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	<title>Andressa Rocha &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Andressa Rocha &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Uma alma, vítima pelas vocações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Feb 2024 12:16:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Jean Thierry Ebogo" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>​A família carmelita é uma escola de santidade. Podemos facilmente constatar isso a partir dos inúmeros santos vindos desta magnífica ordem religiosa, que influenciaram não somente ela, mas toda a história da Cristandade. Lembremo-nos também de que de lá também saíram três grandes Doutores da Igreja: São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila, e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Jean Thierry Ebogo" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2024/02/Jean-Thierry-Ebogo-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>​A família carmelita é uma escola de santidade. Podemos facilmente constatar isso a partir dos inúmeros santos vindos desta magnífica ordem religiosa, que influenciaram não somente ela, mas toda a história da Cristandade. Lembremo-nos também de que de lá também saíram três grandes Doutores da Igreja: São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila, e a minha amada Santa Teresinha do Menino Jesus.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-servo-de-deus-jean-thierry-ebogo">Servo de Deus Jean Thierry Ebogo</h2>



<p>​Todavia, mesmo transcorrido tantos séculos, a Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo continua a cultivar verdadeiras sementes de santidade que nos evocam ao que dizia a Santa de Lisieux: “não tenho nada mais que o hoje”. Assim, uma vez que o Santo Espírito de Deus continua a suscitar a santidade das almas por meio do Santo Escapulário Marrom, escolho falar hoje de um amigo do céu ainda pouco conhecido no Brasil, mas cuja história é capaz de gritar aos corações que a santidade nos dias de hoje é possível: falo do Servo de Deus Jean Thierry Ebogo.</p>



<p>​Nascido na cidade de Bamenda, na República de Camarões, em 04 de fevereiro de 1982, Jean era ainda muito pequeno quando começou a ajudar sua família vendendo sorvetes de limão sob o sol escaldante. Era uma criança completamente normal, mas ainda cedo tocada pela graça, pois, ao presenciar os missionários católicos naquela ilha, encantou-se com as cruzes que estes levavam ao pescoço, nascendo, a partir daí, a sua grande vontade de ser sacerdote.</p>



<p>​Seguindo seu coração, não mediu esforços para alcançar a empreitada: aos 21 anos ingressa no Carmelo de Nkoabang, sendo admitido para o noviciado, no ano seguinte. Escolheu seu próprio nome para o religioso, acrescentando apenas “do Menino Jesus e da Paixão”, num tom que considero extremamente profético. Seguia assim sua vida almejando a graça do sacerdócio, quando bateu à sua porta uma notícia que, aos olhos do mundo, seria encarada com, no mínimo, frustração: um tumor maligno no seu joelho direito fora descoberto. Infelizmente, foi inevitável a amputação de sua perna, o que ele, apesar da tristeza natural que qualquer ser humano sente ao passar por tal situação, encarou com uma felicidade sobrenatural, oferecendo-se como vítima pelo seu chamado ao sacerdócio.</p>



<p>​Entretanto, as notícias não eram as melhores, pois, apesar da amputação da perna e do tratamento com quimioterapia, Jean não melhorava, motivo pelo qual decidiram, em 2005, transportá-lo para a Itália, em Concesa, para dar continuidade ao tratamento, na tentativa de salvar sua vida.</p>



<p>​Sua situação era tão crítica que o médico italiano responsável por atendê-lo chegou a exclamar que aquele pequeno e humilde irmão era verdadeiramente “um santo”, pois era humanamente impossível que suportasse tamanha dor sem nenhuma quixa. A essa altura, todos sabiam que seu prognóstico não era dos mais animadores, mas Jean permanecia firme pedindo sua cura única e exclusivamente para se tornar sacerdote.</p>



<p>​Porém as coisas não saem sempre como nós queremos, desejamos ou pensamos, tendo o bom Deus suas razões para agir assim. Em razão do agravamento de seu estado de saúde, o provincial do Carmelo de Camarões, Padre Gabrielli Matavelli, autorizou que Jean Thierry professasse os votos perpétuos, tornando-se um frade carmelita, o que aconteceu no hospital, em 08 de dezembro de 2005, na Solenidade da Imaculada Conceição.</p>



<p>​Cerca de um mês depois, a alma do irmão Jean Thierry do Menino Jesus e da Paixão voou e foi se encontrar com Aquele a quem ele tanto amou em vida, e a quem tanto queria servir como sacerdote. Seu odor de santidade era notório, pois, após sua partida para a vida eterna, seu corpo foi transladado de volta ao seu país natal, e uma multidão de amigos se reuniu para fazer a despedida. Atualmente seu túmulo recebe fiéis que pedem graças por sua intercessão. Seu processo de beatificação foi aberto no ano de 2013, na Diocese de Milão, Itália.</p>



<p>​Ao presenciar esse pequeno recorte da vida de Jean, podemos nos perguntar: por qual razão Deus não atendeu o pedido daquele jovem, permitindo ao menos que ele pudesse se tornar sacerdote? Se eu dissesse que sei a resposta eu mentiria. Na vida cristã temos que conviver, por vezes, com essas dúvidas, e convertê-las num “para quê”. O fato é que, muito embora o Servo de Deus Jean não tenha sido sacerdote pelo sacramento da Ordem, com toda certeza o foi pelo desejo intenso que tinha na alma, o que se confirma quando ele afirma em seu leito de morte que intercederia por uma “uma chuva de vocações sólidas para o sacerdócio e a vida consagrada” para o Carmelo africano, e, consoante o site ACN, “não somente nos Camarões, a sua pátria, mas também na vizinha República Centro Africana, numerosas vocações têm florescido.”, o que nos faz pensar que Deus fez muito mais através de Jean Thierry do que teria feito se ele tivesse se tornado sacerdote &nbsp;(suposições minhas). Deus quis a “imolação” dessa pequena alma para mostrar ao mundo como deve ser a alma de um padre: abnegada de si mesma, desejosa de salvar almas. Talvez possamos dizer que Jean Thierry Ebongo tenha sido a vítima no seu próprio sacerdócio..</p>



<p>​Teresinha queria ser missionária, e tornou-se a padroeira das missões sem sequer ter saído da França. Jean Thierry quis ser padre, e tem se tornado responsável por muitas vocações em seu continente, muito embora nunca tenha sido, de fato, sacerdote. Finalizo com o questionamento: e se deixarmos que nossos desejos sejam superados pelo desejo Deus. Não seria uma maravilha?</p>
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		<title>Que história é essa de mulher no altar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Que história é essa de mulher no altar" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/01/Que-historia-e-essa-de-mulher-no-altar-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>No dia 11 de janeiro de 2021, católicos do mundo inteiro foram surpreendidos com a notícia de que o Santo Padre teria “aberto as ‘ordenações menores’ para as mulheres dentro da Igreja”. O fato é que sim, houve uma alteração no Cânon 230, §1º do Código de Direito Canônico, no qual estava disposto que apenas [&#8230;]</p>
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<p>No dia 11 de janeiro de 2021, católicos do mundo inteiro foram surpreendidos com a notícia de que o Santo Padre teria “aberto as ‘ordenações menores’ para as mulheres dentro da Igreja”. O fato é que sim, houve uma alteração no Cânon 230, §1º do Código de Direito Canônico, no qual estava disposto que apenas varões (homens), poderiam exercer o ministério do acolitato e do leitorado. Todavia, sabe-se que, na prática, as mulheres já tinham acesso a essas funções (no Brasil é mais que comum), mas é necessário entender todo o contexto da mudança feita pelo Papa Francisco, e quais implicações práticas isso traria (ou trará) para a Igreja Católica.</p>



<p>Tudo começa no período anterior ao Concílio Vaticano II. Naquela época, havia o que se denominavam as “ordenações maiores”, que se distinguiam das “ordenações menores”. As primeiras eram o Episcopado (Bispos), o Presbiterato (Padres), o Diaconato e o Sub-Diaconato. Já as segundas, por sua vez, consistiam no Ostiariato, o Leitorato, o Exorcistato e o Acolitato. Aqui não nos deteremos em explicar cada uma delas, mas sim, apresentar a mudança feita pelo Papa São Paulo VI em 1972, através do motu proprio <em>Ministeria quaedam</em>, pois era dessa forma que funcionava até o momento da modificação trazida pelo Papa Francisco.</p>



<p>No documento citado, São Paulo VI extinguiu parte das “ordens menores”, mantendo apenas o acolitato e o leitorado sob o nome de “ministérios”, sendo estes exercidos ainda somente por homens, o que foi ratificado pelo novo Código de Direito Canônico de 1983, promulgado pelo Papa São João Paulo II, no cânon 230, §1º. Contudo, nos parágrafos seguintes, 2º e 3º, do mesmo cânon agora alterado, o termo “leigos” abrange também as mulheres, conforme nos explicam as notas de rodapé do Padre Jesús Hortal na edição brasileira publicada pelas Edições Loyola. Observem a antiga redação do cânon:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Cân. 230 § 1. Os leigos varões que tiverem a idade e as qualidades estabelecidas por decreto da Conferência dos Bispos, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico prescrito, para os ministérios do leitor e de acólito; o ministério, porém, a eles conferido não lhes dá o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.</em></p><p><em>§ 2. </em><strong><em>Os leigos</em></strong><em> podem desempenhar, por encargo temporário, as funções de leitor nas ações litúrgicas; igualmente todos os leigos podem exercer o encargo de comentador, de cantor ou outros, de acordo com o direito.</em></p><p><em>§ 3. Onde a necessidade da Igreja, o aconselhar, podem também </em><strong><em>os leigos</em></strong><em>, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a sagrada Comunhão, de</em> <em>acordo com as prescrições do direito.</em></p></blockquote>



<p>Ou seja, já havia uma certa abertura para que determinadas funções fossem exercidas por mulheres, mas não se tratava da regra, e sim da exceção. Na prática, isso é tão comum que até católicos sequer sabiam o que estava disposto no Código a esse respeito.</p>



<p>ssim, chegamos à alteração feita pelo Papa Francisco por meio do motu proprio<em> Spiritus Domini </em>no dia 11/01/2021. <strong>Esse documento altera o §1 do Cânon 230, donde se lê na nova redação que todos os leigos, homens ou mulheres, podem participar do acolitado e leitorado.</strong> Qual seja, o que, de acordo com o texto antigo não era uma prática correta, mas permitida e tolerada se não houvesse tais ministros varões, torna-se a nova regra.</p>



<p>Vejamos a nova redação do cânon:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Cân. 230, §1. Os leigos que tiverem a idade e as aptidões determinadas com decreto pela Conferência Episcopal, podem ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico estabelecido, nos ministérios de leitores e de acólitos; no entanto, tal concessão não lhes atribui o direito ao sustento ou à remuneração por parte da Igreja.</em></p></blockquote>



<p>Há quem diga que tal mudança prepara revoluções dentro da estrutura eclesiástica, como por exemplo o acesso das mulheres ao diaconato e ao sacerdócio. No entanto, é preciso combater o que a grande mídia espalha, já que não se trata de uma “ordenação feminina”, mas de um ministério, já que, como já foi explicado, não existem mais “ordens menores”.</p>



<p>Há também aqueles que falam que houve sabedoria por parte do Santo Padre em “legalizar” aquilo que já acontecia na prática. No fim das contas, não há como prever a longo prazo o que tal mudança gerará, mas cabe-nos apenas a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam sobre sua Igreja (Evangelho de São Mateus 16, 18). Que a nossa maior preocupação seja a santidade e a comunhão diária com Deus.</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Disponível em: <a href="http://www.vatican.va/content/paul-vi/es/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19720815_ministeria-quaedam.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://www.vatican.va/content/paul-vi/es/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19720815_ministeria-quaedam.html</a></li><li>Cf. Código de Direito Canônico, Edições Loyola, 2017, São Paulo, Cânon 230, §1º, p. 80</li></ol>
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		<title>As três intervenções que salvaram João Paulo II no atentado de 1981</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 12:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros Assuntos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II-.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="As três intervenções que salvaram João Paulo II" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II-.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II--600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II--300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II--768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/11/As-três-intervenções-que-salvaram-João-Paulo-II--1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>João Paulo II sofreu um atentado por parte do turco Ali Agca em 13 de maio de 1981. E se salvou milagrosamente de uma morte certa. Circulou a história de que a Virgem de Fátima havia agido para desviar a bala, e que o próprio Pontífice a teria visto nesse momento. Porém, há também uma [&#8230;]</p>
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<p>João Paulo II sofreu um atentado por parte do turco Ali Agca em 13 de maio de 1981. E se salvou milagrosamente de uma morte certa. Circulou a história de que a Virgem de Fátima havia agido para desviar a bala, e que o próprio Pontífice a teria visto nesse momento.</p>



<p>Porém, há também uma história que envolve uma monja, a Irmã rita do Espírito Santo (Cristina Montella), que haveria desviado a bala, e a história da Beata Esperança que havia recebido uma hemorragia no aparelho digestivo para salvar o Papa. Neste artigo falaremos especialmente da história da Irmã Rita do Espírito Santo que faleceu em 1992. Também faremos menção à história da Beata Madre Esperanza, mística espanhola, que fundou uma congregação na Itália e faleceu em 1983.</p>



<p>A irmã Rita e Madre Esperanza são um compêndio da maioria dos dons místicos que recebem algumas almas eleitas, ambas almas irmãs gêmeas do Padre Pio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A popular história de que a Virgem de Fátima salvou João Paulo II</strong></h2>



<p>Em 1981, quando João Paulo II percorria no papamóvel a Praça São Pedro, o turco Alí Agca sacou uma arma e disparou contra o Papa que caiu gravemente ferido. Esse atentado não acabou com a sua vida porque se disseminou a história de que a “mão materna” de Nossa Senhora de Fátima interveio para salvá-lo, e que ele a viu.</p>



<p>“Quando fui alcançado pela bala não me dei conta de que era o aniversário da aparição da Virgem às três crianças de Fátima”, disse São João Paulo II, e revelou que foi seu secretário pessoal quem lhe recordou posteriormente que era 13 de maio.</p>



<p>O que fez João Paulo II depois confirma essa história:</p>



<p>a) Enquanto se recuperava no hospital pediu toda a documentação sobre a Virgem de Fátima para ler o segredo;</p>



<p>b) Foi levada ao Papa em Castelgandolfo uma imagem de Nossa Senhora de Fátima;</p>



<p>c) Pediu que se construísse na Polônia uma pequena Igreja na fronteira com a União Soviética, onde foi colocada a imagem olhando para a Rússia;</p>



<p>d) Um ano depois do atentado, em 13 de Maio de 1982, João Paulo II viajou pela primeira vez à Fátima para agradecer à Virgem sua intervenção para a salvação de sua vida e o restabelecimento de sua saúde;</p>



<p>e) Um ano mais tarde, João Paulo II doou ao Santuário de Fátima a bala que extraíram e que agora está encaixada na auréola da coroa da imagem que preside o Santuário;</p>



<p>f) Em 8 de Dezembro de 1983, João Paulo II enviou uma carta aos bispos do mundo inteiro, incluindo ortodoxos, para que o apoiassem para consagrar a Rússia ao Coração de Maria, numa tentativa de cumprir o segundo segredo da Virgem, em que a Mãe de Deus pedia que se consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração;</p>



<p>g) Dias depois, o Papa visitou na prisão Alí Agca, que lhe falou sobre Fátima: “Por que não morreu? Eu sei que apontei a arma como deveria e sei que a bala era devastadora e mortal. Por que então não morreu? Por que todos falam de Fátima?”, perguntou-lhe Alí Agca;</p>



<p>h) Em 25 de março de 1984, na Festa da Anunciação, João Paulo II consagrou todos os homens e povos à Maria Santíssima em união espiritual com os bispos do mundo inteiro;</p>



<p>i) Em 13 de maio de 2000 beatificou os outros videntes da Virgem de Fátima: Francisco e Jacinta Marto;</p>



<p>j) E em 26 de junho desse ano foi feita a publicação da “terceira parte” do Segredo de Fátima, sobre a qual o Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), fez um comentário teológico a respeito da revelação que fala de “um Bispo vestido de branco que é morto defronte uma cruz”: “Não poderia o Santo Padre, quando, depois do atentado de 13 de maio de 1981, lhe foi levado o texto da terceira parte do ‘segredo’, reconhecer o seu próprio destino? Esteve muito próximo das portas da morte, e ele mesmo explicou ter se salvado com as seguintes palavras: ‘foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala’, e o Papa agonizante estava no limiar da morte.”&nbsp;</p>



<p>Vejamos agora a história da intervenção de Irmã Rita do Espírito Santo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A intervenção da Irmã Rita</strong></h2>



<p>Cristina Montella (a futura Irmã Rita do Espírito Santo) nasceu em Cercola (Nápoles), em 3 de abril de 1920.</p>



<p>Certa vez, quando tinha apenas dois anos de idade, enquanto estava na casa de sua tia, onde havia uma imagem de São Geraldo Magela, um santo redentorista, viu a imagem ganhar vida e fugiu assustada. Vários dias depois, se encheu de coragem e se aproximou para ver novamente a foto. Desta vez, São Geraldo estendeu os braços para ela, abraçou-a e lhe disse: “Cristina, serás freira”.</p>



<p>Durante sua infância, continuou experimentando fenômenos místicos, como diálogos frequentes com o Menino Jesus, a Virgem Maria, e seu Anjo da Guarda. Seus amigos celestiais lhe disseram que não dissesse nada sobre esse assunto. Ela também era muito penitente: dormia no chão usando uma pedra como travesseiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Padre Pio e os estigmas de Irmã Rita</strong></h2>



<p>Na idade de 14 anos, Irmã Rita do Espírito Santo conheceu pela primeira vez o Padre Pio na noite do dia 25 para 26 de agosto de 1934. Este lhe apareceu enquanto estava rezando. Ela nunca o havia visto antes, e por isso ele se apresentou dizendo: “Cristina, sou o Padre Pio”, e começou a chamá-la de “bambina”, não por sua idade, mas por sua inocência. O padre Francesco D’Anastacio, sacerdote passionista, escreve: “Em 14 de setembro de 1935 (quase um ano depois da aparição do Padre Pio, às 2:00 horas da madrugada, a moça de 15 anos estava rezando como sempre em sua cama. De repente, o céu se abriu para ela. Viu Jesus vivo na cruz com raios que saíam de suas chagas. Perto Dele, estavam a Virgem Maria, São José e o Padre Pio.</p>



<p>Já em 1976, recebeu os estigmas. Recorda-se que Jesus lhe perguntou se queria sentir a dor de suas chagas, e ela disse que sim. Nesse momento, os rais de luz das feridas de Jesus penetraram em suas mãos, pés e lado e começaram a sangrar. No dia seguinte, dirigiu-se ao Santuário de La Madonna dell’Arco pedir conselho a um sacerdote. Ela encontrou um jovem sacerdote passionista recém-ordenado chamado Padre Paolo Guida, a quem contou o que havia acontecido. Ele lhe disse para rezar diante de uma imagem da Virgem Maria e pedir-lhe a graça de Jesus retirar seus estigmas. A irmã Rita fez o que ele pediu, e ante o assombro do Padre Paolo, sua oração foi respondida imediatamente e os estigmas desapareceram.</p>



<p>No entanto, a dor e a ferida em seu lado se mantiveram até o final da sua vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Livra seu pai do purgatório</strong></h2>



<p>Nesse momento ela desejava muito entrar na clausura, mas seu pai era contra.</p>



<p>Em 10 de janeiro de 1940, seu pai, Luigi Montella, sofreu um derrame cerebral, e morreu recorrendo a Nossa Senhora do Monte Carmelo. Cristina disse mais adiante: “O Senhor levou meu pai porque se opunha à minha vocação para entrar na clausura”. Ela também revelou: “Nos dias que seguiram sua morte, eu rezava incessantemente por sua alma. No sétimo dia, Jesus me concedeu a graça de livrá-lo do purgatório. Abraçou-me, beijou-me, e logo entrou com Jesus no céu.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cristina entra no convento</strong></h2>



<p>Em 10 de agosto de 1940 entrou na clausura das irmãs agostinianas de Santa Croce sull‘ Arno (Pisa, Itália), onde permaneceu cinquenta e um anos até a sua morte em 26 de novembro de 1992. Realizou diversos trabalhos nesse período, como cozinheira, enfermeira, sacristã, costureira e contadora.</p>



<p>De início, Cristina ia rezar a “Hora Santa” todas as noites às onze em ponto na capela detrás da sacristia, a fim de estar próxima do Santíssimo Sacramento. Ali, Padre Pio se juntava a ela e também rezava junto com dois pares de anjos que sustentavam seus braços para cima.</p>



<p>Depois de dois ou três meses fazendo isso, decidiu celebrar a “Hora Santa em seu quarto, já que era mais privado.</p>



<p>Cristina tinha muitos dons extraordinários, como ver seu Anjo da Guarda, dom de profecia, leitura dos corações e bilocação. Também tinha o raro dom de acompanhar as almas ao paraíso, aquelas em cujo nome havia sofrido as penas do purgatório. Durante os últimos anos de sua vida, nutriu-se exclusivamente da Eucaristia, que frequentemente recebia diretamente da chaga do lado de Jesus. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Visitas ao Cardeal Mindzenty na prisão por bilocação</strong></h2>



<p>Ela ia frequentemente em bilocação, junto com Padre Pio a Budapeste para consolar o Cardeal Mindszenty na prisão, e para visitar outras vítimas do governo soviético. O seguinte trecho é de uma conversa que o Padre Franco D’Anastasio Franco teve com Rita:</p>



<p>– É verdade que você esteve presente quando condenaram o cardeal? O que disse?</p>



<p>– Eu estava ali e lhes disse que ao fazer isso eles iriam para o inferno. Um deles me disse que não se importava de ir para o inferno.</p>



<p>– Você estava vestida como freira?</p>



<p>– Não, estava como uma senhora da cidade.</p>



<p>– O Padre Pio costumava ir com você visitar o Cardeal?</p>



<p>– Sim, frequentemente.</p>



<p>Porém há mais que isso: a Irmã Cherubina Fascia, que era filha espiritual de Padre Pio, disse o seguinte sobre a abadessa do convento de Irmã Rita, abadessa Matilde:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Um dia a Irmã Rita veio ao meu quarto, e me disse que o Padre Pio lhe pediu que o acompanhasse para visitar o Cardeal Mindszenty na prisão, a fim de levar o que ele necessitava para celebrar a Santa Missa. Eu lhe respondi sim, se ela queria minha permissão. Também lhe perguntei quando teria que ir, e ela rapidamente respondeu: ‘amanhã, pela noite’. Por sua vez, disse-lhe: ‘pegue tudo que precisa e ponha em meu quarto de antemão. Quando chegar o momento de ir, venha ao meu quarto para pegar as coisas, e então pode ir’.</p><p>Ela fez o que foi dito. Em meu quarto, que havia trancado com chave, esperei enquanto rezava, e meu coração batia muito rápido. Em dado momento, ouvi uma batida e lhe disse: ‘entra’. Apesar de a porta estar trancada com a chave, ela entrou, pegou o que precisava da mesa e se pôs a sair. Enquanto ela ia, tentei segui-la já que a porta estava aberta. Num instante, desapareceu diante dos meus próprios olhos.</p><p>Fui rapidamente ao seu quarto para ver se seu corpo estava ali, e ela estava na cama. Então, voltei ao meu e encontrei a porta trancada. Tive que usar minha chave para entrar e tranquei mais uma vez. Continuei rezando e esperando a Irmã Rita, que, depois de certo tempo, regressou exatamente da mesma maneira. Ela chamou, entrou através da porta trancada com chave, colocou tudo na mesa e disse ‘boa noite’.”</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>No mosteiro de Santa Croce Sull’Arno</strong></h2>



<p>Em outubro de 1941, um sacerdote chamado Giuntini chegou ao mosteiro e disse à Irmã Rita que, se queria tomar o hábito, teria que pedir a Jesus para curá-la. Ela obedeceu e foi curada imediatamente.</p>



<p>Ela professou seus votos temporários às 9:00 horas da manhã do dia 27 de abril de 1942, quando foi investida com o hábito agostiniano e recebeu o nome religioso de “Rita”. Mais tarde, nesse mesmo dia, ela experimentou o casamento místico com Jesus. Enquanto isso acontecia, Jesus lhe mostrou seu futuro diretor espiritual, o Padre Teófilo dal Pozzo, capuchinho. Ele se tornou seu diretor cinco anos mais tarde. A Irmã Rita realizou sua profissão perpétua em 23 de maio de 1946.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em Missão com o Padre Pio durante a Segunda Guerra Mundial</strong></h2>



<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a Irmã Rita visitava frequentemente soldados em perigo junto com Padre Pio. Suas visitas eram “em voo” (em bilocação). </p>



<p>Um dos ajudados foi Afonso Montella, o irmão da irmã Rita que foi prisioneiro na Grécia.</p>



<p>Ela disse ao Padre D’Anastácio: “Afonso foi feito prisioneiro pelos gregos. Durante um bombardeio que ocorreu em março de 1943, foi golpeado na cabeça. Nós (o Padre Pio e ela), vimos partes de seu cérebro espalhados por todas as partes”. O Padre D’Anastácio lhe perguntou se ela havia acompanhado seu irmão ao céu como fez com seu pai, e ela respondeu: “Sim, o Senhor o recebeu no mesmo dia de sua morte no paraíso”.</p>



<p>Ela disse que foi muitas vezes, junto com Padre Pio, ajudar os soldados em perigo, levando auxílio humanitário. </p>



<p>“Uma vez”, ela disse, “fomos a um campo de concentração na Alemanha. Os guardas pensaram que éramos espiões e dispararam contra nós, mas os disparos não nos causaram ferimentos”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sob investigação</strong></h2>



<p>Frei Teófilo estava muito impressionado com as experiências espirituais de Irmã Rita, especialmente com o Padre Pio, com quem revivia a Paixão de Cristo e foi em bilocação em missões no mundo inteiro.</p>



<p>Por isso, ordenou-lhe que escrevesse tudo em cadernos. Seu diretor espiritual leu 154 cadernos (cento e cinquenta e quatro) escritos por Irmã Rita. Eles também foram lidos pela abadessa Matilde Gazzarini e algumas outras monjas de confiança do convento. Frei Teófilo estava convencido da autenticidade de seus dons e queria o parecer de outros.</p>



<p>O Padre Pio já lhe havia dado uma opinião positiva sobre a Irmã Rita quando falou com ele.</p>



<p>Aconteceu também que o Padre Giovanni da Baggio a examinou. Ele a colocou em prova, pois queria saber se ela realmente se encontrava com o Padre Pio em sua cela. Em 1949, Padre Giovanni simplesmente pediu a Irmã Rita que desse ao Padre Pio um livro que assinado por ele. Alguns meses mais tarde, o Padre Giovanni foi a San Giovanni Rotondo para visitar o Padre Pio. Já havia esquecido do livro, mas, quando estava prestes a sair, o Padre Pio, com seu característico senso de humor, lhe disse: “Reverendo Padre, este livro é seu, mas não se deve fazer piadas como essas.”</p>



<p>No outono de 1949, iniciaram-se as avaliações médicas e psiquiátricas da Irmã Rita que durariam 7 (sete) meses. Os exames médicos não podiam explicar as razões de seus sintomas, como enxaquecas, vômitos e insônia. O exame psiquiátrico também constatou que era normal. Não houve nenhuma informação médica sobre os estigmas, já que, à exceção de sua ferida nas costas, estavam escondidos. Já a ferida nas costas desaparecia quando ela estava sendo examinada.</p>



<p>A Irmã Rita tinha o dom místico da abstinência de todo e qualquer alimento, ou “anorexia mística”, no qual se alimentava exclusivamente da Eucaristia. Ela não podia manter alimentos no estômago.</p>



<p>Nos anos 70 (setenta), foi-lhe ordenado que comesse um pouco todos os dias, e ela obedeceu, o que lhe gerou um grande sofrimento, pois ficava doente e tinha que vomitar. Seu anjo da guarda limpava suas lágrimas e lhe dizia: “Pobre menina. Que penitência!”, e Nossa Senhora lhe disse: “Isso acontece porque seu corpo não precisa mais de alimento”. Não dormia bem, porém conseguia continuar trabalhando na cozinha e na enfermaria. Também sofria de hipertermia, outra enfermidade mística, em que a temperatura corporal alcança uma febre muito alta. Tinha febres de 52 ºC.</p>



<p>Os experimentos realizados nela pioraram sua débil saúde, e em 1949, foi enviada por alguns dias para uma clínica de Florença para investigação.</p>



<p>Em outra de uma das cartas de uma Irmã chamada Eleonora, esta escreve sobre a “enfermidade mística”: “Na outra noite, o Padre Pio e o anjo vieram arrumar sua cama, dando uma boa lição a nossas enfermeiras que haviam esquecido de fazê-lo. Nesta manhã, o sacerdote lhe trouxe a comunhão depois de quatro dias de jejum, mas na realidade havia recebido a Santa Comunhão todas as manhãs do seu Anjo da Guarda ou do próprio Jesus”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Histórias de intervenções sobrenaturais</strong></h2>



<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label="La Voz De Santa Maria (abre numa nova aba)" href="https://www.facebook.com/1560028077643894/posts/las-3-intervenciones-sobrenaturales-que-salvaron-a-juan-pablo-ii-en-el-atentado-/2235401076773254/" target="_blank">La Voz De Santa Maria</a>. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/andressa/">Andressa Rocha</a>) Existem relatos que tratam dos “voos” com as almas do purgatório e com os que estão no céu. </p>



<p>Certa vez ela foi vista em Nápoles. A abadessa lhe perguntou: “por quê?”, e ela respondeu: “Eu estava dando pão a um menino que não havia comido há dois dias, porque estava gritando. Oh, como gritava! Jesus me levou até lá.”</p>



<p>Tinha o dom da profecia e de prever alguns acontecimentos futuros. Ela profetizou o terremoto que aconteceu em Ancona, no dia 13 de junho de 1972.</p>



<p>Irmã Paola Caciari do Instituto das Filhas da Imaculada Conceição tinha uma irmã, Giovanna, que vivia em Ancona.</p>



<p>A Irmã Rita disse a Giovanna que saísse de Ancona para Bolonha, especificando que ela e sua família deveriam estar fora de Ancona antes de 13 de junho, antes da noite. Nesta noite houve um grande terremoto que deteriorou o edifício onde morava Giovanna.</p>



<p>Irmã Rita sabia que seu diretor espiritual, o Padre Teófilo, ia cair em uma profunda vala de doze metros, como vingança de Satanás pela nova vocação que o Padre e Irmã haviam conseguido para o mosteiro.</p>



<p>O sacerdote estava caminhando na rua depois de visitar um convento. De repente, a Irmã Rita apareceu em bilocação no momento em que o sacerdote caiu na vala, machucando a cabeça e as costas. Ele não morreu porque Irmã Rita o resgatou, e os óculos e os ovos que levava sequer quebraram. Ele, ferido, foi acompanhado até sua casa pela Irmã Rita, que estava <strong>invisível</strong>. Ele sentiu que alguém o segurava, e sentiu também o perfume místico que ela exalava. Posteriormente, a Madre Superiora perguntou depois à Irmã Rita se era verdade que ela o havia ajudado. Ela respondeu: “Veja você, meu hábito está todo sujo de barro”.</p>



<p>Ela também pediu a Deus que a deixasse carregar um pouco do sofrimento do sacerdote depois da queda. Obteve seu pedido, e sofreu por um tempo até que a dor desapareceu de repente. Como o Padre Pio, sua presença se detectava com frequência pelo cheiro de violetas. Às vezes, Padre Teófilo lhe pedia para abrir as mãos diante de visitantes para que o perfume de violetas se tornasse mais forte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Salva João Paulo II</strong></h2>



<p>Padre D’Anastácio menciona em seu livro sobre a Irmã Rita a bilocação a Roma em 13 de maio de 1981, a fim de ajudar João Paulo II no dia em que ele seria assassinado. Segundo informações, Ali Agca declarou que no momento do disparo, uma monja havia desviado seu curso.</p>



<p>O diário italiano “<em>Il Corriere della Sera</em>” de 8 de maio de 1991 um artigo que indica que a trajetória da bala havia sido desviada, do contrário, o disparo serial letal. A Irmã Rita revelou ao Padre D’Anastácio que havia estado ali junto da Virgem Maria.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Com o Padre Pio</strong></h2>



<p>Anos antes, Irmã Rita ajudou o Padre Pio em bilocação durante sua agonia, em 23 de setembro de 1968. Disse que no momento de seu falecimento, a Virgem Maria, São Francisco e Santa Clara estavam ali também. Ela sofreu ao ver os médicos tentando reanimá-lo e disse: “Deveriam tê-lo deixado morrer em paz”. Era sabido que Padre Pio continuava visitando Irmã Rita depois de sua morte.</p>



<p>Durante os anos 70, o Padre D’Anastácio se reuniu com Frei Pancrácio Poli, o ex-provincial dos capuchinhos de Toscana. Ele queria que a Irmã Rita perguntasse ao Padre Pio como o estigma desapareceu quando ele morreu. Esta é a resposta da Irmã, datada de 09 de outubro de 1976: “Querido Padre Pancrácio, perguntaste ao Padre Pio porque ele não tinha os estigmas quando morreu. Ele respondeu: ‘Quem quer saber?’, e lhe respondi ‘Padre Pancrácio’. Ele sorriu e acrescentou: ‘Diz a Ele que eu mesmo pedi a Jesus essa graça’.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Seus últimos anos de vida e sua morte</strong></h2>



<p>Em 1980, a Irmã foi diagnosticada com um tumor cerebral benigno. Dois anos depois caiu da escada e seu braço esquerdo se rompeu. A partir disso, sua saúde se deteriorou. Ela tinha problemas de coração, suas pernas eram muito frágeis e tinha diversas dores. Passou a maior parte da década de 1980 com sofrimentos físicos duradouros. Disse ao seu sobrinho, Arcangelo Aurino, que não chegaria ao jubileu (50 anos) de sua profissão religiosa (28 de abril de 1993).</p>



<p>Em setembro de 1992, sua saúde piorou até o dia de seu falecimento, em 26 de novembro.</p>



<p>Às 13 horas, a abadessa a encontrou prostrada e em sofrimento e lhe preparou um pouco de café, ao qual ela teve uma reação terrível. Vomitou tão violamente que caiu no chão. Quando a abadessa retornou, encontrou a Irmã Rita de joelhos enquanto se agarrava à sua cama, com o olhar fixo em uma pintura de São Miguel. Faleceu 01:30 da madrugada de 26 de novembro de 1992.</p>



<p>Foi sepultada inicialmente num cemitério de Florença, porém, no décimo aniversário de sua morte, seus restos foram transladados para o seu mosteiro e foi colocado na parte detrás do altar de sua Igreja.</p>



<p>Seu lema foi: Para Jesus, tudo que fazemos é muito pouco.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Oração para pedir a intercessão de Irmã Rita do Espírito Santo</strong></h2>



<p>Ó Senhor, nosso Deus, que chamaste a Irmã Rita do Espírito Santo para a plena realização da sua consagração batismal, dedicando-se totalmente a Ti na vida contemplativa agostiniana, para encontrar-Te e ajudar a Igreja. Tu, ó Pai, fizeste brilhar através dela os carismas. Tu lhe deste o rosto de Cristo, tornando-o visível para os homens e mulheres de nosso tempo. Com a tua ajuda, ela assumiu os problemas dos irmãos, levando no corpo o sofrimento de Cristo e tornando-se, pela humilde oração, sinal e testemunho do seu amor. Ouvi a nossa oração: digngnai-Vos a glorificá-la agora na terra e, por sua intercessão, dai-nos a graça que te pedimos com fé. Amém.</p>



<p>Pai Nosso, Ave-Maria e Glória.</p>



<p>Com a aprovação eclesiástica da Diocese de San Miniato</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A história que envolve a Madre de Esperança de Jesus</strong></h2>



<p>Uma história que se conhece menos é a da Madre Esperança de Jesus, Maria Josefa Alhama Valera, beatificada em 2014 pelo Papa Francisco. Essa religiosa espanhola, falecida em 1983, vivia em Collevalenza, Itália, no convento da Congregação das Escravas do Amor Misericordioso, ordem da qual era fundadora. Ela se considerava uma alma gêmea do Padre Pio.</p>



<p>Teve dons místicos semelhantes ao Padre Pio: os estigmas da Paixão de Cristo nas mãos, pés e nas costas por mais de cinquenta anos, dom de bilocação e da leitura das almas, de profecias e curas milagrosas, e também sofreu uma grande perseguição dentro da Igreja como o santo de Pieltrecina. Inclusive se testemunha que multiplicava comida para alimentar mais de três mil pessoas em Roma durante a Segunda Guerra Mundial, e transformou água em vinho, como Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>



<p>Na <em>positio</em> para sua beatificação, encontra-se o testemunho que aconteceu em 13 de maio de 1981, relatado pela Madre Amada Pérez, mas testemunhado por outros presentes.</p>



<p>Na madrugada de 13 de maio de 1981, Madre Esperança começou a sangrar abundantemente do estômago, ao ponto de encharcar três ou quatro toalhas, e as gotas de sangue que delas caíam se acumulavam no piso. Sua camisola, o lençol, a capa e o colchão estavam absolutamente molhados de sangue.</p>



<p>Então, as irmãs chamaram o Dr. Bacarrelli que era seu médico, e ele recomendou que imediatamente fosse feita uma transfusão de sangue. Quando as irmãs estavam se preparando para doar sangue, a análise de Madre Esperança para determinar o seu tipo sanguíneo comprovou que seus glóbulos vermelhos estavam completamente normais e não houve necessidade da transfusão. </p>



<p>Porém, isso aconteceu no mesmo momento em que veio a notícia que o Papa havia sofrido um atentado e havia sobrevivido.</p>



<p>O exorcista Giovanni Ferroti, também filho do Amor Misericordioso, sustenta que a doença e as hemorragias de Madre Esperança estavam relacionadas com a ferida que sofreu João Paulo II, como se ela houvesse padecido as consequências dos disparos de Ali Agca para salvar a vida do Papa.</p>



<p>A Madre Esperança tinha uma forte ligação com João Paulo II.</p>



<p>Quando Karol Wojtyla era Arcebispo de Cracóvia, visitou em 1964 a Madre em Collevalenza, para obter a chave para desbloquear o processo de beatificação de Irmã Faustina Kowaslka. Chegou a ela por indicação do Padre Pio, ela lhe deu as chaves para o desbloqueio da beatificação de Kowalska.</p>



<p>Era comum que Padre Pio enviasse almas a Madre Esperança e vice-versa, e há relatos de que ambos foram vistos durante um ano inteiro em bilocação no Santo Ofício.</p>



<p>Também tinha um contato permanente com São Josemaria Escrivá de Balaguer, que residia na mesma rua que ela e a visitava frequentemente para consolá-la por conta da perseguição dentro da Igreja.</p>



<p>Outro feito que a tornou conhecida é que foi visitada por Jacqueline Kennedy, levada ali pelo embaixador da Espanha na Santa Sé, para que a consolasse pelo intenso sofrimento pelo assassinato de seu esposo.</p>
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		<title>Carlo Acutis amou Jesus até o último suspiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 17:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros Assuntos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1300" height="730" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Carlo Acutis" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis.jpg 1300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-600x337.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-300x168.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-768x431.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-1024x575.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1300px) 100vw, 1300px" /></div>
<p>E eis que no dia 01 de outubro de 2020, diversos Bispos e outras autoridades se reúnem diante de um túmulo acompanhando sua abertura. E qual não foi a surpresa: o jovem que ali repousava parecia dormir, num sono celestial como o daqueles que esperam a ressurreição em Cristo. Um rapaz de apenas 15 anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1300" height="730" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Carlo Acutis" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis.jpg 1300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-600x337.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-300x168.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-768x431.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Carlo-Acutis-1024x575.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1300px) 100vw, 1300px" /></div>
<p>E eis que no dia 01 de outubro de 2020, diversos Bispos e outras autoridades se reúnem diante de um túmulo acompanhando sua abertura. E qual não foi a surpresa: o jovem que ali repousava parecia dormir, num sono celestial como o daqueles que esperam a ressurreição em Cristo. Um rapaz de apenas 15 anos que experimentou uma vida de amor, santidade e entrega, está a dias de ser beatificado, estando o seu corpo vestido não com um hábito religioso, ou terno e gravata, mas da forma como ele mesmo o era: simples. Um moletom, calças jeans e um par de tênis Nike compõem o que a vida do quase Beato Carlo Acutis traduz: não importa a época e quais as formas de se vestir desta. Para Deus, a Santidade vai além dos trajes.</p>



<p>O foco aqui não é discutir a famigerada modéstia, mas sim falar da vida de um rapaz que amou Jesus até o último suspiro. Carlo Acutis faleceu aos 15 anos de idade, vítima de leucemia, no dia 12 de outubro de 2006. Coincidência ou não, sabemos que aqui no Brasil, nesta data, além de comemorarmos a nossa padroeira, Nossa Senhora Aparecida, é também dia das crianças, e Nosso Senhor é enfático quando diz que somente os pequeninos herdarão o reino dos céus (Mt 18, 3).</p>



<p>Carlo nasceu em Londres no dia 03 de Maio de 1991, muito embora fosse de família italiana, e retornou a Milão ainda recém-nascido. Era um menino normal: brincalhão, gostava de se fantasiar de super-heróis, jogar futebol, e desde cedo desenvolveu habilidade para informática, sendo considerado um gênio para sua idade. Entretanto, o amor misterioso do crucificado começou a tocar o coração daquele menino, cuja família nem era sequer apegada à religião.</p>



<p>Carlo passou a recitar o Santo Rosário todos os dias, atendendo ao pedido da Virgem em Fátima. Ademais, passou a frequentar a Santa Missa diária, chegando a dizer: “<em>A Eucaristia será minha estrada para o céu</em>”. Assim, utilizando suas habilidades com computadores, Carlo inicia um apostolado na internet, catalogando os milagres Eucarísticos ao redor do mundo, anunciando, da forma como podia, o amor de Jesus no seu Santíssimo Sacramento. Ele conseguia por meio de sua alegria alcançar seus amigos e demais jovens que tinham a graça de encontrá-lo.</p>



<p>No entanto, os caminhos de Deus são insondáveis (Sl. 138, 17), com o jovem Carlo não foi diferente. Na flor de sua juventude, foi diagnosticado com uma leucemia severa que já não tinha mais jeito. Ao saber que se aproximava a irmã morte (utilizando as palavras de São Francisco de Assis), Carlo reage com resignação e total entrega à vontade de Deus, como pode ser visto neste vídeo:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A voz do Venerável Carlo Acutis | The voice of Venerable Carlo Acutis" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/pPTNnR7ChYc?wmode=transparent&amp;rel=0&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Conta-se que, em vez de se entregar ao sofrimento por si, uniu-se a Cruz de Cristo oferecendo todo o seu sofrimento pelo Santo Padre e pela Igreja. Pode-se dizer, assim, que o jovem Carlo compreendeu a ciência da Cruz e a união plena ao Cristo Crucificado.</p>



<p>Sua mãe, que não era religiosa (conforme citado acima), ao presenciar o próprio Evangelho que Cristo que há 15 anos saíra de seu ventre, também teve sua vida transformada pelo testemunho do rapaz, e convenceu-se de que a missão de seu filho continuaria com sua partida. Ela narra, inclusive, dois sonhos: o primeiro uma semana antes de Carlo morrer, e o segundo, após a sua morte.</p>



<p>No primeiro sonho, São Francisco lhe aparecia e dizia que muito em breve o jovem partiria, mas que seria considerado num lugar muito alto na Igreja. No segundo sonho, Carlo lhe aparecia e dizia: “Serei beatificado logo, e pouco depois canonizado”.</p>



<p>O fato é que este doce menino, que a partir de hoje pode ter seu corpo <a href="https://www.acidigital.com/noticias/corpo-de-carlo-acutis-esta-incorrupto-isso-e-o-que-deve-saber-19359" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="incorrupto (abre numa nova aba)">incorrupto</a> venerado em Assis, tem muito a ensinar para esta geração. Eu falei anteriormente no texto sobre Maria Milza que a santidade é simples, porque Nosso Senhor é simples. Carlo não bilocou, não teve estigmas, mas fazia o principal: amava de todo o coração o Santíssimo Sacramento e o Santo Rosário, e assim, exalou o perfume da santidade.</p>



<p>A cerimônia de sua beatificação ocorrerá no dia 10 de outubro diretamente de Assis, na Itália, e será transmitida pela internet.</p>



<p>De calça jeans, ou terno, de sandálias havaianas, ou sapatos sociais, de vestidos caros ou simples farrapos, que possamos acompanhar a beatificação desse doce menino, que compreendeu desde cedo a linguagem do amor.</p>



<p>Muito embora ainda não tenha ocorrido, eu já proclamo: Beato Carlo Acutis, rogai por nós!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Atualização</strong>: Conforme o blog <a rel="noreferrer noopener" aria-label="O Catequista (abre numa nova aba)" href="http://ocatequista.com.br/catequese-sem-sono/vidas-de-santos/item/18333-autoridades-de-assis-sobre-o-corpo-do-beato-acutis-nao-esta-incorrupto" target="_blank">O Catequista</a>, o corpo do futuro Beato Carlo Acutis não foi declarado incorrupto.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<ol class="wp-block-list"><li>https://www.youtube.com/watch?v=hOigt_qiuqE </li><li>Título de sua biografia, disponível em: https://www.cultordelivros.com.br/produto/eucaristia-minha-estrada-para-o-ceu-biografia-de-carlo-acutis-78558</li><li>https://www.acidigital.com/noticias/mae-do-futuro-beato-carlo-acutis-revela-detalhes-pouco-conhecidos-de-seu-filho-millenial-39118</li></ol>
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		<title>O Santo Escapulário do Carmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 14:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Santo Escapulário do Carmo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Você já deve ter ouvido falar ou mesmo ter visto alguém utilizando um escapulário. A criatividade do brasileiro se supera sempre, e isso pode ser visto na grande diversidade de tamanhos, cores, formatos e materiais com que eles são fabricados. Mas, qual a origem desse sacramental? Primeiro ressalte-se que o Escapulário de Nossa Senhora do [&#8230;]</p>
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<p>Você já deve ter ouvido falar ou mesmo ter visto alguém utilizando um escapulário. A criatividade do brasileiro se supera sempre, e isso pode ser visto na grande diversidade de tamanhos, cores, formatos e materiais com que eles são fabricados. Mas, qual a origem desse sacramental?</p>



<p>Primeiro ressalte-se que o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, muito embora seja o mais conhecido, não é o único escapulário aprovado pela Igreja. Há outros, inclusive com comemorações e indulgências próprias, mas nos ateremos aqui ao Escapulário da Virgem do Monte Carmelo.</p>



<p>Segundo o dicionário bíblico DCL (Difusão Cultural do Livro), a palavra Carmelo significa “jardim”. Assim, os confrades carmelitas são aquelas sementes que florescerão no jardim do Altíssimo. Ademais, a tradição nos conta que o surgimento da Ordem Carmelita se deu ainda no Antigo Testamento, tendo sido o seu fundador o Santo Profeta Elias.</p>



<p>Muito mais tarde, no ano de 1251, não só os frades carmelitas, mas toda a Cristandade estava sendo perseguida de tal maneira, que o superior da Congregação, de nome São Simão Stock, resolveu clamar o auxílio da Virgem Maria. Em sua misericórdia, Ela lhe apareceu esplendorosa, e lhe entregou o Santo Escapulário do Carmo, <strong>prometendo-lhe que aquele que o utilizasse jamais padeceria no fogo eterno.</strong></p>



<p>Posteriormente, no dia 03 de Março de 1322, a Santíssima Mãe reaparece, mas dessa vez ao Papa João XXII, e concede mais uma graça àqueles que se vestirem com seu hábito: no primeiro sábado após a sua morte, Ela própria irá ao purgatório e levará a alma destes ao céu. É o chamado privilégio sabatino, que está narrado pelo próprio pontífice na encíclica “<em>Sacratissimo ut in culmine”</em>.</p>



<p>Antigamente, apenas os carmelitas poderiam utilizar o Escapulário, e a imposição deveria ser feita por um sacerdote membro da Ordem. Todavia, hoje não existem mais essas restrições, podendo o Santo Escapulário ser recebido por qualquer católico, e ser imposto por qualquer sacerdote, independente de sua vinculação ao Carmelo.</p>



<p>Destaco que o autêntico escapulário do Carmo possui duas tiras de pano marrom ligadas por um cordão, ficando uma tira na frente, e a outra nas costas. Em geral, uma delas possui uma imagem da Virgem do Carmo, e a outra a do Sagrado Coração de Jesus, mas não é uma regra, visto que há outros que possuem tão somente o símbolo da ordem carmelita, sendo válidos da mesma maneira.</p>



<p>Já no pontificado de São Pio X, houve a aprovação da Medalha-Escapulário, uma medalha com dupla face com os mesmos símbolos presentes no Escapulário original, que deveria ser usada quando não houvesse a possibilidade, por algum motivo, de se utilizá-lo, contanto que a medalha receba a mesma bênção que o sacramental que a originou, e, assim, também terá os mesmos benefícios.</p>



<p>Explicadas as bases acerca do Escapulário da Santíssima Virgem do Monte Carmelo, vamos as indulgências concedidas àqueles que o utilizarem, sob as condições de confissão, comunhão, oração pelo Santo Padre, o Papa, e oração do Santo Terço:</p>



<h4 class="wp-block-heading">A) Indulgências plenárias</h4>



<p>1. O dia que se impõe o escapulário.<br>2. Nestas festas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);</li><li>b) São Simão Stock (16 de maio);</li><li>c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);</li><li>d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),</li><li>e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);</li><li>f) São João da Cruz (14 de Dezembro);</li><li>g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">B) Indulgência parcial</h4>



<p>Aanha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção. E não só ao escapulário, mas também à medalha-escapulário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Atenção!</h3>



<p>Apesar de todos esses benefícios, lembre-se de que não basta apenas pedir para um padre abençoá-lo, e depois você mesmo colocá-lo no seu pescoço!</p>



<p>O Escapulário do Carmo possui um <strong>RITO DE IMPOSIÇÃO</strong>, que deve ser seguido para a validade das promessas. O rito breve você encontra abaixo:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Imposição do Escapulário por um Sacerdote</strong></h2>



<p>Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.</p>



<p>(Asperge o Escapulário com água benta)</p>



<p>[IMPOSIÇÃO:] Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. &#8211; Amém.</p>



<p>(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)</p>



<p>Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.</p>



<p>— Amém.</p>



<p>O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>



<p>— Amém.<br> <br> (Asperge o Confrade com água benta)<br> <br> [Com Aprovação Eclesiástica]</p>



<p>Se você ainda não recebeu o Santo Escapulário, procure recebê-lo o mais rápido possível, pois a Santíssima Virgem do Monte Carmelo aguarda esse momento para lhe cobrir com seu manto celeste!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>1 C.f. Minidicionário Bíblico Difusão Cultural do Livro, p. 85, 2008<br>2 Fonte: <a rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm&nbsp; (abre numa nova aba)" href="https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm" target="_blank">https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm&nbsp;</a><br>3 Fonte: <a href="https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm&nbsp; (abre numa nova aba)">https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm&nbsp;</a></em></p>
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		<title>As Aparições de Garabandal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 12:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="As Aparições de Garabandal" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Guadalupe, Lourdes, Fátima. Com certeza você já deve ter ouvido falar dessas aparições de Nossa Senhora. Mas, e se dissermos que a Santíssima Virgem Maria escolheu um pequeno vilarejo na Espanha chamado “San Sebastian de Garabandal”? Bem, a Igreja continua a investigar esses acontecimentos, e, portanto, ainda não temos um parecer acerca da sua sobrenaturalidade. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="As Aparições de Garabandal" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Guadalupe, <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/novena-de-n-s-de-lourdes-1o-dia/">Lourdes</a>, <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/e17t03-por-que-nossa-senhora-escolheu-portugal/">Fátima</a>. Com certeza você já deve ter ouvido falar dessas aparições de Nossa Senhora. Mas, e se dissermos que a <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/artigos/maria-santissima/">Santíssima Virgem Maria</a> escolheu um pequeno vilarejo na Espanha chamado “San Sebastian de Garabandal”? Bem, a Igreja continua a investigar esses acontecimentos, e, portanto, ainda não temos um parecer acerca da sua sobrenaturalidade. Todavia, o ocorrido marcou bastante a história das pessoas simples que lá viviam, que eram acostumadas com a calmaria, e tiveram, por sua vez, que se adaptar ao movimento de fiéis a partir da notícia das aparições. Ainda hoje, o fato possui mistérios que muitos médicos que examinaram as videntes não puderam explicar. Dessa maneira, vejamos como tudo iniciou.</p>



<p>Tal como nas demais aparições, Nossa Senhora escolhe como seus mensageiros aqueles que o mundo despreza, e em Garabandal não foi diferente. As videntes eram cinco meninas: Maria Concepción González (Conchita), Jacinta González, Maria Dolorez Mazón, que tinham cada uma 12 anos de idade, e Maria Cruz González Garrido, de 11 anos.&nbsp;</p>



<p>Tal como em Fátima, um Anjo precedeu a aparição da Virgem. O dia escolhido foi 18 de Junho de 1961, quando as meninas estavam colhendo maçãs do pomar do vizinho, mas, ao mesmo tempo, demonstravam remorso porque supunham que seus anjos da Guarda ficaram descontentes ao presenciar aquela cena. Resolveram então pegar pedras para jogar no demônio, pois este sim estaria contente.</p>



<p>De repente, Conchita viu um personagem que irradiava luz e imediatamente entrou em êxtase. Já as outras meninas demoraram um pouco para compreender o que estava acontecendo, e, ao olharem na direção para onde Conchita apontava, também tiveram a mesma visão e o mesmo êxtase, que durou cerca de meia hora.</p>



<p>Esse fenômeno místico preparou as meninas para a mais solene das aparições: a própria Virgem Maria viria visitá-las. A aparição se deu em 02 de julho de 1961, por volta das 18 horas,&nbsp; exatamente no mesmo local da aparição do anjo. As meninas rezavam o terço e eram acompanhadas por curiosos que gostariam de saber o que havia de especial naquele lugar.</p>



<p>Conta-se que Nossa Senhora apareceu entre dois Arcanjos, sendo um deles São Miguel, mas quanto ao outro, não se sabe. O título com qual a Virgem Maria se apresentava era de “Nossa Senhora do Monte Carmelo, tendo inclusive uma aparência diferente da imagem convencional: dessa vez trazia um manto azul e uma coroa de estrelas em volta de seu cabelo à mostra (coisa incomum). Trazia também o Menino Jesus em seu colo, e o escapulário do Carmo em um dos braços. A partir daí, as aparições se seguiram até o dia 13 de novembro de 1965.&nbsp;</p>



<p>O conteúdo das mensagens de Maria Santíssima às meninas não diverge do convencional das demais aprovadas pela Igreja: oração, penitência e reparação pelos pecados cometidos pela humanidade, incluindo as revelações relacionadas ao fim dos tempos, tais como o Aviso, o Milagre e o Castigo. Não nos ateremos a essas profecias, pois o objetivo do texto é apenas relatar os fatos, e também porque é uma aparição que ainda está sob investigação. Mas serão relatados alguns fatos muito interessantes sobre algumas ocorrências no meio das aparições:</p>



<p>– Caminhadas em êxtase: as meninas caminhavam de braços dados em passos iguais sem se desequilibrarem, rapidamente, de modo que alguns se cansavam ao acompanharem-nas;</p>



<p>– Devolução de sacramentais: muitos dos fiéis que iam ao local das aparições entregavam às meninas objetos para que Nossa Senhora os osculasse. As meninas, ainda em êxtase, os devolviam aos respectivos donos sem erro!</p>



<p>– Insensibilidade: alguns médicos que iam examinar as meninas se surpreendiam com o fato de que elas eram não sentiam as espetadas na pele, ou luzes fortes nos olhos que aqueles lhes colocavam. Elas estavam alheias do ambiente ao redor;</p>



<p>– Quedas estáticas: durante as aparições, as meninas ajoelhavam-se de uma vez no solo em meio a pedras, mas não demonstravam qualquer dor. Além do mais, caíam no chão em posição ereta, e se tornavam tão pesadas que alguns homens juntos não conseguiam carregá-las.</p>



<p>Ainda há muitos outros detalhes que podem ser feitos acerca dos fenômenos de Garabandal, mas deixaremos para outros posts. O fato é que recentemente o filme que narra a história das aparições foi lançado gratuitamente através do Youtube, com dublagem em português. Este é o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VHx0wOeRLbU" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="link (abre numa nova aba)">link</a> para acessá-lo:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Garabandal , só Deus sabe - Filme completo" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/VHx0wOeRLbU?start=16&#038;wmode=transparent&amp;rel=0&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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<p>Roguemos à Mãe Santíssima que nos dê a graça de sermos sempre, em quaisquer ações de nossas vidas, obedientes à voz de Deus, e para que a Santa Igreja, no tempo oportuno, nos dê o parecer sobre as aparições.</p>



<p>Continua…</p>
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		<title>O que há de errado com um rito amazônico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 11:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O que há de errado com um rito amazônico" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/05/O-que-há-de-errado-com-um-rito-amazônico-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Catholic World Report. Traduzido por&#160;Andressa Muniz)&#160;Em “Querida Amazônia”, o Papa Francisco notou que passaram-se cinquenta anos desde que o Concílio Vaticano II pediu um esforço para a “inculturar a liturgia entre indígenas”[1]. Ele comentou que “estamos ainda distantes desse pedido”, adicionando numa nota de rodapé: “Durante o Sínodo, houve uma proposta de desenvolver um ‘rito [&#8230;]</p>
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<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://www.catholicworldreport.com/2020/05/20/what-wrong-with-an-amazonian-rite/" target="_blank">Catholic World Report</a>. Traduzido por&nbsp;<a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Andressa Muniz</a>)&nbsp;Em “Querida Amazônia”, o Papa Francisco notou que passaram-se cinquenta anos desde que o Concílio Vaticano II pediu um esforço para a “inculturar a liturgia entre indígenas”[1]. Ele comentou que “estamos ainda distantes desse pedido”, adicionando numa nota de rodapé: “Durante o Sínodo, houve uma proposta de desenvolver um ‘rito amazônico’”. Essa referência lacônica a um rito amazônico na nota de rodapé nº 120 foi comparada ao “avanço” no tocante à admissão de divorciados recasados à Sagrada Comunhão, a qual, é reivindicada, também numa nota de rodapé nº 351 de <em>Amoris Laetitia</em>.<br></p>



<p>Na opinião do teólogo da libertação espanhol, Fr. Víctor Codina, SJ[2] (escrita em Amazonian ecclesial network, REPAM), a aprovação implícita da nota de rodapé nº 120 é um “avanço”, na medida em que aparenta ser a aprovação da criação de um rito amazônico, o que permitiria sacerdotes casados e ministras mulheres, conforme o proposto pelo documento final do Sínodo da Amazônia.[3]</p>



<p>Seria este o caso?</p>



<p>Em contraste com o termo “ritos” (que significa rituais)[4], o termo “Rito” (com “R” maiúsculo), é usado por Codina no sentido de <em>Igreja particular </em>que tem sua própria liturgia e tradição teológica, com suas distintas disciplinas e organização, tais como as Igrejas Católicas Orientais sujeitas ao Código de Direito Canônico Oriental; esse código, claro, permite sacerdotes casados. Quando o Papa menciona a proposta do Sínodo de criar um rito amazônico na nota de rodapé nº120, ele usa o “r” minúsculo. Papa Francisco parece se referir somente à liturgia, a qual precisa ser adequada às culturas amazônicas, e não a criação de uma Igreja particular nos termos das Igrejas Católicas Orientais.</p>



<p>O que, então, propõe o documento final? Propõe algo, no mínimo, ambíguo.</p>



<p>Debaixo do subtítulo “Um Rito para os indígenas”, o documento final declara no nº 116: “O Concílio Vaticano II criou possibilidades de pluralismo litúrgico, ‘para legítimas variações e adaptações de diferentes grupos, regiões e pessoas’ (SC 38).” Isso, é claro, é verdade, mas o documento final omite uma importante cláusula do texto conciliar: “desde que a unidade substancial com o Rito Romano seja preservado.” Em outras palavras, o Concílio não pode ser utilizado como defesa para a criação de um novo rito, tais como nas Igrejas Católicas Orientais. Isso permitiu modificações para o Rito Latino, enriquecendo-o, para que isso ressoasse com aspirações profundas da cultura de um povo[5]. Isso poderia ser interpretado, na melhor das hipóteses, como permitindo o desenvolvimento de um rito amazônico que talvez hoje tenha paralelos nos ritos moçárabe, ambrosiano ou mesmo dominicano (litúrgico).</p>



<p>Contudo, o Documento Final camufla a questão no parágrafo 117, que permite a alguém como o P. Codina afirmar que o que realmente está sendo proposto é mais do que uma adaptação litúrgica do rito romano, mas a formação de uma organização de uma Igreja particular. O 117 chama a atenção para o fato de que: “Existem 23 ritos diferentes na Igreja Católica, um sinal claro de uma tradição que, desde os primeiros séculos, tentou inculturar [sic] o conteúdo da fé e sua celebração através de uma linguagem que seja coerente tanto quanto possível com o mistério que procura expressar. Todas essas tradições têm sua origem em função da missão da Igreja”: Uma citação do CC 1201 é usada para apoiar esta afirmação.</p>



<p>O que há com essa afirmação? Para começar, o número de ritos (23) é enganoso (seis seriam mais precisos), pois a maioria não passa de variações do rito bizantino. Outras são variações do rito alexandrino, enquanto o restante inclui os ritos sírio oriental e ocidental. De fato, embora em última análise, de origem apostólica, esses ritos orientais podem ser rastreados até Antioquia pós-Constantiniana ou Alexandria (além, talvez, do rito armênio, que pode ser rastreado até Santos Addai e Mari). O que é surpreendente é que todas essas igrejas reivindicam os santos como os criadores de suas tradições litúrgicas específicas (por exemplo, as Divinas Liturgias de São Tiago, São Basílio, o Grande e São João Crisóstomo), que ao longo dos séculos foram (como foi o caso) dos ritos ocidentais, como os ritos romano, galicano, moçárabe ou celta) desenvolvidos organicamente, gradualmente enriquecidos pela reflexão teológica e desenvolvimentos culturais nativos[6]. Eles não eram produto de comissões compostas por especialistas litúrgicos e outros reunidos em torno de uma grande mesa, cujo texto escrito seria aprovado por um novo “órgão”[7] regional a ser criado ostensivamente para coordenar as várias dioceses da Amazônia).</p>



<p>Deixando de lado a questão maior, e, talvez mais significativa, da natureza precisa do “órgão”[8] regional proposto, parece-me que confiar a criação de um rito [litúrgico] da Amazônia por meio de um comitê de especialistas é a falha fundamental da recomendação do Documento Final sobre um rito ou prática litúrgica na Amazônia[9].</p>



<p>Em certo sentido, a proposta do Documento Final sobre como desenvolver um rito litúrgico autóctone por meio de um comitê é apenas uma conclusão lógica da principal fraqueza da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, que, por sua vez, moldou sua implementação após o Conselho, ou seja, a moderna abordagem ocidental, racionalista e até funcionalista da liturgia[10].</p>



<p>Um dos principais liturgistas americanos, P. Aidan Kavanagh, OSB, confessou uma vez que, se os liturgistas soubessem da natureza (ou seja, da dinâmica interna) do ritual, descoberta por Victor Turner em seu estudo pioneiro de ritual na África, eles não teriam feito isso. os erros na reforma da Liturgia após o Concílio. Kavanagh estava respondendo a um artigo publicado em Worship (1976) por Victor Turner, fundador do estudo pós-estruturalista do ritual. No artigo, Turner expressou sua preocupação com o modo como a reforma litúrgica pós-Vaticano II estava sendo realizada. Católico pela fé e antropólogo por profissão, ele disse que “dificilmente poderia se deixar levar pelas muitas mudanças introduzidas no rito romano após o Concílio Vaticano II”. Ele temia que, devido às tendências secularistas contemporâneas, a dinâmica do ritual autêntico estivesse sendo perdida. A mesma dinâmica ritual, que ele havia descoberto em seu estudo do ritual das religiões chamadas primitivas na África, Turner reconheceu que também era característica do chamado Rito Tridentino em sua plenitude. Ele atribuiu isso às rubricas ricas e complexas que foram formadas, refinadas e aperfeiçoadas ao longo de milhares de anos pelo que ele chamou de gênio católico.[11]</p>



<p>Além disso, é de notar que os adeptos de todos os ritos[12] pagãos autênticos reivindicam uma origem quase divina para seus rituais (como expresso em um mito ou atribuído ao ancestral mitológico)[13]. É essa natureza sagrada do ritual que liga seus praticantes a reconstituir a cerimônia em estrita adesão aos rituais transmitidos por sua tradição específica. Os ritos sagrados, por essa mesma definição, simplesmente não estão à disposição daqueles que os conduzem ou participam deles. Dificilmente se pode esperar que os nativos da Amazônia levem a sério qualquer liturgia cristã que seja resultado de experimentação[14] ou que tenha sido elaborada por um comitê de especialistas, mesmo que os próprios especialistas sejam nativos da Amazônia. Essa abordagem ofende o princípio básico da liturgia cristã, a saber: “ela não é feita pelo homem, mas é dotada por Deus”[15].</p>



<p>Quando eu estava ensinando no seminário maior de Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão – cujos povos indígenas, apesar de todas as suas diferenças, têm algumas semelhanças impressionantes com os da região amazônica – experimentei em primeira mão os esforços fracassados dos missionários modernos[16] para &#8220;Inculturar&#8221; o rito latino, bem como alguns exemplos impressionantes de como foi enriquecido pela autêntica inculturação. Deixando de lado o perigo do sincretismo, que, aliás, é comum não apenas na América do Sul, os missionários ocidentais costumam desconhecer as associações mais profundas que elementos dos rituais nativos têm (alguns muito negativos). Por esse motivo, elementos ou símbolos individuais de uma cultura não podem ser arrancados de sua matriz ritual original e arbitrariamente incorporados à celebração dos sacramentos sem distorcer o rito pagão original e a liturgia católica na qual foram inseridos. Eu testemunhei isso no Seminário Regional da PNG e na Ilha Salomão, quando eu era professor.</p>



<p>Vale a pena recordar a contribuição de Joseph Ratzinger (1964-1965) para a subcomissão encarregada de redigir o decreto do Conselho sobre atividade missionária (Ad Gentes). Ele escreveu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Os valores culturais e religiosos das nações não são simplesmente valores naturais que precedem o Evangelho e, como tal, são simplesmente adicionados a ele. Essa perspectiva atribui a esses valores muito e muito pouco. Neste mundo nosso, a natureza e o sobrenatural nunca são estritamente separados, mas penetram um no outro. Por causa disso, todos os valores verdadeiramente humanos são marcados tanto por uma elevação sobrenatural divina quanto pelo pecado humano. Eles nunca podem ser simplesmente adicionados ao Evangelho, mas servem ao Evangelho de acordo com a lei da cruz e da ressurreição. A religião pagã morre na fé cristã, mas na mesma fé a religião humana se eleva e oferece à fé as formas pelas quais a fé se articula de diferentes maneiras[17].</p></blockquote>



<p>E em seu discurso sobre as missões cinquenta anos depois aos estudantes da Universidade de Urbaniana (21 de outubro de 2014), o Papa Emérito Bento XVI escreveu especificamente sobre a missão da Igreja às religiões tribais:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O encontro com [Jesus Cristo] não é a explosão de algo estranho que destrói sua cultura e história. É, ao contrário, a entrada em algo maior, para o qual eles estão em uma jornada. É por isso que o encontro é sempre, ao mesmo tempo, purificação e maturação. Além disso, o encontro é sempre recíproco. Cristo espera sua história, sua sabedoria, sua visão das coisas[18].</p></blockquote>



<p>Parece-me que a visão teológica baseada na purificação e na maturação é urgentemente necessária para combater a abordagem funcionalista seriamente enganosa das culturas e ritos primordiais dos nativos autóctones da Amazônia (e, de fato, das partes mais remotas da África) pode ser encontrado no Documento Final do Sínodo na Amazônia. Sua abordagem é basicamente a do racionalismo ocidental moderno e, portanto, é tão inerentemente estranha às práticas rituais dos nativos da Amazônia e de outros lugares quanto à autêntica tradição da liturgia católica, uma redescoberta da qual Joseph Ratzinger / Papa Bento XVI contribuiu grandemente.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Notas e Referências</strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Referência a SC 37-40, 65, 77, 81.</li><li>Nascido em 1931, estudou com Karl Rahner SJ e foi professor de teologia primeiro em Barcelona (1965) e depois na Bolívia (1982-2018).</li><li>Cf. “¿Un nuevo rito amazónico?” (6 de março de 2020).</li><li>Conforme usado no controle de qualidade 20, referente aos rituais dos povos da Amazônia; ver também Documento Final 15, 52, 54.</li><li>Isso estaria de acordo com a seção do Documento Final, que propõe: “Deveríamos dar uma resposta autenticamente católica à solicitação das comunidades amazônicas de adaptar a liturgia, valorizando a cosmovisão original, tradições, símbolos e ritos que incluem transcendentes , comunidade e dimensões ecológicas” (FD 116).</li><li>Veja o Papa Pio XII em Mediador Dei, 49-59. Talvez o exemplo mais impressionante seja a criação das catedrais góticas que surgiram da profunda visão teológica do século XII, como Otto von Simpson demonstrou em seu clássico As catedrais góticas: origens da arquitetura gótica e o conceito medieval de ordem (Princeton: University Press, 1989³ edição expandida); o mesmo poderia ser dito do barroco desenvolvido pela Igreja pós-tridentina em reação ao que o historiador da arte, Kenneth Clark, chamou de tendências espiritualizantes e anti-humanas (anti-corpo) dos reformadores protestantes.</li><li>“Propomos a criação de um organismo episcopal que […] seria um organismo episcopal permanente e representativo que promove a sinodalidade na região amazônica, conectada ao CELAM, com sua própria estrutura, em uma organização simples e também ligada ao REPAM. Assim constituído, pode ser o instrumento efetivo no território da Igreja da América Latina e do Caribe para aceitar muitas das propostas que surgiram neste Sínodo. Seria o nexo para o desenvolvimento de redes e iniciativas socioambientais e da Igreja nos níveis continental e internacional ”(FD 115).</li><li>Realmente significa uma Igreja em particular, como as Igrejas Católicas Orientais? No entanto, é óbvio que nenhuma igreja de rito oriental jamais foi criada por uma comissão, como proposto por FD 115. Isso trai novamente a moderna mentalidade ocidental caracterizada pelo funcionalismo.</li><li>“O novo organismo da Igreja na Amazônia deve estabelecer uma comissão competente para estudar e discutir, de acordo com os hábitos e costumes dos povos ancestrais, a elaboração de um rito amazônico que expresse o patrimônio litúrgico, teológico, disciplinar e espiritual da Amazônia, com referência especial ao que <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Lumen Gentium  (abre numa nova aba)" href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_en.html" target="_blank">Lumen Gentium </a>afirma para as igrejas orientais (cf. LG 23)” (FD119). Este parágrafo é ambíguo. Poderia ser interpretado como significando que o DF defendia não apenas uma liturgia amazônica indígena, mas uma organização distinta (“o novo organismo”) no sentido de uma igreja quase autônoma, um rito amazônico como as igrejas católicas orientais.</li><li>Ver, por exemplo, FD 118 propõe “que o processo de inculturação da fé … seja expresso com a máxima coerência, para que também possa ser celebrado e vivido nas línguas próprias dos povos da Amazônia”. A ênfase na “coerência” e nas “línguas” trai a preocupação pós-Iluminismo pela apreensão intelectual do conteúdo do ritual &#8211; compreendendo a participação acutuosa em um sentido racionalista &#8211; e não o ritual em si que compreende movimentos simbólicos e gestos ritualizados, além de linguagem distinta que expressa o numinoso. O FD 118 acrescenta: “É urgente formar comitês para a tradução de textos bíblicos e para a preparação de textos litúrgicos nas diferentes línguas locais…”</li><li>Essas rubricas incluem a forma do calendário litúrgico, as principais festas, as estações dos jejuns, bem como a forma ritual dos rituais individuais de cada um dos sacramentos, incluindo música sacra, arte e arquitetura apropriadas.</li><li>O termo &#8220;pagão&#8221; não deve ser entendido em um sentido pejorativo, mas no sentido neutro de não-cristão &#8211; de fato, como o húmus do qual os rituais judaicos e cristãos posteriores foram formados, cf. Joseph Ratzinger, Die sakramentale Begründung christlicher Existenz (Mettingen / Freising, 1966), reimpresso em Joseph Ratzinger Gesammelte Schriften [= JRGS], editado por Gerhard Ludwig Müller, vol. 11 (Freiburg-Basel-Wien, 2012), 200-5.</li><li>O mesmo princípio é encontrado para os rituais do Antigo Testamento, como, por exemplo, como os rituais de ordenação sagrada de Arão e seus filhos eram realizados &#8220;conforme o Senhor comissionava Moisés&#8221; (Lv 8: 13, 17, 21, 29, 36) Isso foi observado por Pio XII em sua encíclica sobre renovação litúrgica, Mediador Dei: “… quando Deus institui a Lei Antiga, ele providencia além dos ritos sagrados, e determina com detalhes precisos as regras a serem observadas pelo Seu povo ao prestar-lhe a adoração que Ele ordena ”(16).</li><li>Cf. SC 40: 2.</li><li>P. Anselem Günthör OSB, Papst Bento XVI. zu den Problemen unserer Zeit (Kissleg: fe Mediumverlag, 2006), 50.</li><li>Isso contrasta com a abordagem de missionários anteriores, como o padre alemão Alfons Schaefer SVD (1904-1958), que foi pioneiro nas missões nas Highlands da Nova Guiné na década de 1930. Diante de tribos primitivas que nunca haviam sido descobertas antes, sua atitude em relação aos rituais foi inspirada na famosa <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Carta do Papa São Gregório Magno ao Abade Mellitus (abre numa nova aba)" href="https://my.tlu.edu/ICS/icsfs/ConversionSourcesBritFrnRussia8pg.pdf?target=e1cd546f-6a9a-4124-b399-08930007d2aa" target="_blank">Carta do Papa São Gregório Magno ao Abade Mellitus</a> (ca 597), quando este estava prestes a se juntar à missão de Santo Agostinho de Cantuária. as tribos anglo-saxônicas. O papa instruiu os missionários a transformar os locais de adoração de ídolos em igrejas e a reter o que era humano nas celebrações religiosas. Antes de São Gregório, São Patrício adotou uma abordagem semelhante às práticas pagãs celtas que ele conhecia na Irlanda, como o Holy Wells e a transformação do santuário pagão na ilha de Lough Derg em um local de peregrinação penitencial, que é ainda atraindo peregrinos até hoje; alguns dos rituais praticados lá (e em outros locais de peregrinação como Guadalupe) foram estudados por Victor Turner; essas dinâmicas rituais seguem o mesmo padrão daqueles encontrados nos ritos tribais primitivos.</li><li>O texto original em alemão é reproduzido em JRGS, .7 / 1, 230-1; veja a tradução em inglês de Jaren Wicks, &#8220;Six Texts pelo Prof. Joseph Ratzinger como perito antes e durante o Concílio Vaticano II&#8221;, Gregorianum 89 (2008) 289.</li><li>“<a rel="noreferrer noopener" aria-label="Mensagem do Papa Emérito Bento XVI por ocasião da inauguração da nova Aula Magna da Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma (abre numa nova aba)" href="https://en.gaudiumpress.org/content/64116-Pope-Emeritus-Benedict-XVI-acute-s-message-on-the-occasion-of-the-inauguration-of-new-Aula-Magna-of-the-Pontifical-Urbaniana-University--in-Rome" target="_blank">Mensagem do Papa Emérito Bento XVI por ocasião da inauguração da nova Aula Magna da Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma</a>” (24 de outubro de 2014)</li></ol>
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		<title>Maria Milza, a &#8220;santa&#8221; simples e extraordinária do sertão baiano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 15:17:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros Assuntos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O renascimento da intelectualidade católica brasileira já é uma realidade. Veja-se nos últimos anos o surgimento de diversas editoras que fazem um brilhante trabalho de resgate de obras outrora esquecidas, bem como a criação de centros culturais católicos, que visam a restauração da cultura católica de nosso país, que parece ter sido esquecida até por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/02/Maria-Milza-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O renascimento da intelectualidade católica brasileira já é uma realidade. Veja-se nos últimos anos o surgimento de diversas editoras que fazem um brilhante trabalho de resgate de obras outrora esquecidas, bem como a criação de centros culturais católicos, que visam a restauração da cultura católica de nosso país, que parece ter sido esquecida até por parte do clero.</p>



<p>Tais acontecimentos são, sem sombra de dúvida, obra do Espírito Santo, que norteia a Igreja na sua busca pela santificação. Contudo, não se pode somente buscar a compreensão intelectual da fé, pois a mensagem evangélica é muito mais profunda do que qualquer obra possa nos passar: é o doar-se ao outro, sacrificando-se a si mesmo em suas paixões, desejos e egoísmos. É buscar mais o bem do outro que o próprio. É um imolar-se em nome do amor maior: o Cristo. Daí há a necessidade de não se prender somente ao saber, mas também ao ser: “Sede simples como as pombas” (Mt 10, 16).</p>



<p>Assim, em toda a história da Igreja houve exemplos de grandes santos que não precisaram ser grandes intelectuais para alcançar um alto grau de intimidade com Deus, pois as virtudes intelectuais só fazem sentido se acompanhadas pelo profundo amor a Deus. Como exemplo, podem ser citados Santa Catarina de Sena, terciária dominicana semianalfabeta que é Doutora da Igreja; São José Cupertino, padroeiro dos estudantes com dificuldades; Santa Teresinha do Menino Jesus, que em sua autobiografia se dá conta de que “não precisa saber muito para ser santa”, entre muitos outros que provaram que o chamado à santidade é universal.</p>



<p>No caso do Brasil, não é diferente, mesmo que ainda não haja a cultura de reconhecer oficialmente os santos pátrios por meio a abertura de processos de beatificação (isso está mudando aos poucos). O fato é que no sertão baiano, mais especificamente num município chamado Itaberaba, no povoado de Alagoas, em 15 de Agosto de 1923, festa da Assunção de Nossa Senhora, nascia uma menina que passaria despercebida por muitos, que nada deixou registrado, que nada produziu intelectualmente, mas que, nas palavras de uma de suas devotas, “escreveu para sempre nos corações” daqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la.&nbsp;</p>



<p>Seu nome: Maria Milza Santos Fonseca, chamada carinhosamente de “Mãezinha”. Conta-se que na noite de seu nascimento, a lua tinha um brilho maior que o normal, fato que foi comentado pelos seus pais. Talvez isso já denotasse uma eleição da parte de Deus para a missão que a ela foi confiada…</p>



<p>Desde a infância, Milza manifestava um amor incondicional aos pobres e necessitados. Não era fácil para ela ver alguém que estivesse sofrendo. Mesmo sendo muito simples e humildes, seus familiares contam que ela retirava coisas da despensa da sua casa para dar aos famintos, e também fazia de tudo para conseguir medicamentos para os doentes. Essa foi a primeira manifestação de seu carisma: amar aqueles que ninguém ama.</p>



<p>Contudo, por volta de seus 32 anos, iniciaram-se os fenômenos místicos. Ela teve uma “locução interior”, na qual ouvia uma voz que dizia que a partir daquele dia ela curaria cegos, aleijados, e que saberia a vida das pessoas. Mesmo sendo católica praticante, Maria Milza não compreendia aquilo que estava acontecendo consigo, chegando a crer que enlouquecera. Mas Deus por vezes age assim: escolhe os humildes para confundir os sábios e soberbos (1 Cor 1, 27-29).</p>



<p>Assim, começaram os milagres na região. Paralíticos andavam, cegos enxergavam depois de Milza tocá-los, o que fez com que sua fama de “santa” se espalhasse na região. Muitos poderiam crer que ela se envaidecia com tudo isso, ocorria, porém, justamente o contrário: quanto mais as pessoas queriam lhe atribuir as curas, mais ela dizia que tudo era obra de Nossa Senhora das Graças, o que era constatado por meio de seu famoso bordão: “Viva a felicidade! Viva Nossa Senhora das Graças!”. Ela sempre evitava entrevistas e dispensava jornalistas curiosos que iam ao povoado para realizar matérias sobre ela, mas as curas chegaram a tal ponto que ela não conseguia evitar que falassem dela em alguns meios de comunicação.</p>



<p>Um dos prodígios mais notáveis ocorridos na região foi a cura de “Tó”, o Sr. Clóvis, que ficou paralítico aos cinco anos de idade, por conta de uma injeção, o que o levou a andar se arrastando com mãos e pernas no chão até os seus quinze anos de idade. Sabendo dos milagres ocorridos no povoado de Alagoas, os amigos de Tó o levaram até lá. Ao chegar, Maria Milza caminhou até ele, que no mesmo instante começou a se tremer e, inesperadamente, começou a caminhar normalmente no meio da multidão, que louvada e bendizia a Deus pela cura daquele irmão.</p>



<p>Quando as curas aconteciam, as pessoas queriam lhe presentear como forma de agradecimento. Ela sempre recusava as ofertas, e, se recebia, dava aos pobres. Costumavam também lhe dar roupas, e, para que isso não acontecesse, mesmo não pertencendo a nenhuma congregação religiosa, Milza escolheu padronizar sua vestimenta: sempre de vestido branco do mesmo modelo, sem tirar o véu branco da cabeça, usando também singelos sapatinhos brancos. A&nbsp; medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças sempre ao pescoço, a qual ela insistia para que todos usassem, e o seu terço sempre à mão.</p>



<p>Além das já referidas locuções interiores, Maria Milza tinha visões de Nossa Senhora, e também recebia mensagens da Virgem, que passava ao povo posteriormente. As mensagens eram sempre de fé, de amor e de consolo, comprovando o amparo maternal que Maria Santíssima nos dá mesmo em meio às maiores turbulências da vida. As palavras de Milza eram simples, e levavam àquele povo mais sofrido os ensinamentos básicos da fé. A obediência, a oração do santo Terço, o amar Nossa Senhora, o adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, tudo isso era ensinado por ela, que, para falar para a multidão aglomerada em torno de sua casa, subia num simples palanque de madeira até hoje conservado, o que facilitava sua comunicação para com todos. Quando algo na sua pregação simples precisava de melhora, ela humildemente acolhia a exortação dos membros do clero que iam até lá.</p>



<p>E, acerca do clero, Maria Milza tinha um dom muito interessante: o reconhecimento de Padres e freiras em meio à multidão, mesmo que esses estivessem sem seus hábitos religiosos, e quando se tratava de um sacerdote, ela se ajoelhava e pedia para se confessar. Este é outro ponto da espiritualidade de Mãezinha: ela sempre dizia que o cristão deveria obedecer a Deus e à Igreja. Em tempos em que muitos caem no infeliz erro de realizar ataques pessoais aos sacerdotes, Milza tinha inserido no seu coração que um padre é alguém “<em>in persona Christi</em>”. Ela tinha consciência que por mais vil e pecador que fosse um sacerdote, este tem suas mãos ungidas para nos trazer Jesus, à semelhança da Virgem Maria. Aqui não se discute a questão da santificação do clero, pois sim, é mais que necessário ter sacerdotes santos, e se não se tem, ao menos a dignidade deles deve ser reconhecida, que era o que ensinava Milza.</p>



<p>A Mãezinha de Alagoas também sabia o que se passava nas consciências das pessoas. São inúmeros relatos em que ela manifestou esse carisma. Cite-se o fato de que certa vez um Ministro Extraordinário da Eucaristia não se confessava há um certo tempo. Ele não contou isso a ninguém, mas Milza, com seu carisma, percebeu essa situação preocupante, e o exortou para que se confessasse, ao que ele respondeu com vaidade: “Eu sou ministro da Eucaristia!”. Mãezinha, com sua humildade o desmontou: “Por isso mesmo que deve se confessar”, respondeu ela.</p>



<p>Outra manifestação desse carisma se deu quando um famoso professor universitário disse que iria ao povoado de Alagoas para desmascará-la. Ao chegar lá, Milza caminhou até ele, olhou-lhe nos olhos e disse:“Não é o senhor que veio aqui me desmascarar?”, e apontou ainda uma doença que o homem tinha e que por vergonha não contava para a esposa. Ele saiu de lá crendo que os dons daquela mulher vinham do alto, bem como também foi curado da enfermidade.</p>



<p>Em vida, ela também teve um encontro com a hoje Santa Dulce dos Pobres, a primeira Santa brasileira, durante uma viagem a Salvador. Conta-se que Dulce já estava mal de saúde, e que estava preocupada com quem assumiria as suas obras sociais. Maria Milza disse para Dulce que não se preocupasse, pois alguém próximo a ela assumiria o comando das obras. E a profecia se cumpriu: depois do falecimento de Santa Dulce, a sua sobrinha Rita assumiu a administração das Obras Sociais.</p>



<p>São inúmeros os fatos milagrosos narrados sobre essa mulher, que com sua humildade, socorria sempre os fracos e pequenos e lhes ensinava o amor a Jesus e a Maria. Muito querida por todos, chegou o momento em que ela sabia que partiria. Antes da festa de Nossa Senhora das Graças de 27 de Novembro de 1993 (esta festa continua a ser celebrada até os dias de hoje no povoado), ela estava triste naquele dia, mas disse às pessoas que no próximo ano seriam eles que realizaram a festa, depois chorou muito e ninguém sabia o motivo da tristeza. Muitos nem queriam pensar na possibilidade de sua partida, mas ao que parece, Deus mesmo havia lhe revelado, pois ela comentou que se vira numa cama de hospital com fios coloridos presos ao pescoço. Ela inclusive disse que Nossa Senhora pedia que todos rezassem pelos infiéis, aqueles que estão nas falsas doutrinas (protestantismo, umbanda, etc). Dias depois, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e foi internada em estado de coma. Uma enfermeira narra que ela, mesmo nesse estado, sentou-se na cama de mãos postas, como que rezando, deitando-se segundos depois.&nbsp;</p>



<p>Sua partida para Aquele a quem amou e serviu se deu no dia 17 de Dezembro de 1993. Seu velório foi acompanhado por familiares e por aquele povo simples que ela tanto amou. Seu corpo está enterrado dentro da Igreja do povoado de Alagoas, em Itaberaba, e o local continua sendo de peregrinação para aqueles que acreditam na intercessão dessa boa senhora que só viveu para amar e servir.</p>



<p>Estas linhas são poucas para falar de Maria Milza. Em sua simplicidade, ela foi extraordinária. Em seu despojamento de si, ela foi completa para os outros. Em sua humildade, ela foi uma gigante diante de Deus. Sua vida, se imitada, renderá grandes frutos de santidade para aqueles que ousarem se aventurar em seu carisma: o amor pelos mais fracos e necessitados, a intensa vida de oração, a simplicidade e a humildade de coração.</p>



<p>Para quem quiser se aprofundar mais na vida dessa santinha sertaneja, recomenda-se a leitura de sua biografia, escrita pelo Padre Gabriel Vila Verde, de onde foi extraída a maioria dos acontecimentos aqui registrados. <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/maria-milza-milagres-e-misterios-no-sertao-da-bahia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui (abre numa nova aba)">Clique aqui</a> para adquirir.</p>



<p>Retomando o início do texto, ressalte-se que o intuito do texto não é o de criticar o resgate do pensamento intelectual católico, mas apenas de recordar que não se deve esquecer do mais importante: o amor ao próximo por amor a Cristo deve fundamentar tudo, pois a fé sem obras é morta. Milza não foi uma grande intelectual, muito provavelmente sequer sabia da existência de tratados de teologia moral, por exemplo, mas a graça de Deus agiu de tal forma nela, que a sua própria vida compilava todas essas obras junto aos preceitos evangélicos.</p>



<p>Também não é o objetivo do texto sobrepor-se a qualquer decisão tomada pela Igreja em relação à provável beatificação de Mãezinha. Tal como ela, tudo está submetido à autoridade da Santa Igreja, para que decida qual o melhor caminho. Mas uma coisa é fato: a canonização de Maria Milza já aconteceu no coração de cada um de seus devotos, e daqueles que por sua intercessão, receberam as mais belas graças do céu.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oração pela Beatificação de Maria Milza (com aprovação eclesiástica)</h2>



<p>Deus da Vida, nossa terra foi visitada e abençoada por um sinal da Tua misericórdia e ternura: Maria Milza, Mãezinha de Alagoas – BA. Partindo dos mais pobres, doentes e abandonados, ela foi para todos um testemunho de fé, uma mão acolhedora, uma prova de total doação. Pudemos experimentar, através dela, o vosso amor de Pai. Que seu exemplo e memória continuem no meio de nós, como uma bênção e um compromisso de viver as bem-aventuranças, como ela as viveu. Conforme for de Vossa vontade, pedimos que a humildade de Mãezinha, assim como a tantos sustentou na terra, a exemplo de Maria no caminho de Cristo, possa ser glorificada como vossa serva e nossa intercessora. Amém.</p>



<p>	Mãezinha, interceda junto ao Coração de Jesus, para que… (pedir a graça).</p>



<p> Coração Divino de Jesus, providenciai.</p>
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		<title>O Senhor ainda não tem um lugar para ficar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 20:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Natal" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/12/Natividade-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
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<p>Estamos às vésperas de comemorar mais uma vez a grande festa do Natal, o nascimento do Verbo encarnado no seio da Virgem Santíssima. O belíssimo mistério do Deus que fez homem nos extasia, e é impossível assimilar totalmente a dimensão desse mistério. No entanto, o que mais chama a atenção é a forma pela qual o Senhor quis entrar no mundo: num pobre estábulo, pois a família de Nazaré não tinha quem a recebesse. Ou seja, o próprio Deus, não satisfeito em tornar-se homem, ainda sofreu a rejeição por suas próprias criaturas que lhe negaram um pequeno espaço de suas casas para abrigá-Lo. Talvez o conselho evangélico que Jesus já em idade adulta dá aos seus discípulos de alimentarem os que têm fome, darem de beber aos que têm sede, pois fazendo isso, cuidariam do próprio Senhor, tenha suas raízes quando o coraçãozinho do pequenino Jesus se sentiu abandonado pelos que lhe fecharam as portas.</p>



<p>E cá estamos nós, comemorando mais um Natal. Shoppings lotados, presentes comprados, mas mais uma vez eu me pergunto se não estaríamos nós fechando a porta na cara da Sagrada Família de Nazaré. Pergunto-me baseada numa experiência que tive no meio deste ano, e que me causou um misto de vergonha e tristeza.</p>



<p>Logo que foi anunciada a canonização de Irmã Dulce, nossa primeira Santa brasileira, tive a extraordinária graça de assistir a uma Santa Missa cujo presidente da celebração era seu confessor. Recordo que a Igreja ficou emocionada com o fato, pois todos estávamos diante daquele que teve a graça de absolver os pecados de uma santa reconhecida oficialmente pela Igreja. Ao final, o idoso sacerdote fez um apelo: ele estava numa paróquia que <strong>NÃO TINHA UM SACRÁRIO, E PEDIU HUMILDEMENTE A CONTRIBUIÇÃO DOS FIÉIS QUE ALI ESTAVAM PARA A COMPRA DE UM, PORQUE O CUSTO ERA MUITO ALTO PARA UMA PARÓQUIA COMO A DELE, E POR ISSO OS FIÉIS NÃO TINHAM COMO ADORAR O SENHOR.</strong></p>



<p>Sim, meus caros. Dois mil anos depois, Jesus ainda não tem um lugar para habitar em muitas Igrejas, Capelas, também por falta de recursos. Tal como os pastores e os reis magos se deslocaram para adorar o Senhor, os fiéis que não têm a graça de ter um sacrário em sua igrejinha, precisam se deslocar para adorar Jesus no Santíssimo Sacramento do Altar. Se o Natal foi a primeira adoração, ele se perpetua cada vez que visitamos Jesus no Sacrário, e é complicado descobrir que mesmo tanto tempo depois, Nosso Senhor ainda não possui um lugar digno para ser adorado em muitos lugares.</p>



<p>Ressalto que esse texto não é um protesto, um manifesto, ou qualquer coisa do gênero, mas apenas uma reflexão acerca da repetição da mesmíssima cena de dois mil anos atrás se repetir tristemente: o Senhor ainda não tem um lugar para ficar.</p>



<p>Que neste Natal, ao contemplar o mistério do Menino-Deus, o acolhamos ao menos em nossos corações, para que, a partir daí, o nosso íntimo se abra para notar a necessidade que muitos de nossos irmãozinhos têm da adoração ao Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar, e que assim, todos, absolutamente todos possam ter,&nbsp; em suas paróquias, a “manjedoura” (sacrário), para acolher Aquele que É.</p>
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		<title>Posso me casar com um não-católico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 19:57:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pró Vida e Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="casamento" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O sacramento do matrimônio, conforme nos ensina nossa fé católica, foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento em que, questionado pelos fariseus se era lícito o homem abandonar sua mulher, o Verbo encarnado respondeu que aquilo não era vontade de Deus, mas fruto somente da dureza do coração. Assim, o que Deus une, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="casamento" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2019/11/casamento-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>O sacramento do matrimônio, conforme nos ensina nossa fé católica, foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento em que, questionado pelos fariseus se era lícito o homem abandonar sua mulher, o Verbo encarnado respondeu que aquilo não era vontade de Deus, mas fruto somente da dureza do coração. Assim, o que Deus une, não há o homem como o homem separar (Mt 19, 6).</p>



<p>​​A partir dessas premissas, o Direito Matrimonial Canônico foi se desenvolvendo, com a finalidade de se manter fiel ao que disse Jesus sobre a união entre o homem e a mulher. O Código utilizado atualmente é o de 1983, promulgado pelo Papa João Paulo II, que por sua vez contem uma parte especial que explica as finalidades do casamento católico, bem as causas que geram uma sentença de nulidade. Mas não são a essas últimas que vamos nos ater.</p>



<p>​​O assunto deste artigo é pouco conhecido, mas é devidamente regulamentado pelo nosso Código Canônico. Afinal de contas, pode um noivo católico se casar com uma noiva não-católica (e vice-versa) na Igreja Católica? A resposta é sim, mas dentro de certas condições que deverão necessariamente ser atendidas.</p>



<p>​​Para esses casos, a Igreja dispõe de duas possibilidades: o casamento misto e o casamento por disparidade de culto.&nbsp;</p>



<p>​​O casamento misto se trata da união entre cônjuges em que um é católico batizado, e o outro professa uma fé cristã que não está em plena comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana, conforme expressa o cânon 1.124:</p>



<p><em>Cân. 1124:&nbsp;</em><em>“</em><em>O matrimônio entre duas pessoas batizadas, das quais uma tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida depois do batismo, e que não tenha dela saído por ato formal, e outra pertencente a uma Igreja ou comunidade eclesial que não esteja em plena comunhão com a Igreja católica, é proibido sem a licença expressa da autoridade competente”.</em><em></em></p>



<p>​​Em suma, entende-se este sendo o caso do casamento de católico com protestante, ou católico com ortodoxo, por exemplo. Neste caso,&nbsp;<strong>ambos precisam ser batizados</strong>. Dessa maneira, será o ordinário local (o&nbsp;Bispo) que concederá a autorização para o ato, caso preenchidos os seguintes requisitos, de acordo com o cânon 1125:</p>



<p><em>1ª – a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé, e prometa sinceramente fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja católica;</em></p>



<p><em>2ª – informe-se tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta verdadeiramente consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;</em></p>



<p><em>3ª – ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir.</em></p>



<p>​Conforme expresso acima, a Igreja, mesmo que dê autorização para a cerimônia, preocupa-se com a fé da parte católica e com a dos filhos que virão dessa união, devendo a parte católica se comprometer a educá-los na fé.</p>



<p>​​Já o casamento com disparidade de culto é um pouco mais delicado, pois é a união de um cônjuge católico com um não-batizado,&nbsp;podendo este&nbsp;professar uma fé diferente do cristianismo&nbsp;(católicos,&nbsp;ortodoxos e protestantes, por exemplo).</p>



<p>#DicaCooperadores <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/dica/matrimonium-teologia-e-direito/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Matrimonium. Teologia e Direito, Vários Autores (abre numa nova aba)">Matrimonium. Teologia e Direito, Vários Autores</a></p>



<p>​​Esse tipo de casamento exige mais atenção por parte&nbsp;da Igreja, visto que&nbsp;ocorrerá a união de uma pessoa&nbsp;que pertence ao Corpo Místico de Cristo e outra que não. Assim, como no casamento misto,&nbsp;os requisitos do cânon 1125 devem ser necessariamente preenchidos,&nbsp;assim como os do cânon seguinte&nbsp;(1126), que determina que “<em>Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não-católica deve ser informada</em>”.</p>



<p>Assim expressa o cânon 1086, §1º&nbsp;sobre o casamento por disparidade de culto:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Cân. 1086 § 1.&nbsp;</em></strong><em>É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e outra que não é batizada.</em></p><p><strong><em>§ 2.&nbsp;</em></strong><em>Não se dispense desse impedimento, a não ser cumpridas as condições mencionadas nos cânn. 1125 e 1126.</em></p><p><strong><em>§ 3.&nbsp;</em></strong><em>Se, no tempo em que se contraiu matrimônio, uma parte era tida comumente como batizada ou seu batismo era duvidoso, deve-se presumir a validade do matrimônio, de acordo com o cân. 1060, até que se prove com certeza que uma das partes era batizada e a outra não.</em></p></blockquote>



<p>Em suma,&nbsp;respondendo mais uma vez à pergunta inicial, sim, é possível contrair matrimônio na Igreja&nbsp;Católica com um não-católico,&nbsp;podendo ser essa união um casamento misto ou um casamento por disparidade de culto.&nbsp;Em ambos, existe&nbsp;a necessidade&nbsp;dos requisitos&nbsp;do cânon 1125, bem como a autorização do Bispo local.&nbsp;</p>



<p>​​Todavia, faz-se necessário&nbsp;um grande discernimento para a parte católica. Vale a pena colocar em risco a sua fé, bem como a fé dos filhos que virão, ao se unir com alguém cuja escolha&nbsp;é totalmente diferente da sua no âmbito religioso? A Igreja, como Mãe, exorta&nbsp;os seus fiéis a pensarem bem nessas questões,&nbsp;antes de se decidirem pela exceção, e não pela regra.</p>
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