ser acompanhada da extirpação do vício e do pecado; purificando-se das desordens morais, os fiéis se tornariam, então, no plano espiritual («em espírito»), massa nova, sem fermento, à semelhança daquela massa que eles haviam de comer durante a oitava de Páscoa; comer o pão ritual, ázimo, guardando na alma restos do fermento ou do pecado antigo, seria, para os fiéis, cair em contradição, desvirtuar o rito e torná-lo hediondo a Deus. E — podia ainda dizer S. Paulo — a renovação da massa «em espírito e verdade» era mais premente do que nunca, pois o Cordeiro imolado na Páscoa dos cristãos já não é o animal irracional do Antigo Testamento, mas é o próprio Cristo Jesus; Este, mais do que o seu tipo vétero-testamentário, exige pureza interior para ser dignamente celebrado.</p>



<p>Assim S. Paulo, a propósito de um caso mesquinho ocorrido entre os seus fiéis, desenvolvia uma profunda visão do que é o culto cristão. Este compreende dois planos — o visível e o invisível — inseparáveis um do outro, sendo o visível sinal do invisível. Sem perder os seus traços e símbolos sensíveis, a religião tem que ser vivida tanto no santuário como fora do santuário, transformando e renovando a conduta moral dos cristãos&#8230; É então que se tem o culto autêntico, «em espírito e em verdade».</p>



<p>b) Flp 2,16s: “Recebei com firmeza a palavra de vida para que eu me possa gloriar, no dia de Jesus Cristo, de não ter corrido em vão nem trabalhado à toa. E, se o meu sangue tiver que ser derramado como libação sobre o sacrifício e o serviço (<em>leitourgia</em>) da vossa fé, alegrar-me-ei e congratular-me-ei com todos vós”.</p>



<p>Supondo os ritos da liturgia sagrada, o Apóstolo neste texto mostra como eles se prosseguem e desabrocham na conduta cotidiana dos fiéis.</p>



<p>Ele compara, sim, a vida normal dos cristãos, com todos os seus atos, grandes e pequenos, a um sacrifício da liturgia, a uma função de culto perene, pela qual a alma exprime sua adoração e seu amor a Deus (a mesma ideia aliás, ocorre em Roma 12,1: «Oferecei vossos corpos como hóstia viva, santa, agradável a Deus&#8230;»). O ministro desse ato de culto é o Apóstolo, que, por sua obra missionária, suscitou a vida cristã entre os filipenses. Tal é o aspecto que a existência cotidiana toma aos olhos de S. Paulo. — Eis, porém, que o Apóstolo prevê a possibilidade de morrer vítima da perseguição à fé&#8230; Completa então a imagem, comparando o seu sangue de mártir ao vinho das libações ou das ofertas que costumavam acompanhar os holocaustos e os sacrifícios pacíficos no Antigo Testamento (cf. Num 15, 5-10; 28,7). Assim a sua morte será a consumação do tributo de louvor e adoração a Deus iniciado no rito sagrado ou na liturgia do santuário.</p>



<p>É nestes termos que o Apóstolo entende a correlação entre o visível e o invisível no culto de Deus. Veja-se outrossim Rom 1,9; Flp 4,18.</p>



<p>Após estas explanações de caráter bíblico, passamos a breve reflexão sobre</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. O significado do culto externo</strong></h2>



<p>1. A história demonstra estar intimamente associada ao senso religioso a estima do culto visível com suas solenidades, de modo a se poder dizer que a festa religiosa é algo de tão espontâneo ao homem quanto a própria religião : «Uma religião sem festas, nunca a houve, justamente porque não seria religião» (A. Brunner, Die Religion 1956, 227).</p>



<p>E qual o motivo animador das solenidades religiosas e, em geral, de todo o culto externo?</p>



<p>Considerando os testemunhos da história e da psicologia humana, respondem os estudiosos nos seguintes termos: todo homem parece ter espontaneamente consciência não só de que Deus existe, mas também de que Deus lhe está próximo e se manifesta às suas criaturas, a fim de lhes promover a salvação (note-se a propósito o que S. Paulo dizia aos pagãos em At 14,16s). Ora em certas ocasiões essa consciência parece exaltar-se, suscitando solenes celebrações religiosas, em que o homem julga encontrar-se mais vivamente com a Divindade; nessas .celebrações se exprime a convicção que o orante tem, de estar realmente em contato com Deus, experimentando como que um antegozo da salvação definitiva. Por isto, em geral o homem primitivo estima as solenidades religiosas como dom de Deus ou como sorriso benévolo da Divindade; não é lícito, por conseguinte, promovê-las em qualquer época e em qualquer lugar, segundo o bel-prazer dos devotos; há tempos sagrados e há lugares sagrados, porque é a Divindade quem, direta ou indiretamente, toma a iniciativa de indicar as circunstâncias em que Ela se quer comunicar aos homens. Daí a importância que a religião sempre atribuiu ao calendário; é este que assinala os encontros com Deus.</p>



<p>Tais considerações se aplicam também ao culto cristão, desde que isentas de qualquer concepção grosseira ou supersticiosa que os pagãos lhes possam ter mesclado. É, sem dúvida, no culto cristão que se cumpre por excelência a aspiração, inata na alma humana, de se encontrar com Deus e de antegozar a posse da Divindade; o cristão, e só o cristão, tem fundamento para dizer que Deus tomou a iniciativa de salvar o homem e que o culto sagrado nada mais é do que a reafirmação continua dessa iniciativa.</p>



<p>2. Eis, porém, que alguns autores, comparando o culto cristão com o pagão, naquele apontam ritos que parecem ocorrer igualmente na religião politeísta. É o que lhes sugere a conclusão de que o culto cristão não vem a ser senão uma modalidade do culto pagão; o ritual da Igreja seria uma traição infligida ao Evangelho — traição levada a efeito principalmente no séc. IV, depois que Constantino Magno concedeu plena liberdade à Igreja, facilitando o intercâmbio dos cristãos com o mundo pagão.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Que dizer do problema?</strong></h3>



<p>Resolve-se sem dificuldade, desde que se levem em consideração os seguintes pontos:</p>



<p>a) houve precipitação, por parte de certos autores, ao apontarem analogias entre formas de culto cristão e formas pagãs ; teses outrora afirmadas já não têm voga em nossos dias (assim pretensas afinidades entre o Cristianismo e o helenismo deixaram de ser apregoadas depois que melhor se conheceu a espiritualidade judaica do inicio da era cristã, principalmente depois que se descobriram em 1947 os manuscritos do Mar Morto);</p>



<p>b) mesmo que haja real analogia entre certas cerimônias cristãs e outras pagãs (é o que se dá talvez no caso das procissões, das ladainhas, dos ósculos, das reverências, etc.), essa analogia não significa dependência essencial do Cristianismo em relação ao paganismo; apenas manifesta que a alma humana em todos os indivíduos obedece às mesmas tendências fundamentais; de fato as cerimônias apontadas não são mais do que símbolos a que todo homem espontaneamente recorre ; não se derivam diretamente nem da Revelação cristã nem da superstição pagã, mas do senso religioso inato na natureza humana. — No séc. IV a autoridade da Igreja permitiu fossem adotadas no culto oficial cristão tais expressões naturais da alma religiosa já usuais entre os pagãos; permitiu-o, porque em si elas não implicam profissão de erros religiosos; assim como eram praticadas em espírito politeísta, poderiam muito bem ser observadas dentro de um quadro monoteísta muito puro, servindo então para realçar a grandeza de Deus e o ardor da alma cristã. Esta afirmação é comprovada pelo fato de que a mesma autoridade da Igreja rejeitou peremptoriamente outras formas de culto, por serem essencialmente expressões de superstição, magia, idolatria (assim certos banquetes sobre os túmulos dos mortos, algumas danças, o uso de objetos profiláticos, etc.).</p>



<p>3. A espontaneidade e o valor do culto externo podem ser otimamente ilustrados por notável episódio da história moderna.</p>



<p>Augusto Comte (+1857), o fundador do positivismo, tendia por seus princípios a rejeitar toda e qualquer forma de misticismo; por conseguinte,&#8230; de religião e culto religioso. Tendo desenvolvido esta sua tendência primeiramente na escola de Saint-Simon, cedo resolveu abandonar o mestre, porque este lhe parecia prestes a restaurar teorias místicas, «fabricando uma nova religião, uma miserável paródia do catolicismo» (cf. carta de Comte a Armand Marrast, de 7/1/1832).</p>



<p>Aos 6 de dezembro de 1828, Comte escrevia a Eichtal a respeito do grupo de Saint-Simon:</p>



<p>«Não tardarão a se extinguir no ridículo e no desprestígio. Imagine que as suas cabeças se foram aos poucos exaltando a ponto de pensarem agora em uma autêntica nova religião, em uma espécie de encarnação da Divindade em Saint-Simon. Enfim, só falta dizerem a Missa nova; e isto não tardará, dado o ritmo que as coisas vão tomando» (Littré 167).</p>



<p>Justamente para não pactuar com essa volta à fé na Encarnação de Deus (encarnação mal-entendida, no caso de Saint-Simon), Comte se afastou de seus companheiros&#8230; Ora mais tarde o próprio fundador do positivismo experimentou, por sua vez, a mesma evolução de pensamento: muito mais ainda do que Saint-Simon, ele se tornou o iniciador de nova religião — a da Humanidade —, em que templo e cerimônias rituais ocupam lugar de não pouco relevo. Assim escrevia E. Sémerie, discípulo ardoroso de Comte, dirigindo-se aos católicos:</p>



<p>“Temos a fé que inspira as grandes coisas e a coragem que leva a realizá-las. Aos perfumes dos vossos incensos e aos acordes dos vossos cânticos, nós opomos as esplêndidas festas da Humanidade na cidade santa da Revolução (Paris); ao culto de Deus, o culto da mulher e dos grandes homens que fizeram de nós o que somos; ao misticismo estreito do católico, a nobre atividade do cidadão e o patriotismo entusiasta dos republicanos de 1792. Convenceremos os homens, persuadiremos as mulheres; não está longe o dia em que nos vossos templos abandonados entraremos quais mestres, ostentando o estandarte da Humanidade triunfante” (Positivistes et catholiques 1870, pág. 135).</p>



<p>Nestas palavras é toda a mística espontânea (diríamos: incoercível) da alma humana que se afirma,&#8230; trasladada, porém; em vez de ter por objeto o Bem infinito, Deus, o único capaz de saciar, é ao homem mesmo que ela vai pedir a sua saturação. Precária fonte, esta, de satisfação! E mísera sorte da criatura que rejeita o Criador, para produzir os ídolos dos séc. XIX/XX!</p>



<p>A conclusão sugerida por.este e outros episódios congêneres (que ainda se poderiam colher na história) é que, sem aderir ao invisível e sem manifestar essa adesão por sinais visíveis, o homem não consegue equilibrar as suas tendências; dir-se-ia que não encontra a sua face autêntica ou que não vive como homem. É o que sugerem as derradeiras palavras de Saint-Simon:</p>



<p>“A última parte de meus trabalhos, o novo cristianismo, não será compreendida imediatamente. Os homens julgaram que todo sistema religioso devia desaparecer porque conseguiram provar a caducidade do sistema católico. Enganaram-se; a religião não pode desaparecer do mundo; ela apenas se transforma” (Le Globe, 30 de dezembro de 1831).</p>



<p>Comte, no fim de sua vida, após haver tentado ainda mais conscientemente fazer a experiência malograda de Saint -Simon, teria proferido a mesma conclusão.</p>



<p>Os não-católicos celebram o seu culto «em espírito e em verdade» através de formas sensíveis&#8230; Eles não estranharão, por conseguinte, que os católicos também o façam, e o façam à luz da Verdade mais pura!</p>
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		<title>Danças, Músicas e Aplausos na Missa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 20:01:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Danças, Músicas e Aplausos na Missa" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/04/Danças-Músicas-e-Aplausos-na-Missa-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>CIDADE DO VATICANO &#8211;&#160;O clero, em todos os níveis, deve obedecer ao Papa:&#160;é&#160;a parte central da mensagem do Mons. Albert Malcolm Ranjith Patabendige, Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, entrevistado exclusivamente pelo site&#160;&#8220;Petrus&#8221;. Mons. Albert Ranjith Patabendige, Indiano, é o Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina [&#8230;]</p>
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<p>CIDADE DO VATICANO &#8211;<em>&nbsp;</em><em>O clero, em todos os níveis, deve obedecer ao Papa:</em><strong><em>&nbsp;</em></strong><strong>é</strong>&nbsp;a parte central da mensagem do Mons. Albert Malcolm Ranjith Patabendige, Secretário da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, entrevistado exclusivamente pelo site<em>&nbsp;</em><em>&#8220;Petrus&#8221;.</em></p>



<p>Mons. Albert Ranjith Patabendige, Indiano, é o Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Foi entrevistado pelo repórter Bruno Volpe, que publicou o teor da entrevista no site Petrus (http//www.papanews.it). Dessa entrevista vão, a seguir, publicados alguns dos tópicos mais salientes:</p>



<p><em>Excelência, que acolhida teve o Motu Proprio de Bento XVI que liberou a Santa Missa conforme o rito tridentino? Alguns, no seio da própria Igreja, viraram o nariz&#8230;</em></p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;Houve reações positivas e, é inútil negar, criticas e oposições também de parte de teólogos, liturgicistas, sacerdotes, Bispos e até de Cardeais. Francamente, não compreendo estas formas de afastamento e &#8211; por que não? &#8211; de rebelião contra o Papa. Convido a todos, particularmente os Pastores, a obedecer ao Papa, que é o sucessor de Pedro. Os bispos, em especial, juraram fidelidade ao Pontífice: sejam coerentes e fiéis ao seu compromisso&#8221;.</p>



<p><em>Segundo o senhor, a que se devem estas manifestações contrárias ao Motu Proprio?</em></p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;Como o senhor sabe, em algumas dioceses foram publicados documentos interpretativos que visam inexplicavelmente limitar o Motu Proprio do Papa. Por trás destas ações se escondem, por um lado, preconceitos do tipo ideológico e, por outro lado, o orgulho, um dos pecados mais graves. Repito: convido a todos a obedecer ao Papa. Se o Santo Padre julgou como seu dever promulgar o Motu Proprio, é porque ele teve os seus motivos com os quais eu concordo plenamente&#8221;.</p>



<p><em>A liberação do rito tridentino determinada por Bento XVI surgiu como um justo remédio a tantos abusos litúrgicos tristemente registrados depois do Concilio Vaticano II com o &#8216;Novus Ordo&#8221; (1)&#8230;</em></p>



<p>(1) &#8230;Novus Ordo é o rito posterior ao Concilio do Vaticano II</p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;Veja, eu não quero criticar o &#8216;Novo Ordo&#8217;. Mas, me vem de rir quando ouço dizer, até por amigos, que numa paróquia um sacerdote é Santo pela sua homilia, ou como fala. A Santa Missa é sacrifício, dom, mistério, independentemente do sacerdote que a celebra. É importante, melhor, fundamental, que o sacerdote se coloque de lado: o protagonista da Missa é Cristo. Não entendo, portanto, celebrações eucarísticas transformadas em espetáculo com danças, músicas ou aplausos, como muito frequentemente ocorre com o Novo Ordo&#8221;.</p>



<p><em>Monsenhor Patabendige, a Sua Congregação muitas vezes já denunciou estes abusos litúrgicos&#8230;</em></p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;Verdade. Há muitos documentos nessa linha que, infelizmente, ficaram letra morta, terminando em gavetas poeirentas, ou, pior ainda, no cesto de lixo&#8221;.</p>



<p><em>Um outro ponto: muitas vezes se ouvem homílias longuíssimas&#8230;</em></p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;Também isto é um abuso. Sou contra danças e aplausos no decorrer das missas, que não são um circo nem um estádio. Em relação às homílias, estas devem se referir, como salientou o Papa, exclusivamente ao aspecto catequético, evitando sociologismos e falatórios inúteis. Por exemplo, é comum sacerdotes tocarem na política porque não prepararam bem a homilia que, pelo contrário, deve ser escrupulosamente estudada. Uma homilia excessivamente longa é sinônimo de pouca preparação: o tempo ideal de uma pregação deve ser de 10 minutos, no máximo 15. Deve-se lembrar que o momento culminante da celebração é o mistério Eucarístico, sem com isto querer diminuir a liturgia da Palavra, mas salientar como deve ser aplicada uma correta liturgia&#8221;.</p>



<p><em>Voltando ao Motu Proprio, alguns criticam o emprego do latim durante a Missa&#8230;</em></p>



<p><strong><em><strong><em>Mons. Ranjith:</em></strong></em></strong>&nbsp;&#8220;O rito tridentino faz parte da tradição da Igreja. O Papa oportunamente já explicou as razões deste seu ato, um ato de liberdade e de justiça com os tradicionalistas. Quanto ao latim, gostaria de salientar que nunca foi abolido, e é mais uma garantia da universalidade da Igreja. Mas eu repito: convido os sacerdotes, Bispos e Cardeais à obediência, deixando de lado todo tipo de orgulho ou preconceito&#8221;.</p>
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		<title>Por que a data da Páscoa muda a cada ano?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Estevão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 21:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Por que a data da Páscoa não varia a cada ano" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/03/Por-que-a-data-da-Páscoa-não-varia-a-cada-ano-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A mudança de data da Semana Santa se deve ao fato de que os cristãos não consideram a morte e a ressurreição do Senhor apenas como acontecimentos históricos, ocorridos em tal dia de tal mês do início da nossa era&#8230; Predomina, antes, na consideração cristã a ideia de que a morte e a ressurreição de [&#8230;]</p>
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<p>A mudança de data da Semana Santa se deve ao fato de que os cristãos não consideram a morte e a ressurreição do Senhor apenas como acontecimentos históricos, ocorridos em tal dia de tal mês do início da nossa era&#8230; Predomina, antes, na consideração cristã a ideia de que a morte e a ressurreição de Cristo são o cumprimento de promessas feitas aos Patriarcas no Antigo Testamento e a consumação (o antítipo) de tipos instituídos pela legislação de Moisés; em uma palavra:&#8230; são a Páscoa antiga levada à sua plenitude de significado. Daí se compreende, seja a Páscoa cristã (a Páscoa em sentido pleno) celebrada segundo o calendário que norteava a celebração da Páscoa do Antigo Testamento.</p>



<p>Qual, portanto, terá sido o calendário vigente entre os israelitas?</p>



<p>É o que vamos focalizar primeiramente, em nossa resposta. A seguir, deter-nos-emos sobre o modo como os cristãos, herdeiros da tradição anterior, resolveram algumas questões concernentes à mesma nos primeiros séculos. Breve reflexão porá termo ao artigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>1. Páscoa no calendário judaico</strong></h2>



<p>A festa de Páscoa foi instituída por Moisés, a mando do Senhor, com o fito de comemorar anualmente a libertação do povo de Deus detido sob o cativeiro egípcio.</p>



<p>Ora este acontecimento da história de Israel se deu na primavera, provavelmente do ano de 1240&nbsp;a.C.&nbsp;Por conseguinte, o Senhor, conforme Êx 12,1s, mandou que o primeiro mês da primavera fosse doravante tido como primeiro mês do ano israelita; era chamado mês de Abhib (das espigas; cf. Êx 13,4 ; Dt 16,1), nome que após o exílio de Israel (séc. VI&nbsp;a.C.)&nbsp;cedeu ao apelativo caldeu Nisã. Esse mês inicial do ano israelita correspondia ao nosso período de março-abril (posto que a primavera se abre, conforme o cálculo comum, a 21 de março).</p>



<p>O mês israelita era lunar (29 dias, 12 horas e 44 minutos); os judeus davam-lhe a duração arredondada ora de 29,&nbsp;<sub>v&nbsp;</sub>ora de 30 dias. Pois&nbsp;bem;&nbsp;Moisés determinou que a lua cheia ocorrente de 14 para 15 de Nisã marcasse a solenidade de Páscoa: no dia 14 à tardinha, as famílias israelitas deveriam imolar um cordeirinho. Este lembraria a vítima cujo sangue havia definitivamente libertado Israel do poder egípcio ou do reino da idolatria (cf. Êx 12,13s); serviria, ao mesmo tempo, para evocar a libertação perfeita a ser realizada pelo Messias na plenitude dos&nbsp;tempos&#8230;&nbsp;O consumo desse cordeirinho se faria segundo um ritual solene na noite de 14 para 15 de Nisã (os israelitas&nbsp;diriam:.. .&nbsp;após as primeiras vésperas de 15 de Nisã, pois o dia era contado de pôr do sol {= vésperas} a pôr do sol [= vésperas], não de meia-noite a meia-noite). A seguir, o dia 15 de Nisã seria todo dedicado a um repouso sagrado. Cf. Lev 23,5 ; Núm 28,16.</p>



<p>O nome de Páscoa corresponde ao hebraico pesah, palavra que exprime a ideia de «passar, passar adiante ou passar por cima», donde também «poupar» (cf. Êx 12,12. 13. 23.27 ; Is 31,5). Tal designação se deve provàvelmente ao fato de que, por ocasião da última e decisiva praga do Egito, o anjo exterminador passou pelas casas dos israelitas, poupando-as da morte, por causa do sangue com que haviam sido assinaladas.</p>



<p>A fim de completar as notas acima referentes ao calendário judaico, poder-se-á acrescentar o seguinte: antes da instituição de Páscoa, quando detido no Egito, o povo de Israel não conhecia ano litúrgico, mas apenas o ano civil ou econômico, o qual começava com as sementeiras do outono e terminava com a colheita dos últimos frutos da terra no fim do verão seguinte. Para facilitar as suas relações com os povos estrangeiros, os filhos de Israel, após o exílio, adotaram oficialmente, além do ano litúrgico, também o ano civil, iniciado no primeiro dia do 7o mês (mês de Tishri = setembro).</p>



<p>Para fazer concordar o ano lunar (354 dias) com o solar, os judeus após o exílio adotaram o costume babilônico de intercalar, de três em três anos aproximadamente, um mês suplementar, o 13o do ano, mês dito Ve&#8217;adhar (= novo Adar).</p>



<p>Em torno de Israel, o povo babilônico começava a contar o ano civil a partir da primavera, ao passo que no Egito era a cheia do Nilo, por cerca de 19 de julho, que inaugurava o ano.</p>



<p>Os hebreus costumavam designar os meses, como também os dias da semana, simplesmente por números ordinais: «primeiro, segundo, terceiro mês» ou «primeira feira, segunda feira, terça feira &#8230;». Ao lado desta designação muito difundida, conhecem-se, através da S. Escritura, nomes próprios dos meses hebraicos sugeridos pelo aspecto peculiar das diversas estações do ano : Abhib (1), Ziv (2), Ethamin (7), Bul (8) ; cf. Êx 13,4 ; 3 Rs 6,1.3.8; 8,2. Após o exílio, Israel adotou outrossim a tabela de nomes usuais na Babilônia:. Nisã (março-abril), Ijjar (abril-maio), Sivã (maio- junho), Tammuz (junho-julho), Abh (julho-agôsto), Elul (agôsto- -setembro), Tishri (setembro-outubro), Marheshvã (outubro-novem- bro), Kíslev (novembro-dezembro), Tebeth (dezembro-janeiro), Shebat (janeiro-fevereiro), Adhar (fevereiro-março).</p>



<p>O início de cada mês dependia naturalmente da ocorrência da lua nova. Ora tal ocorrência, entre os israelitas, não era averiguada por meio de cálculos de astronomia precisos, mas por processos rudimentares de observação da abóbada celeste. Quando esta se mostrava nublada, os cálculos se tornavam difíceis e precários. Dai resultaram frequentemente incertezas e vacilações na marcação dos dias e meses, ou seja, na confecção do calendário em Israel.</p>



<p>Após estas observações sobre a Páscoa e o calendário judaicos, voltemo-nos para a Páscoa cristã.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>2. Páscoa no calendário dos cristãos. Os Quartodecimanos.</strong></h2>



<p><strong>2.1.</strong>&nbsp;Os escritores do Novo Testamento (Evangelistas e São Paulo) dão a ver que o Senhor Jesus, padecendo e morrendo na cruz, se quis substituir ao antigo cordeiro pascoal dos judeus, tornando-se a verdadeira Vítima que liberta, isto é, que expia todos os pecados do mundo e merece para o gênero humano a reconciliação com Deus Pai.</p>



<p>S.&nbsp;Mateus (26,26-29), S.&nbsp;Marcos (14,22-25), S.&nbsp;Lucas (22,14-20)&nbsp;e S.&nbsp;Paulo (1 Cor 11,23-25)&nbsp;manifestam esta intenção de Cristo quando O mostram, na última ceia, a celebrar o ritual da Páscoa judaica: o Senhor Jesus então, em vez de apresentar aos discípulos o cordeirinho habitual, que prefigurava a Redenção a ser obtida nos dias do Messias, apresentou o seu próprio corpo e o seu próprio sangue como elementos que preenchiam a função simbolizada pelo cordeiro, isto é, que mereciam em favor do gênero humano a libertação do jugo do pecado e de Satanás: «Isto é meu corpo, que será entregue por vós&#8230; Isto é meu sangue, o sangue da Aliança que será derramado&#8230; em remissão dos pecados». — Assim a Páscoa antiga desabrochava naturalmente na Páscoa nova e consumada. Tal é a mensagem dos três primeiros Evangelhos e de S. Paulo.</p>



<p>Quanto a S. João, no seu Evangelho, ele, por outra via, comunica ao leitor a mesma «Boa Nova». Sim; conforme o quarto Evangelista, Cristo morreu crucificado às 3 horas da tarde de 14 de Nisã, justamente quando os israelitas no Templo imolavam o cordeirinho da Antiga Lei para comer a Páscoa à noitinha. O mesmo Apóstolo faz outrossim observar que Jesus foi pelos algozes tratado como o cordeiro pascoal, pois, ao imolá-Lo, não Lhe quebraram osso algum (cf. Jo 19, 31-37 e Êx 12,46). Cristo assim tornou-se a verdadeira vítima de Páscoa, selando a nova e definitiva Aliança de Deus com os homens. É, aliás, o que S. Paulo claramente afirma: «A nossa Páscoa, Cristo, foi imolada» (1 Cor 5,7).</p>



<p>A respeito da data precisa da morte de Cristo e do duplo calendário a que parecem aludir os Evangelistas, veja «P. R.»&nbsp;15/1959, qu. 4.</p>



<p><strong>2.2.</strong>&nbsp;Conscientes do significado profundo da morte de Jesus, os cristãos, desde a primeira geração, trataram de a celebrar anualmente, reproduzindo, enquanto possível, as circunstâncias mesmas em que Jesus quisera morrer. Isto quer dizer, entre outras coisas, que observavam o calendário prescrito pelo Êxodo para a solenidade de Páscoa; por conseguinte, a Páscoa cristã era celebrada por ocasião da primeira lua cheia da primavera (março-abril).</p>



<p><strong>2.3.</strong>&nbsp;Contudo um fenômeno significativo se registrou aos poucos neste setor da Liturgia.</p>



<p>Em várias regiões da Cristandade, principalmente no Ocidente, introduziu-se o costume de festejar Páscoa sempre em dia de domingo, porquanto foi num domingo que o Senhor Jesus ressuscitou,, adquirindo definitivamente a nossa Redenção; a Páscoa cristã, por conseguinte, era nessas regiões festejada no domingo imediatamente posterior à primeira lua cheia da primavera.</p>



<p>No que diz respeito a Roma, por exemplo, sabe-se, pelo testemunho de S. Ireneu, que desde o Papa S. Sixto (116-125) Páscoa era celebrada em domingo (texto na «História Eclesiástica» de Eusébio V 24, 13-15).</p>



<p>Tal praxe podia de certo modo apoiar-se na autoridade do Apóstolo São Paulo, o qual atribuiu especial realce ao dia da ressurreição do Senhor, consagrando-o pela celebração da Eucaristia (que é o sacramento de Páscoa por excelência); cf.&nbsp;1 Cor 16,2;&nbsp;At 20,7.</p>



<p>Na província, porém, da Ásia Menor proconsular, os cristãos preferiram orientar-se estritamente pelo uso antigo: celebravam Páscoa a 14 de Nisã, independentemente do dia da semana em que caísse; daí chamarem-se «quartodecimanos». Esses fiéis apelavam para a autoridade do Apóstolo S. João, venerável bispo de Éfeso (Ásia Menor) até o fim da sua vida (cerca do ano 100): o quarto Evangelho atribui, como vimos, importância particular ao fato de ter Jesus morrido a 14 de Nisã, quando se imolava o cordeirinho simbólico no Templo de Jerusalém.</p>



<p>A diversidade de datas não era questão apenas de calendário ; implicava outrossim notável diferença de ritos: Páscoa vinha a ser, para os fiéis da Ásia proconsular, o dia comemorativo da morte do Senhor; por conseguinte, jejuavam nesse dia, mesmo que caísse em domingo; só rompiam o regime de penitência à noitinha com a celebração da Eucaristia e do ágape (ceia fraterna que acompanhava o sacramento). Ao contrário, os cristãos ocidentais dedicavam à comemoração da morte e da sepultura do Senhor os dias anteriores à Páscoa (sexta-feira santa e sábado santo); jejuavam então e entregavam-se à penitência, mas na noite de sábado para domingo (solenidade de Páscoa) realizavam grandiosa vigília que terminava com o júbilo da Ressurreição.</p>



<p>A dualidade de costumes não podia deixar de ocasionar situações embaraçosas: em Roma, por exemplo, o número de fiéis da Ásia Menor ai residentes não era pequeno. Seguiam, no tocante à Páscoa, sua praxe própria ; o bispo de Roma a permitia, mas desejava naturalmente reduzi-la à observância vigente na cidade. O bispo de Esmirna (Ásia Menor) S. Policarpo, já contando seus oitenta anos de idade, esteve em Roma no ano de 154, sob o pontificado do Papa Aniceto; narram as fontes que os dois prelados abordaram o assunto, sem, porém, chegar à unanimidade; visto que se tratava de divergência meramente litúrgica, e não dogmática, não houve ruptura de comunhão; ao contrário, a paz foi plenamente conservada, e Aniceto quis demonstrar a S. Policarpo a sua veneração, dando-lhe a honra de celebrar solenemente a S. Eucaristia (o sacramento da unidade) em Roma.</p>



<p>Está claro, porém, que não se poderia manter por muito tempo a divergência em um ponto de disciplina tão importante como era a celebração de Páscoa ou do mistério central da fé cristã. A situação se tornou particularmente instável quando na segunda metade do séc. II uma onda de judaizantes (cristãos que favoreciam as observâncias judaicas na Igreja) se fez&nbsp;ouvir; esses pregadores tendiam a explorar o costume «quartodecimano» a fim de reduzir o mistério da Páscoa cristã aos moldes da antiga Lei de Moisés, pondo assim em perigo a integridade do dogma da Redenção por Cristo.</p>



<p>Os judaizantes, chefiados por Blasto, chegaram a provocar um cisma em Roma. Foi o que deu motivo a que o Papa Vítor I em 190 interviesse energicamente: intimou os bispos de diversas regiões a se reunir em sínodos locais a fim de considerarem o assunto controvertido; o historiador Eusébio de Cesaréia (+339) atesta que, por efeito de tais assembleias, foram mandadas a Roma cartas dos prelados da Palestina, do Ponto, de Osroene, da Gália, de Corinto e de outras regiões, os quais unanimemente «decidiram que o mistério da Ressurreição do Salvador seria celebrado em dia de domingo e que somente em domingo poriam termo ao jejum de Páscoa» (História Eclesiástica V 23,&nbsp;2).</p>



<p>Apenas os bispos da Ásia Menor continuaram a relutar contra o uso comum. Diante dessa atitude, cujas consequências podiam ser graves, o Papa Vítor I esteve na iminência de declarar excomungados os quartodecimanos; não o fez, provàvelmente em vista, de bela carta de S. Ireneu (bispo de Lião na Gália, oriundo, porém, da Ásia Menor), o qual lembrou ao Papa Vítor I que, «se havia diferença na observância do jejum, a fé continuava sendo a mesma» (cf. Eusébio, Hist. Ecl. V 24 11-18). Em consequência, nenhuma sanção foi infligida aos quartodecimanos. Aos poucos, estes se renderam à praxe das demais comunidades fraternas. É o que explica, seja Páscoa hoje em dia celebrada pelos cristãos no domingo subsequente à primeira lua cheia da primavera (março-abril).</p>



<p><strong>2.4.</strong>&nbsp;Apenas uma questãozinha no séc. IV havia de ser ulteriormente debatida. Com efeito, o concilio de Nicéia em 325 já não discutia se Páscoa devia ser festejada em dia de domingo ou não; mas, supondo a celebração dominical, tratou de estipular a data do equinócio da primavera, a partir do qual se deveria contar a primeira lua cheia.</p>



<p>De passagem, diga-se que por «equinócio» se entende o ponto em que a órbita terrestre cruza o plano do equador, fazendo que o dia seja de duração igual à da noite. Admite-se que a terra passe por tal ponto a 21 de março (equinócio da primavera, «1o ponto de Áries» ou «ponto vernal») e a 23 de setembro (equinócio do outono ou «1° ponto da Libra»).</p>



<p>Já que na computação do equinócio da primavera se registravam incertezas no séc. IV, o concilio de Nicéia houve por bem adotar a data de 21 de março, que era a presumida justamente para o ano de 325. Tal determinação foi corroborada por cálculos posteriores devidos ao monge Dionísio o Exíguo em 525; em consequência, a data de Páscoa dos cristãos pode oscilar num período que vai de 22 de março a 25 de abril: caso haja lua cheia imediatamente antes de 21 de março, é somente o seguinte plenilúnio que marca o dia da grande solenidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>3. Reflexão final</strong></h2>



<p><strong>3.1.</strong>&nbsp;Tem-se preconizado nos últimos tempos a fixação da data de Páscoa, à semelhança do que se deu em remota época com a data de Natal (embora não se saiba exatamente qual o dia em que Cristo nasceu em Belém ;&nbsp;cf. «P. R.»&nbsp;3/1958, qu.&nbsp;8).Por parte da teologia católica não há objeção contra tal determinação, pois o assunto não afeta o dogma, mas é questão de disciplina, suscetível de adaptação aos tempos e costumes da humanidade. O que importa é que a morte e a ressurreição do Senhor sejam anualmente celebradas com o máximo realce possível.</p>



<p>Contudo parece que a fixação da data de Páscoa contribuiria para desarraigar do seu fundo bíblico a Páscoa cristã; o que acarretaria depauperamento do conceito de Páscoa; a morte e a ressurreição de Cristo não podem ser devidamente entendidas senão como consumação de uma promessa feita aos judeus no Antigo Testamento e ricamente simbolizada pela celebração da Páscoa israelita (o cordeiro «típico» evocava o cordeiro «antitipo»; Cristo veio a ser o Cordeiro pascoal por excelência). Há, pois, toda vantagem do ponto de vista teológico e religioso (não falamos de necessidade dogmática) em se continuar a calcular a data de Páscoa de acordo com os critérios estabelecidos para a imolação do cordeirinho do Antigo Testamento.</p>



<p>É, porém, à autoridade oficial da Igreja que compete definir qual a melhor posição dos católicos em questões concernentes a tal assunto.</p>



<p><strong>3.2.</strong>&nbsp;Outro ponto atrás explanado ainda merece um pouco de atenção. Na controvérsia quartodecimana não estavam em choque proposições dogmáticas antagônicas, mas aspectos complementares do mistério da Redenção: de um lado, os fiéis da Ásia Menor acentuavam principalmente o fato de que foi pela morte de Cristo que o gênero humano logrou salvação; daí a celebração de 14 de Nisã (dia da imolação) sem consideração especial do domingo (dia da ressurreição). Do outro lado, os fiéis ocidentais preferiam realçar que foi pela ressurreição do Senhor que a morte e o pecado perderam seu império sobre os homens; daí a celebração em domingo (dia da ressurreição), sem particular deferência a 14 de Nisã (dia da imolação).</p>



<p>Na verdade, a cruz ensanguentada e o sepulcro vazio, ou seja, a morte e a ressurreição do Senhor constituem um único mistério subsistente em duas etapas inseparáveis uma da outra. É o que os antigos gregos exprimiam falando de Pascha staurósimon (Páscoa pela cruz) e Pascha anastásimon (Páscoa pela ressurreição).&nbsp;Sim;&nbsp;a genuína concepção cristã ensina que já na cruz houve «Páscoa», isto é, passagem vitoriosa da morte para a vida; já a cruz, para Cristo e para o cristão, é triunfo. Quem padece com Cristo, começa já neste mundo a reinar com Ele. Não há dúvida, este triunfo desabrocha plenamente na ressurreição, mas não deixa de estar inicialmente contido já no antigo patíbulo de ignomínia.</p>



<p>Tal proposição se inspira, aliás, da frase aparentemente paradoxal do Senhor: «<em>Quando Eu for exaltado acima da terra, tudo atrairei a Mim</em>» (Jo 12,32). Conscientes do mistério sugerido por estas palavras, os primeiros cristãos costumavam ornamentar com pedras refulgentes e gloriosas a imagem da Cruz de Cristo.</p>



<p>Era este aspecto do mistério de Páscoa que interessava aqui realçar de modo especial, já que é tão alheio à mentalidade contemporânea.</p>



<p><strong>3.3.</strong>&nbsp;Uma terceira observação que ainda cabe fazer, refere-se à atividade desenvolvida pelo bispo de Roma no litígio quartodecimano: equivale ao exercício, no séc. II, de um primado de jurisdição sobre a Cristandade inteira. Sim; desde que o patrimônio da fé esteve de certo modo em causa, foi o bispo de Roma quem tomou a iniciativa de dirimir a controvérsia; promoveu a reunião de sínodos regionais no Oriente e no Ocidente, encontrando a devida obediência por parte dos demais bispos: esteve para excomungar os recalcitrantes, sem que a sua autoridade fosse contestada; por fim, o alvitre de Roma prevaleceu na Cristandade inteira. O fato ilustra bem como as determinações do moderno Código de Direito Canônico estão precisamente na linha da consciência que os cristãos tinham do primado de Pedro, desde os inícios da Igreja.</p>



<p>São estas ideias que constituem a mensagem válida e &#8221; construtiva a ser ainda em nossos dias deduzida das antigas controvérsias sobre a data de Páscoa.</p>
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