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	<title>Maria Santíssima &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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	<description>Apologética Católica</description>
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	<title>Maria Santíssima &#8211; Cooperadores da Verdade</title>
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		<title>Os “Irmãos do Senhor”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 May 2023 18:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Apologética]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Os Irmãos do Senhor" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando os católicos chamam Maria de &#8220;Virgem Bem-aventurada&#8221;, eles querem dizer que ela permaneceu virgem por toda a vida. Já os protestantes acreditam que Maria era virgem apenas até o nascimento de Jesus e que ela e José tiveram filhos mais tarde, a quem as Escrituras se referem como &#8220;os irmãos do Senhor&#8221;. A controvérsia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Os Irmãos do Senhor" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/03/Os-Irmaos-do-Senhor-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Quando os católicos chamam Maria de &#8220;Virgem Bem-aventurada&#8221;, eles querem dizer que ela permaneceu virgem por toda a vida. Já os protestantes acreditam que Maria era virgem apenas até o nascimento de Jesus e que ela e José tiveram filhos mais tarde, a quem as Escrituras se referem como &#8220;os irmãos do Senhor&#8221;. A controvérsia em torno desses versículos bíblicos que usam os termos &#8220;irmãos&#8221;, &#8220;irmão&#8221; e &#8220;irmã&#8221; surge da falta de clareza sobre o significado exato dessas palavras na época em que foram escritas.</p>



<p>Existem cerca de dez casos no Novo Testamento em que &#8220;irmãos&#8221; e &#8220;irmãs&#8221; do Senhor são mencionados (Mateus 12, 46; 13, 55; Marcos 3, 31–34; 6, 3; Lucas 8, 19–20); João 2, 12; 7, 3, 5, 10; Atos 1, 14; 1 Coríntios 9, 5). Para entender esses versículos, é importante observar que o termo &#8220;irmão&#8221; (grego: adelphos) tem um significado amplo na Bíblia, que não se restringe ao significado literal de irmão pleno ou meio-irmão. O mesmo vale para &#8220;irmã&#8221; (adelphe) e a forma plural &#8220;irmãos&#8221; (adelphoi).</p>



<p>No Antigo Testamento, o termo &#8220;irmão&#8221; tinha um amplo alcance semântico de significado e poderia se referir a qualquer parente do sexo masculino de quem você não descende, bem como parentes como primos, aqueles que são membros da família por casamento ou por lei, e não por sangue, e até mesmo amigos ou meros aliados políticos (2 Sam. 1, 26; Amós 1, 9).</p>



<p>Por exemplo, Ló é chamado de &#8220;irmão&#8221; de Abraão (Gn 14:14), embora sendo filho de Harã, irmão de Abraão (Gn 11, 26–28), ele fosse na verdade sobrinho de Abraão. Da mesma forma, Jacó é chamado de &#8220;irmão&#8221; de seu tio Labão (Gn 29, 15). Na Bíblia, os termos &#8220;irmãos&#8221;, &#8220;irmão&#8221; e &#8220;irmã&#8221; nem sempre se referem a parentes próximos. Às vezes, eles significavam parentes mais distantes (Deut. 23, 7; Neh. 5, 7; Jer. 34, 9), como na referência aos quarenta e dois &#8220;irmãos&#8221; do rei Azarias (2 Reis 10, 13–14).</p>



<p>Em suma, a interpretação dos termos &#8220;irmãos&#8221;, &#8220;irmão&#8221; e &#8220;irmã&#8221; nos versículos bíblicos que se referem aos parentes de Jesus é complexa e não pode ser facilmente resolvida. O significado exato dessas palavras dependerá do contexto em que são usadas e da cultura em que foram escritas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-n-o-h-palavra-para-primo">Não há palavra para “primo”</h2>



<p>Não havia uma palavra específica em hebraico ou aramaico para &#8220;primo&#8221;, o que significava que os falantes dessas línguas geralmente usavam a palavra para &#8220;irmão&#8221; ou uma circunlóquio como &#8220;filho do meu tio&#8221;. Embora isso fosse comum, os judeus preferiam usar a palavra &#8220;irmão&#8221; por ser mais simples.</p>



<p>Os escritores do Novo Testamento foram criados usando o equivalente aramaico de &#8220;irmãos&#8221; para se referir tanto a primos como a filhos do mesmo pai, além de outros parentes e até mesmo não parentes. Quando traduziram para o grego, seguiram o mesmo caminho que os tradutores da Septuaginta. Esta última foi a versão grega da Bíblia hebraica, traduzida por judeus helenísticos cerca de dois séculos antes do nascimento de Cristo e foi a fonte principal para a maioria das citações do Antigo Testamento encontradas no Novo Testamento.</p>



<p>Os tradutores da Septuaginta escolheram a palavra grega adelphos para traduzir a palavra hebraica que incluía tanto irmãos como primos, embora o grego tivesse uma palavra separada para primo (anepsios). Esse mesmo uso foi seguido pelos escritores do Novo Testamento e passado para as traduções posteriores da Bíblia, incluindo as em inglês.</p>



<p>Para entender o que &#8220;irmãos&#8221; ou &#8220;irmão&#8221; ou &#8220;irmã&#8221; significa em qualquer versículo, é necessário olhar para o contexto. Quando examinamos isso, podemos perceber problemas que tornam impossível assumir que Maria teve outros filhos além de Jesus.</p>



<p>Quando o anjo Gabriel apareceu a Maria e anunciou que ela conceberia um filho, ela perguntou: &#8220;Como pode ser isso, visto que não tenho relações com um homem?&#8221; (Lucas 1, 34). Desde os primeiros dias da Igreja, os Padres interpretaram essa passagem da Bíblia como um sinal de que Maria havia feito um voto de virgindade vitalícia, mesmo no casamento.</p>



<p>Se Maria tivesse planejado ter filhos de maneira normal, dificilmente teria perguntado &#8220;como&#8221; poderia ter um filho. Sua pergunta só faz sentido se houver um aparente conflito entre manter o voto de virgindade e atender ao pedido do anjo. Uma análise cuidadosa do Novo Testamento mostra que Maria manteve seu voto de virgindade e nunca teve filhos além de Jesus.</p>



<p>Quando Jesus foi encontrado no Templo aos doze anos, tudo indica que ele era filho único de Maria e José. Nenhum outro filho é mencionado neste episódio (Lucas 2, 41-51). Jesus cresceu em Nazaré e, quando se referiam a ele, o povo de lá o chamava de &#8220;filho de Maria&#8221; (Marcos 6, 3), nunca de &#8220;um dos filhos de Maria&#8221;. Além disso, os Evangelhos nunca se referem a outros personagens como filhos de Maria, mesmo quando são chamados de &#8220;irmãos&#8221; de Jesus.</p>



<p>A atitude dos chamados &#8220;irmãos do Senhor&#8221; também sugere que eles eram mais velhos que Jesus. Em sociedades antigas e orientais, os filhos mais velhos davam conselhos aos mais novos, mas o contrário era considerado desrespeitoso. No entanto, vemos os &#8220;irmãos&#8221; de Jesus dizendo que a Galiléia não era o lugar certo para ele e que ele deveria ir para a Judéia para se tornar mais conhecido (João 7, 3-4). Essa atitude só faria sentido se os &#8220;irmãos&#8221; fossem mais velhos que Jesus, o que eliminaria a possibilidade de serem seus irmãos biológicos, já que Jesus era o &#8220;primogênito&#8221; de Maria (Lucas 2, 7).</p>



<p>Outro fato a ser considerado é o que aconteceu na cruz. Quando Jesus estava morrendo, ele confiou sua mãe ao apóstolo João (João 19, 26-27). Os Evangelhos mencionam quatro &#8220;irmãos&#8221; de Jesus: Tiago, José, Simão e Judas. Se esses quatro fossem realmente seus irmãos biológicos, seria difícil entender por que Jesus teria deixado sua mãe sob os cuidados de João, em vez de confiá-la a um de seus próprios irmãos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-dizem-os-fundamentalistas">O que dizem os fundamentalistas?</h2>



<p>Os fundamentalistas argumentam que a expressão “irmãos do Senhor” deve ser interpretada literalmente. Eles costumam apoiar seus argumentos em Mateus 1, 25, onde é dito que José não teve relações sexuais com Maria “até” o nascimento de Jesus. Eles afirmam que essa palavra implica que José e Maria tiveram relações sexuais depois e tiveram filhos.</p>



<p>No entanto, eles estão usando um significado moderno e restrito para a palavra “até”. Na Bíblia, essa palavra indica apenas que uma ação não ocorreu até um determinado ponto, mas não implica que a ação ocorreu depois. Por exemplo, quando se diz que “Mical não teve filhos até o dia de sua morte” (2 Samuel 6, 23), isso não significa que ela teve filhos após a morte.</p>



<p>Outro exemplo é o enterro de Moisés, em que Deuteronômio afirma que ninguém sabia a localização de seu túmulo “até o dia de hoje” (Deuteronômio 34, 6). Isso não significa que alguém tenha descoberto o local depois desse dia.</p>



<p>Portanto, a palavra “até” em Mateus 1, 25 não pode ser usada como prova de que José e Maria tiveram filhos depois de Jesus. Traduções mais recentes dão uma interpretação melhor: “Ele não teve relações sexuais com ela antes de ela dar à luz um filho”; “Ele não a conhecia quando ela deu à luz um filho”.</p>



<p>Os fundamentalistas também argumentam que Jesus não poderia ser chamado de “primogênito” de Maria se ele fosse filho único. No entanto, esse argumento mostra ignorância da maneira como os antigos judeus usavam o termo. Para eles, “primogênito” significava a criança que abriu o ventre (Êxodo 13, 2; Números 3, 12). O primeiro filho homem de um casamento era chamado de “primogênito”, mesmo que fosse filho único.</p>



<p>Portanto, a interpretação fundamentalista de “irmãos do Senhor” é baseada em uma compreensão limitada e inadequada das Escrituras. A evidência bíblica e histórica sugere que Jesus foi filho único e que os “irmãos” mencionados nos Evangelhos eram parentes próximos, mas não irmãos biológicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-sagrada-fam-lia">A Sagrada Família</h2>



<p>Alguns argumentam que seria repugnante que Maria e José se casassem e permanecessem celibatários, e chamam tal arranjo de casamento &#8220;antinatural&#8221;. No entanto, essa era uma família especial, escolhida para cuidar do Filho de Deus. Nenhum maior dignidade poderia ser dada a um casamento do que essa responsabilidade.</p>



<p>Além do testemunho das Escrituras sobre a virgindade perpétua de Maria, a Igreja Cristã primitiva também apoiou essa visão. A controvérsia entre Jerônimo e Helvídio, escrita por volta de 380, destacou o fato de que os &#8220;irmãos do Senhor&#8221; não eram filhos de Maria e José. O estudioso das Escrituras Jerônimo escreveu um tratado chamado &#8220;Sobre a Perpétua Virgindade da Bem-Aventurada Maria&#8221;, onde não apenas usou argumentos bíblicos, mas também citou escritores cristãos anteriores, como Inácio, Policarpo, Irineu e Justino Mártir.</p>



<p>Então, se está estabelecido que os &#8220;irmãos do Senhor&#8221; não eram irmãos ou meio-irmãos de Jesus por meio de Maria, quem eram eles? Antes da época de Jerônimo, a teoria predominante era que eles eram filhos de José de um casamento anterior, embora não de Maria. Segundo essa visão, José era viúvo quando se casou com Maria e já tinha filhos (que seriam mais velhos que Jesus, explicando sua atitude em relação a ele). Vários escritos cristãos primitivos mencionam essa teoria, como o Protoevangelho de Tiago (125 d.C.), que relata que José foi escolhido de um grupo de viúvos para servir como marido/protetor de Maria, que era uma virgem consagrada a Deus.</p>



<p>Atualmente, a visão mais aceita é que os &#8220;irmãos&#8221; de Jesus mencionados nos Evangelhos eram, na verdade, seus primos. Se considerarmos apenas Tiago dentre os quatro irmãos mencionados, veremos que sua mãe se chamava Maria. Nas descrições das mulheres presentes na crucificação, encontramos referências a Maria Madalena, a Maria, mãe de Tiago e José, e à mãe dos filhos de Zebedeu (Mateus 27, 56), e a mulheres que estavam olhando de longe, incluindo Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e Salomé (Marcos 15, 40).</p>



<p>Ao compararmos esses relatos paralelos, podemos inferir que a mãe de Tiago e José era esposa de Clopas. No entanto, há um argumento contra essa teoria, que é o fato de Tiago ser descrito em outro lugar como filho de Alfeu (Mateus 10, 3). Isso significaria que Maria, seja quem for, era esposa tanto de Clopas quanto de Alfeu. No entanto, Alfeu e Clopas são a mesma pessoa, já que o nome aramaico de Alfeu pode ser traduzido tanto como Alfeu quanto como Clopas. Outra possibilidade é que Alfeu tenha adotado um nome grego semelhante ao seu nome judeu, assim como Saulo adotou o nome Paulo.</p>



<p>Dessa forma, é provável que Tiago, o menor, seja filho de Maria e Clopas. O historiador do século II, Hegésipo, afirma que Clopas era irmão de José, o pai adotivo de Jesus. Logo, Tiago seria sobrinho de José e primo de Jesus, que era filho adotivo de José.</p>



<p>Embora essa identificação dos &#8220;irmãos do Senhor&#8221; como primos de Jesus seja aberta a questionamentos legítimos, nossa incapacidade de determinar com certeza seu status exato com base apenas na evidência bíblica não invalida o ponto principal: a Bíblia deixa claro que eles não eram filhos da Virgem Maria.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Conteúdo inspirado nos&nbsp;<em>Tracts</em>&nbsp;disponibilizados em catholic.com.</p>
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		<title>A Imaculada Conceição de Maria foi necessária?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 15:02:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Imaculada Conceição de Maria foi necessária" decoding="async" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/04/A-Imaculada-Conceicao-de-Maria-foi-necessaria-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A doutrina da Imaculada Conceição de Maria ensina que a Mãe de Jesus foi &#8220;preservada imune de toda mancha do pecado original&#8221;[1] desde o primeiro instante de sua concepção &#8220;por singular graça e privilégio de Deus onipotente&#8221;[2]. O dogma foi oficialmente proclamado pelo Papa Pio IX em 1854 por meio da bula &#8220;Ineffabilis Deus&#8221;. É [&#8230;]</p>
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<p>A doutrina da Imaculada Conceição de Maria ensina que a Mãe de Jesus foi &#8220;preservada imune de toda mancha do pecado original&#8221;[1] desde o primeiro instante de sua concepção &#8220;por singular graça e privilégio de Deus onipotente&#8221;[2]. O dogma foi oficialmente proclamado pelo Papa Pio IX em 1854 por meio da bula &#8220;Ineffabilis Deus&#8221;.</p>



<p>É preciso ressaltar que a formalização desta doutrina como dogma não implica que os católicos passaram a depositar a sua fé nesta verdade somente depois da segunda metade do século XIX. Uma breve leitura da bula papal é suficiente para contestar essa afirmação, pois nela estão contidas as fundamentações bíblicas, teológicas e históricas deste artigo de fé.</p>



<p>Nossos irmãos separados (os protestantes), normalmente[3], rejeitam esta ideia como herética e blasfema. O argumento implícito por trás desta rejeição é o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Se Deus é poderoso o suficiente para fazer com que Maria seja concebida imaculada no ventre de uma mãe pecadora, também é poderoso o suficiente para fazer com que Jesus seja concebido imaculado no ventre de uma mãe pecadora. Assim, como não há nenhuma referência explícita na Bíblia para a imaculada conceição da Mãe do Salvador, nem razão suficiente para admitir tal fato, somos levados a rejeitar completamente esta ideia.</p>
</blockquote>



<p>Este é, de fato, um argumento muito bom e convincente. Tão convincente que tem forçado a grande maioria dos católicos a admitir que realmente não haveria uma razão necessária para a Imaculada Conceição de Maria. A grande maioria das defesas do dogma da Imaculada Conceição têm usado o argumento da conveniência, &#8220;decuit, potuit, fecit!&#8221;[4]. A própria formulação dogmática do Papa Pio IX não vai além desta razão: &#8220;era de todo conveniente que esta Mãe tão venerável brilhasse sempre adornada dos fulgores da santidade mais perfeita”[5].</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-um-novo-argumento">Um novo argumento</h2>



<p>Hoje, no entanto, gostaria de aprofundar a questão e propor um novo[6] argumento, apontando para o fato de que, para além da conveniência, há pelo menos uma razão necessária[7] pela qual Maria deveria, de fato, ser imaculada. O argumento fica da seguinte forma:</p>



<p><strong>Premissa 1</strong>: Era necessário que a natureza humana de Jesus fosse imaculada.</p>



<p><strong>Premissa 2</strong>: Para que a natureza humana de Jesus fosse imaculada, a humanidade de sua mãe, de quem Jesus herda a sua humanidade, também deveria ser imaculada.</p>



<p><strong>Conclusão</strong>: Logo, a mãe de Jesus foi imaculada.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-a-primeira-premissa">A primeira premissa</h3>



<p>As razões da primeira premissa me parecem óbvias. Jesus, enquanto Deus, é a própria santidade e pureza encarnadas. Seria absurdo admitir que Aquele que é o cume e a fonte de toda a santidade e pureza pudesse ter uma natureza humana manchada pelo pecado do qual Ele mesmo veio nos salvar e libertar.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-a-segunda-premissa">A segunda premissa</h3>



<p>A segunda premissa nos é mais desafiadora. A primeira afirmação, de que Jesus herda a sua humanidade de sua mãe Maria, nos parece incontestável, uma vez que devemos admitir que Jesus é consubstancial ao Pai em sua divindade e consubstancial ao homem em sua humanidade. Ou, como se costuma corretamente dizer, Jesus é cem por cento homem e cem por cento Deus. As heresias antigas que buscavam negar uma coisa ou outra já foram superadas e não merecem ser tratadas aqui. Doutrinas cristológicas sérias, mesmo dentro do protestantismo, não discordam essencialmente daquilo que a Igreja Católica historicamente ensina nestes quase dois mil anos[8].</p>



<p>A segunda afirmação desta mesma premissa, de que a humanidade da mãe de Jesus também deveria ser imaculada, é o cerne do nosso argumento. Devo começar apresentando os dois modos pelos quais se é possível realizar a salvação.</p>



<p>O primeiro modo é chamado redenção. Ele consiste no ato de se salvar alguém de uma situação mal ou desastrosa na qual esta pessoa já se encontra, por exemplo, atirar uma boia ao mar para salvá-la do afogamento, ou perdoar seus pecados para salvá-la da morte eterna.</p>



<p>O segundo modo é conhecido por prevenção. Ele consiste no ato de se salvar alguém também de uma situação mal ou desastrosa, porém, antes mesmo que essa pessoa se coloque em risco, por exemplo, impedindo-a de cair no mar para salvá-la de um afogamento iminente ou impedindo-a de contrair o pecado original para salvá-la da morte eterna iminente.</p>



<p>Redenção é o modo pelo qual Deus nos salva, redimindo-nos de todos os nossos pecados (o pecado original e os pecados atuais), aplicando a nós os méritos de Cristo conquistados na Cruz. Isso acontece no nosso batismo, conforme acreditamos como católicos.</p>



<p>Seria contraditório admitir, no entanto, que o próprio Cristo, enquanto homem, fosse redimido de todos os seus pecados como nós, pois sabemos que Ele não contraiu o pecado original nem cometeu pecado algum (cf. Hb 4, 15). Porém, admitir que o Filho de Deus teria sido preservado do pecado, sendo miraculosamente concebido no ventre de uma “mãe pecadora”, não deixa de ser uma ideia igualmente contraditória, uma vez que seria admitir que o salvador, antes, precisou Ele mesmo ser salvo (por prevenção).</p>



<p>Não é possível cogitar a hipótese de que a humanidade de Jesus, o Filho de Deus encarnado, cume e fonte de toda a santidade e pureza, estivesse sujeita à mancha do pecado original, sem cair em contradição. Assim, a afirmação de que a Imaculada Conceição de Maria foi necessária para servir à Encarnação do Verbo e gerar humanidade imaculada de Jesus é uma consequência lógica e necessária que somos forçados a admitir.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-obje-es">Objeções</h4>



<p>É importante enfatizar que essa necessidade não recai sobre os pais da Virgem Maria, nem seus ascendentes, como muitos argumentam. Isso se deve ao fato de que sua “imunidade” ao pecado não é de origem natural, mas miraculosa. No curso natural, Maria estava sujeita ao pecado original como qualquer um de nós. Ela seria, de fato, uma pecadora se não fosse a graça e o favor imerecidos de Deus que, tendo-a escolhido para ser a Mãe do Salvador, a preservou deste terrível mal para que, assim, como a humilde serva do Senhor, pudesse cooperar com a vinda de Seu Filho ao mundo.</p>



<p>Esse privilégio concedido por Deus à Virgem Maria não é uma negação da redenção, mas sim um fruto dela. Maria foi salva de maneira antecipada e extraordinária por meio da redenção de Cristo, antes mesmo de conceber Jesus em seu ventre. Isso não configura nenhuma contradição ou impedimento para Deus, como alguns podem pensar. Afinal, Deus é o Senhor do tempo. Se os méritos de Cristo na cruz podem ser aplicados a nós hoje, quase dois mil anos depois do evento que redimiu o mundo, o que impediria Ele de aplicá-los antecipadamente àquela que seria a mãe do seu Filho, o Salvador Encarnado? Nada.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-a-conclus-o">A conclusão</h3>



<p>Enfim, as premissas apresentadas confirmam a conclusão de que a Imaculada Conceição de Maria é uma verdade necessária e coerente com a natureza divina e humana de Jesus Cristo.</p>



<p>Como tenho dito constantemente, a Mariologia é a fiel guardiã da Cristologia. E aqui temos um exemplo claro de que não poderíamos negar este dogma mariano sem comprometer a compreensão do próprio Cristo como o Salvador e Redentor do mundo.</p>



<p>Salve Maria!</p>



<p><strong>Referências</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ineffabilis Deus, 13.</li>



<li>Ineffabilis Deus, 41.</li>



<li>Nem sempre foi assim. Lutero, por exemplo, admitia a Imaculada Conceição de Maria.</li>



<li>&#8220;[Deus] podia, convinha, então fez.&#8221; (Duns Scotus)</li>



<li>Ineffabilis Deus, 3.</li>



<li>Novo, pelo menos para mim, mas pode ser que alguém já tenha pensado nisso antes, embora eu desconheça.</li>



<li>Estamos falando de uma necessidade hipotética e não absoluta. Absolutamente nem mesmo a figura de Maria foi necessária, uma vez que Deus poderia ter criado a humanidade de Jesus ex nihilo (do nada). A necessidade hipotética é aquela em que uma ação é necessária para alcançar um determinado fim. Isso significa que, se Deus escolheu que o Filho se encarnaria no ventre de uma mulher, era necessário que essa mulher fosse imaculada.</li>



<li>Não admitir, por exemplo, que Jesus herde a sua humanidade de Maria (suas características genéticas, etc., considerando que a parte masculina necessária para a sua concepção é de origem miraculosa), facilmente nos faria cair na heresia do docetismo, para a qual a humanidade de Jesus era apenas aparente. Isso contraria a afirmação bíblica explícita de que Jesus se fez &#8220;igual a nós em tudo&#8221; (cf. Hb 4, 15).</li>



<li>Catecismo da Igreja Católica, 1213-1284.</li>
</ol>
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		<title>Sempre Virgem Maria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 14:39:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Sempre Virgem Maria" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/09/Sempre-Virgem-Maria-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Por: Brand Pitre. Em: Jesus e as Raízes Judaicas de Maria) Se voltarmos aos escritos dos antigos cristãos fora do Novo Testamento, não apenas descobrimos que eles estavam bem cientes da virgindade perpétua de Maria, mas também descobrimos por que pensavam que isso era importante. Tomaremos apenas alguns momentos para mostrar o que os antigos [&#8230;]</p>
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<p><em>(Por: Brand Pitre. Em: Jesus e as Raízes Judaicas de Maria)</em> Se voltarmos aos escritos dos antigos cristãos fora do Novo Testamento, não apenas descobrimos que eles estavam bem cientes da virgindade perpétua de Maria, mas também descobrimos por que pensavam que isso era importante. Tomaremos apenas alguns momentos para mostrar o que os antigos cristãos tinham a dizer sobre o mistério da virgindade perpétua de Maria.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-virgindade-perp-tua-de-maria-no-cristianismo-antigo">A virgindade perpétua de Maria no Cristianismo Antigo</h2>



<p>Hoje em dia, a virgindade perpétua de Maria é amplamente rejeitada por cristãos de muitas denominações, especialmente aqueles que remontam suas origens à Reforma Protestante. Na verdade, tornou-se tão universalmente aceito que Maria teve outros filhos depois de Jesus que os escritores de hoje nem mesmo sentem que devem defender ou explicar a suposição de que Maria teve outros filhos.</p>



<p>No entanto, nem sempre foi assim. Mesmo um estudo superficial do Cristianismo antigo mostra que, desde os primeiros tempos, a crença de que Maria permaneceu virgem foi sustentada por cristãos em todo o mundo conhecido. Considere, por exemplo, as seguintes citações, observando as bases bíblicas para suas crenças:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Se ela se tivesse outros filhos, o Salvador não os teria ignorado e confiado sua Mãe a outra pessoa (João 19: 26–27); nem ela teria se tornado a mãe de outra pessoa.</p><cite>Atanásio, Sobre a Virgindade [século 4 DC]</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A expressão “até” (Mateus 1:25) não precisa levar você a acreditar que José a conheceu posteriormente; antes, é usado para informar que a Virgem não foi tocada pelo homem até o nascimento de Jesus.</p><cite>João Crisóstomo, Homilia sobre Mateus 5,2 [século IV dC]</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Já antes de ser concebido, desejava escolher para si, para nascer, uma virgem consagrada a Deus, como indicam as palavras de Maria respondeu ao anjo, que anunciava a sua maternidade iminente: “Como se fará isso, porque não conheço homem?” (Lucas 1:34). E ela certamente não teria respondido dessa forma se já não tivesse feito o voto de virgindade.</p><cite>Agostinho, Sobre a virgindade perpétua 4.4 [início do século V DC]</cite></blockquote>



<p>Observe que este testemunho da virgindade perpétua de Maria vem de cristãos que vivem no Oriente e no Ocidente, escrevendo em latim e grego. De fato, a crença na virgindade perpétua era tão difundida que desde os primeiros tempos foi considerada como uma pedra de toque do autêntico ensino cristão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não há nenhum filho de Maria exceto Jesus, segundo a opinião de quem pensa corretamente sobre ela.</p><cite>Orígenes, Comentário sobre João, 1.4 [século III dC]</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Aqueles que amam a Cristo se recusam a ouvir que a Mãe de Deus deixou de ser virgem em um determinado momento.</p><cite>Basílio de Cesaréia, Homilia sobre a Santa Natividade de Cristo, 5 [século IV DC]</cite></blockquote>



<p>De fato, no final do século IV DC, quando um escritor romano chamado Helvídio publicou um livro afirmando que os &#8220;irmãos&#8221; e &#8220;irmãs&#8221; de Jesus eram os filhos de Maria, ele trouxe sobre sua cabeça a ira do grande estudioso bíblico Jerônimo. Em seu tratado A virgindade perpétua de Maria, Jerônimo enraizou sua crença na virgindade perpétua de Maria na Bíblia: “Acreditamos que Deus nasceu de uma virgem, porque lemos isso. Que Maria se casou [= teve relações sexuais] depois do parto, não acreditamos, porque não lemos” (Contra Helvídio 21). Eventualmente, a crença na virgindade perpétua de Maria era tão universal que quando os líderes cristãos de todo o mundo se reuniram no segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla, em 553 DC, deram a Maria o título oficial de “Sempre Virgem” (grego: <em>Aeiparthenos</em>).</p>



<h2 class="wp-block-heading">A perpétua virgindade de Maria: por que isso importa?</h2>



<p>Claro, isso ainda nos deixa com a pergunta E daí? Por que a virgindade perpétua de Maria é importante? Apresentarei três reflexões finais.</p>



<p>Em primeiro lugar, a virgindade de Maria é importante pela mesma razão que a virgindade de Jesus é importante: <strong>porque a verdade é importante. </strong>Assim como não é certo que os escritores de ficção afirmem que é um &#8220;fato&#8221; que Jesus foi casado com Maria Madalena, é irresponsável que os estudiosos ignorem a evidência de que Maria pretendia permanecer, e de fato permaneceu, uma virgem toda a sua vida. Como vimos, a virgindade perpétua de Maria dá o melhor sentido à maioria das evidências do Novo Testamento. Todas as outras teorias têm lacunas. Eles falham completamente em explicar por que os mesmos Evangelhos que se referem a Tiago e José como os “irmãos” de Jesus também os identificam como filhos de outra mulher chamada Maria. Eles também não explicam como dois desses mesmos irmãos, Tiago e Simão, tornaram-se os primeiros bispos de Jerusalém e eram amplamente conhecidos como primos de Jesus, filhos de seu tio Clopas.</p>



<p>Em segundo lugar, a virgindade perpétua de Maria é importante porque aponta além dela para a ressurreição final dos mortos e a vinda da nova criação. Uma das razões pelas quais Jesus era celibatário e chamava outros à abstinência sexual era &#8220;por amor do reino dos céus&#8221; (Mateus 19:12), para que, por sua virgindade, eles apontassem para a vida do “século vindouro” (Lucas 20: 34-36) &#8211; o novo mundo em que todos serão celibatários. Agora, se Maria é a nova Eva da nova criação, então faz sentido que ela também escolha viver, de uma maneira única, a vida virginal da ressurreição. A virgindade perpétua de Maria aponta-nos, portanto, para a vida eterna no mundo vindouro, a ressurreição e a nova criação, na qual as relações matrimoniais normais acabarão porque a morte não existirá mais.</p>



<p>Finalmente, a virgindade perpétua de Maria é importante porque Maria, como Jesus, não é uma pessoa comum. De acordo com o Novo Testamento, Maria é a nova Eva, a nova Arca, a nova rainha-mãe. Como uma virgem perpétua, Maria é ainda mais do que isso; ela também se torna um símbolo da Igreja, que é ao mesmo tempo a noiva virgem de Cristo e a mãe fecundade todosos cristãos. Nas palavras deAmbrósio de Milão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Adequadamente é [Maria] desposada, mas Virgem porque ela prefigura a Igreja imaculada, mas casada. Uma Virgem nos concebeu do Espírito, uma Virgem nos dá à luz sem dores de parto.</p><cite>Ambrósio, Sobre Lucas, 2,6-7 [século 4 DC]</cite></blockquote>



<p>Observe a última linha: Maria deu à luz “sem dores de parto”. O que Ambrósio quer dizer? Para responder a essa pergunta, precisaremos considerar a próxima crença cristã antiga sobre Maria — uma que é menos conhecida atualmente, mas ainda mais misteriosa do que sua virgindade perpétua. Estou falando aqui da crença de que não apenas a concepção de Jesus foi milagrosa, mas também o seu nascimento.</p>
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		<title>Quem são os irmãos de Jesus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 18:46:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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<p>(por: Brand Pitre. Em: Jesus e as Raízes Judaicas de Maria) Como é bem sabido, o Novo Testamento contém várias referências aos “irmãos” e “irmãs” de Jesus. À primeira vista, essas passagens parecem ser o argumento mais forte contra a virgindade perpétua de Maria. Eles são certamente a razão mais popular para pensar que Maria teve [&#8230;]</p>
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<p><em>(por: Brand Pitre. Em: Jesus e as Raízes Judaicas de Maria)</em> Como é bem sabido, o Novo Testamento contém várias referências aos “irmãos” e “irmãs” de Jesus. À primeira vista, essas passagens parecem ser o argumento mais forte contra a virgindade perpétua de Maria. Eles são certamente a razão mais popular para pensar que Maria teve outros filhos além de Jesus. Mais uma vez, no entanto, precisamos examinar essa evidência em seu antigo contexto judaico. Quando fazemos isso, algumas das passagens que mencionam os “irmãos” de Jesus na verdade apresentam evidências importantes de que Maria não teve outros filhos. Vamos examinar os dados por alguns instantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-os-irm-os-de-jesus-filhos-de-outra-maria">Os “irmãos” de Jesus = filhos de outra Maria</h2>



<p>O primeiro e mais importante motivo para concluir que os “irmãos” de Jesus não são&nbsp;filhos de Maria é também o mais frequentemente esquecido. É o seguinte: os próprios Evangelhos afirmam explicitamente que os chamados irmãos de Jesus são, na verdade, filhos de outra mulher chamada Maria.</p>



<p>Para ver isso claramente, tudo o que precisamos fazer é comparar as identidades dos “irmãos” de Jesus no relato do ministério de Jesus em Nazaré com os relatos das pessoas presentes em sua crucificação e sepultamento. Por uma questão de conveniência, vou me concentrar nas evidências do Evangelho de Marcos, prestando muita atenção aos nomes dos“irmãos” de Jesus:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ele saiu dali e veio para o seu próprio país &#8230; E no sábado ele começou a ensinar na sinagoga; e muitos que o ouviram ficaram surpresos, dizendo: “&#8230; Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago e José e Judas e Simão, e não estão suas irmãs aqui conosco?”</p><cite>(Marcos 6: 1-3)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>E Jesus deu um grande grito e deu seu último suspiro &#8230; Também haviam mulheres olhando de longe, entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, a mãe de Tiago o mais jovem e de José, e Salomé, o qual, quando ele estava na Galiléia, o seguiam e o serviam.</p><cite>(Marcos 15:37, 40–41)</cite></blockquote>



<p>Por um lado, o Evangelho de Marcos indiscutivelmente identifica “Tiago” e “José” como dois dos “irmãos” (grego&nbsp;<em>adelphoi</em>) de Jesus (Marcos 6: 3). Como qualquer dicionário&nbsp;grego lhe dirá, o significado mais comum da palavra “irmão” é o mesmo que em português: “um homem do mesmo útero.”</p>



<p>Por outro lado &#8211; e isso é crucial &#8211; o Evangelho de Marcos também fornece evidências sólidas de que os mesmos dois homens,&nbsp;“Tiago”&nbsp;e&nbsp;“José”, são filhos de uma mulher diferente&nbsp;chamada Maria. Essa outra Maria é mencionada três vezes no relato da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus. Na crucificação, ela é chamada de “Maria, a mãe de Tiago, o mais jovem, e de José” (Marcos 15:40). No enterro de Jesus, ela é chamada de “Maria, a mãe de José” (Marcos 15:47). Na manhã da ressurreição, ela é chamada de “Maria, a mãe de&nbsp;Tiago” (Marcos 16: 1). Quem é esta mulher? Obviamente, Marcos nunca se referiria à mãe de&nbsp;Jesus como &#8220;a mãe de Tiago e José&#8221;, ou &#8220;a mãe de Tiago&#8221; ou &#8220;a mãe de José&#8221;, especialmente quando ele já se referiu a Maria como&nbsp;a &#8220;mãe de Jesus.”&nbsp;Duas vezes em seu Evangelho (Marcos 3:31, 32). Embora os estudiosos façam algumas tentativas desesperadas de evitar o óbvio, a única explicação plausível é que a mãe de Tiago e José é uma Maria diferente e, portanto, Tiago e José não são filhos da virgem Maria.</p>



<p>Em apoio desta conclusão, é importante enfatizar que a mesma coisa é verdadeira para Tiago e José no Evangelho de Mateus (embora Mateus use a forma hebraica apropriada “Joset” em vez de “José”). Na verdade, Mateus até se refere a Maria, a mãe de Tiago e José, como “a outra Maria”!</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Havia também muitas mulheres ali, olhando de longe, que haviam seguido Jesus desde a Galiléia, ministrando a ele; entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, a mãe de Tiago e José, e a mãe dos filhos de Zebedeu &#8230; E José [de Arimatéia] tomou o corpo, envolveu-o em uma mortalha de linho limpo e colocou-o em sua própria nova tumba, que ele havia escavado na rocha; e rolou uma grande pedra até a porta da tumba e partiu. Maria Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas em frente ao sepulcro.</p><cite>(Mateus 27: 55- 56, 59-61; cf. 13:55)</cite></blockquote>



<p>Não é crível que Mateus se refira à mãe de Jesus como “a outra Maria”. Por causa disso,&nbsp;os estudiosos protestantes WD Davies e Dale Allison admitem que esta evidência sugere que&nbsp;“os irmãos de Jesus” mencionados anteriormente no Evangelho (Mateus 13:55) “não eram filhos da mãe de Jesus, mas de outra Maria.”&nbsp;Eu concordo. Mas eu acrescentaria que os irmãos deJesus também não podemser filhos de José deum casamento anterior, como algumas pessoas sugerem. A razão é simples. Para José ficar viúvo, sua esposa deve ter morrido. Mas Maria, a mãe de Tiago e José, obviamente ainda estava viva na época da ressurreição!</p>



<p>Na verdade, quando Lucas se refere a ela simplesmente como “Maria, a mãe de Tiago” (Lucas 24:10), pode-se argumentar que ele deve estar se referindo ao famoso líder da igreja em Jerusalém, também conhecido como “Tiago irmão do Senhor” (Gálatas 1:19). A razão é simples. Nas palavras de Richard Bauckham:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Normalmente na igreja primitiva apenas Tiago, o irmão do Senhor, podia ser chamado de Tiago, sem risco de ambiguidade”.</p><cite>(ver Atos 12:17; 15:13; 21:18; 1 Coríntios 15: 7; Judas 1)</cite></blockquote>



<p>sso nos leva à importante questão. Se Tiago e José são filhos de outra Maria, por que são chamados de “irmãos” de Jesus? A resposta é bastante simples: em um contexto judaico antigo, a palavra grega para “irmãos” (<em>adelphoi</em>) poderia ser usada como sinônimo para parentes próximos, como primos. Muitos exemplos desse uso podem ser dados. Por enquanto, considere três:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Mas Jacó ficou com raiva e brigou com Labão [seu tio]; Jacó disse a Labão: “&#8230;<br>O que você achou de todos os vasos de sua casa? Defina aqui diante de meus irmãos e seus irmãos, que eles podem decidir entre nós dois.”</p><cite>(Gênesis 31: 36–37 LXX)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Os filhos de Mali [eram] Eleazar e Quis. E Eleazar morreu, mas ele não tinha filhos, apenas filhas. E os filhos de Kish, seus irmãos, casaram-se com eles. </p><cite>(1 Crônicas 23: 21–22 LXX)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No mesmo dia, os filhos e irmãos do rei Izates (&#8230;) suplicaram a César que lhes concedesse uma promessa de proteção. Por enquanto, ele os mantinha todos sob custódia; os filhos e parentes do rei ele subsequentemente trouxe acorrentados para Roma. </p><cite>(Josefo, Guerra, 6,356-57)</cite></blockquote>



<p>Observe aqui que é o contexto que nos dá a pista de quando a palavra “irmãos” significa “parentes” ou “primos”. No contexto, Jacó está claramente usando “irmãos” (grego&nbsp;<em>adelphoi</em>) para se referir a seus primos, os filhos de seu tio Labão (Gênesis 31:37 LXX). Da mesma forma,&nbsp;na segunda passagem, os “irmãos” (do grego&nbsp;<em>adelphoi</em>) das filhas de Eleazar são explicitamente identificados como primos de primeiro grau, filhos do tio das meninas Kish. Por último, mas certamente não menos importante, Josefo prova que um judeu do primeiro século podia usar as&nbsp;palavras “irmãos” (grego&nbsp;<em>adelphoi</em>) e “parentes” (grego&nbsp;<em>singeneis</em>) como sinônimos no mesmo texto grego.</p>



<p>Da mesma forma, quando se trata dos “irmãos” de Jesus nos Evangelhos, temos que&nbsp;determinar o significado da palavra no contexto. Se tudo o que tivéssemos fosse a referência aos irmãos de Jesus durante seu ministério em Nazaré, seria razoável presumir que eles eram&nbsp;seus “irmãos” de sangue. No entanto, se mais tarde no mesmo Evangelho dois desses irmãos, &#8220;Tiago e José&#8221;, forem explicitamente identificados como filhos de outra mulher chamada Maria, então a explicação óbvia é que a palavra &#8220;irmãos&#8221; está sendo usada para se referir a &#8220;parentes&#8221; de Jesus. Se houver alguma dúvida sobre isso, é importante ressaltar que o próprio Jesus&nbsp;realmente usa a palavra para “primos” ou “parentes” para descrever seus supostos irmãos e&nbsp;irmãs.</p>



<p>Releia a evidência de Marcos, desta vez prestando atenção à declaração final de Jesus:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago e José e Judas e Simão, e não estão suas irmãs aqui conosco?” E eles se ofenderam com ele. E Jesus disse-lhes: “Um profeta não fica sem honra, exceto em sua própria terra, e entre seus próprios primos (grego <em>singeneusin</em>), e em sua própria casa”.</p><cite>(Marcos 6: 3-4)</cite></blockquote>



<p>A palavra que traduzi aqui como “primo” (grego&nbsp;<em>syngeneus</em>) vem da mesma raiz grega&nbsp;que a referência do anjo Gabriel a Isabel como “prima” de Maria (grego&nbsp;<em>syngenis</em>) (ver Lucas 1: 36 KJV, Douay-Rheims). Que possível razão pode ser dada para Jesus se referir a seus&nbsp;“irmãos” e “irmãs” como seus “parentes” ou “primos”? Talvez porque, de acordo com oEvangelho de Marcos, eles sejam seus primos.</p>



<p>Agora, poderíamos simplesmente parar por aqui. Se tudo o que tivéssemos fossem as evidências dos Evangelhos de Mateus e Marcos, seria suficiente concluir que os chamados irmãos de Jesus são de fato seus parentes próximos. Eles são filhos de outra mulher chamada Maria da Galiléia. Mas esta não é a única evidência que possuímos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Outra Maria = Maria, a Esposa de Clopas</strong></h2>



<p>Quando se trata da identidade dos irmãos de Jesus, o Evangelho de João também fornece uma pista importante para a identidade da “outra Maria” que estava presente na crucificação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Estavam ao lado da cruz de Jesus sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, a esposa de Clopas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e o discípulo que ele amava perto, disse a sua mãe: &#8220;Mulher, eis o teu filho!&#8221; Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe!” E a partir daquela hora o discípulo a levou para sua casa.</p><cite>(João 19: 25-27)</cite></blockquote>



<p>Este relato da morte de Jesus nos fornece três percepções mais significativas sobre o&nbsp;relacionamento entre Jesus, Maria e seus “irmãos”.</p>



<p>Primeiro, observe que João identifica a segunda mulher na cruz como “a irmã de sua mãe, Maria” (João 19:25). Embora seja fácil perder o ponto principal, este versículo fornece&nbsp;suporte importante para a palavra “irmã” (do grego&nbsp;<em>adelphē</em>) sendo usada para se referir a alguém que não seja uma irmã de sangue. Parece extremamente improvável que os pais de Maria tivessem dado a ela e a sua irmã o nome de Maria.</p>



<p>No entanto, o texto faz todo o sentido se João estiver usando a palavra “irmã” para se&nbsp;referir a um parente próximo da mãe de Jesus.</p>



<p>Em segundo lugar, e ainda mais importante, quando João se refere a essa mulher como&nbsp;“Maria, a esposa de Clopas” (João 19:25), ele nos dá uma pista importante para a identidade da “outra Maria” referida por Mateus e Marcos. Se João está se referindo à mesma Maria que&nbsp;Mateus e Marcos dizem que estava presente na crucificação e sepultamento de Jesus &#8211; Maria, a mãe de Tiago e José &#8211; então temos mais evidências de que Tiago e José não são filhos da mãe de Jesus.</p>



<p>Nem são filhos de José de um casamento anterior. Em vez disso, seriam filhos de outro homem &#8211; um homem chamado Clopas.</p>



<p>Terceiro e último, mas não menos importante, no relato de João, Jesus dá sua mãe, Maria, ao discípulo amado para ter como “sua” mãe (João 19: 26–27). Não consigo enfatizar o suficiente: se Maria tivesse tido outros filhos no momento da crucificação, seria inédito Jesus dar sua mãe a um de seus discípulos. Em um antigo contexto judaico, deixar de cuidar dos pais idosos era um pecado grave &#8211; que o próprio Jesus descreve como uma ofensa capital (ver Marcos 7: 9–13). Assim, a explicação mais plausível de por que Jesus se esforça tanto em meio à morte para garantir que sua mãe seja cuidada pelo discípulo amado é que Maria não tem outros filhos. Ele é seu único filho.</p>



<p>Mais uma vez, poderíamos simplesmente parar por aqui. Se tivéssemos apenas as evidências do Novo Testamento que acabamos de examinar, seria suficiente concluir com segurança que os chamados irmãos de Jesus são na verdade seus parentes próximos, os filhos de Maria e Clopas, parentes da família de Jesus. No entanto, o Novo Testamento não é a única evidência histórica relevante que possuímos. Também temos evidências da identidade dos irmãos de Jesus na história da igreja antiga &#8211; evidências que muitas vezes são misteriosamente ignoradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os “Irmãos” de Jesus = Os Primeiros Bispos de Jerusalém</strong></h2>



<p>De acordo com o antigo historiador cristão Hegesipo &#8211; que aparentemente foi a primeira&nbsp;pessoa a escrever uma “história” da Igreja&nbsp;&#8211; dois dos chamados irmãos de Jesus (Tiago e Simão) também aconteceu de ser os dois primeiros bispos de Jerusalém. Além disso, eles eram&nbsp;amplamente conhecidos como “primos” de Jesus!</p>



<p>Considere o seguinte testemunho de Hegesipo, que é citado por Eusébio em sua história da Igreja do quarto século:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O mesmo escritor [Hegesipo] também [escreve] &#8230; como segue: “Depois de Tiago, o Justo sofreu o martírio pelo mesmo motivo que o Senhor, Simão, seu primo, filho de Clopas, foi nomeado bispo, a quem todos eles propuseram porque ele era outro primo (grego, <em>anepsion</em>) do Senhor. </p><cite>(Hegesipo [século 2 dC], citado em Eusébio, História da Igreja, 4.22)</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Após o martírio de Tiago e a conquista de Jerusalém que se seguiu imediatamente, é dito que os apóstolos e discípulos do Senhor que ainda estavam vivos vieram Juntos de todas as direções com aqueles que eram relacionados ao Senhor segundo a carne (pois a maioria deles também ainda estava viva) para aconselhar-se sobre quem era digno de suceder a Tiago. Todos eles com um consentimento pronunciaram Simão, o filho de Clopas, de quem o Evangelho também faz menção; ser digno do trono episcopal daquela paróquia. Ele era um primo (grego, <em>anepsion</em>), como se costuma dizer, do Salvador. Pois Hegesipo registra que Clopas era irmão de José (do grego <em>adelphon tou Iōsēph</em>).</p><cite>(Hegesipo [século 2 DC], citado em Eusébio, História da Igreja 3.11.1–2)</cite></blockquote>



<p>Surpreendentemente, o testemunho de Hegesipo de que os chamados irmãos de Jesus eram de fato seus “primos” (grego <em>anepsioi</em>) é frequentemente simplesmente ignorado por estudiosos que afirmam que Maria teve outros filhos. Mas, em face de tais evidências históricas, isso é inaceitável. Tiago e Simão, dois doschamados irmãos de Jesus, não eram figuras obscuras na Igreja primitiva. Na verdade, eles foram os primeiros dois bispos de Jerusalém e alguns dos primeiros mártires. Mais importante, eles eram conhecidos como “primos” de Jesus. Observe aqui que a identificação de Hegesipo de Tiago e Simão como primos de Jesus é declarada simplesmente como uma questão de fato histórico. Não há evidências de que ele esteja tentando defender a virgindade perpétua de Maria. Ao contrário, Hegesipo está simplesmente relatando a história dos bispos em Jerusalém.</p>



<p>Agora, se Hegesipo está certo, então a evidência histórica mais antiga que possuímos combina perfeitamente com a evidência do Novo Testamento, vimos que os chamados irmão s de Jesus &#8211; Tiago, José, Simão e Judas &#8211; eram na verdade filhos de outra mulher chamada Maria (Marcos 6: 1-3 15:37, 40-41; cf. Lucas 24:10). Também faz todo o sentido se esta &#8220;outra Maria&#8221; é a mesma mulher que é chamada de &#8220;esposa de Clopas&#8221; (João 19:25):</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="147" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/08/Grafico.png" alt="" class="wp-image-11683" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/08/Grafico.png 379w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2022/08/Grafico-300x116.png 300w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></figure>



<p>Esta, eu sugeriria, é a solução mais simples e historicamente plausível para o mistério dos “irmãos” de Jesus. Novamente, a melhor explicação para a antiga afirmação cristã de que os “irmãos” de Jesus eram seus primos é que os irmãos de Jesus eram na verdade seus primos.</p>
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		<title>Quem é Jesus Cristo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooperadores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Quem é Jesus Cristo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Jesus-Cristo-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>A nossa fé cristã é ao que de mais importante temos em nossa vida. Toda a nossa cultura ocidental, assim como nossas vidas, foram fundadas em torno da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.&#160; Mesmo assim, há inúmeras pessoas que se identificam como católicos e que nunca pararam um minuto sequer para ler um livro [&#8230;]</p>
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<p>A nossa fé cristã é ao que de mais importante temos em nossa vida. Toda a nossa cultura ocidental, assim como nossas vidas, foram fundadas em torno da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.&nbsp;</p>



<p>Mesmo assim, há inúmeras pessoas que se identificam como católicos e que nunca pararam um minuto sequer para ler um livro sobre a vida de Nosso Senhor. O conhecimento delas está limitado a alguns trechos do Evangelho ouvidos nas Missas de domingo.&nbsp;</p>



<p>Um mínimo que qualquer católico alfabetizado precisa fazer é ler a vida de Nosso Senhor conforme narrada no Novo Testamento por São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Mas não devemos parar por aí; depois disso, devemos nos aprofundar nos livros que meditam sobre esta Santa vida.&nbsp;</p>



<p>Nosso propósito, hoje, será introduzir alguns pontos da vida de Nosso Senhor. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-vida-de-nosso-senhor-jesus-cristo"><strong>A vida de Nosso Senhor Jesus Cristo</strong></h2>



<p>O primeiro grande acontecimento da vida de Nosso Senhor foi a Encarnação no momento da Anunciação, tema sobre o qual nos debruçamos na última catequese. Nove meses depois da Anunciação, aconteceu o nascimento de Jesus – o primeiro Natal – que foi seguido da vinda dos Magos do Oriente – os Reis Magos. Para o povo de Israel, a vinda do Messias traria a grandeza e a glória para o reino do Povo Escolhido. Por isso a vinda dos Reis Magos é de crucial importância significativa para nós que não somos judeus, pois foi por ela que Deus anunciou ao mundo que a salvação trazida por seu Filho seria tanto para os gentios como para os judeus. Essa vinda dos Reis Magos até Jesus é conhecida pelo nome grego de <strong>Epifania. </strong>Diz o Catecismo da Igreja Católica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo. Juntamente com o batismo de Jesus no Jordão e as bodas de Caná, a Epifania celebra a adoração de Jesus pelos <em>magos</em> vindos do Oriente (Mt 2, 1). Nesses <em>magos</em>, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações, que acolhem a Boa-Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém, para <em>adorar o rei dos judeus</em> (Mt 2, 2), mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, Aquele que será o rei das nações. A sua vinda significa que os pagãos não podem descobrir Jesus e adorá-Lo como Filho de Deus e Salvador do mundo, senão voltando-se para os Judeus e recebendo deles a sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “todos os povos entram na família dos patriarcas” e adquire a “i<em>sraelitica dignitas”</em> – a dignidade própria do povo eleito.</p><cite>(CIC, 528)</cite></blockquote>



<p>Depois da visita dos Magos, ocorreu a fuga da Sagrada Família para o Egito, por conta da perseguição de Herodes. Passados os anos no Egito a Sagrada Família voltou para Nazaré.&nbsp;</p>



<p>O próximo grande acontecimento da vida do Cristo é a sua ida a Jerusalém com José e Maria para a celebração da Páscoa. Todos conhecemos a história de como Jesus se perdeu de seus pais e foi reencontrado entre os Doutores da Lei. São Pio X resume a história da seguinte maneira:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Tendo Jesus completado doze anos, seus pais O levaram a Jerusalém para as festas de Páscoa, que duravam sete dias. Terminadas as celebrações, José e Maria partiram para Nazaré, mas Jesus, sem que eles percebessem, permaneceu em Jerusalém. Depois de um dia de caminho procuraram-No em vão entre os parentes e conhecidos, regressando em seguida aflitos para Jerusalém. Encontrando-O ao terceiro dia no Templo, sentado entre os doutores ouvindo-os e interrogando-os, a Mãe docemente lhe perguntou por que havia feito se procurar assim. A resposta de Jesus foi a primeira declaração de sua divindade: “E por que me procuráveis? Não sabíeis que preciso tratar das coisas de meu Pai?”</p><p>Depois disso, voltou com eles para Nazaré. Deste ponto até a idade de trinta anos, nada de particular nos conta o Evangelho sobre Ele, resumindo toda a história desse tempo nestas palavras: “Jesus vivia obediente a Maria e José, e crescia em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”.</p><p>Pelo fato de Jesus ter passado em Nazaré o tempo de sua vida privada, foi chamado mais tarde: Jesus de Nazaré.</p></blockquote>



<p>Na narrativa do Evangelho de São Lucas, a história do reencontro de Jesus Cristo é terminada com a seguinte frase: <em>Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens</em> (Lc 2, 52).&nbsp;</p>



<p>Essa frase nos levanta uma questão: Nosso Senhor precisou aprender como as outras crianças? A isso responde o Padre Leo Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para responder a este ponto, recordemos que Jesus tinha duas naturezas, a humana e a divina. Por isso, tinha dois tipos de conhecimento: o infinito, isto é, o conhecimento de tudo, que evidentemente Jesus, como Deus, possuía desde o princípio da sua existência no seio de Maria; e, como homem, o conhecimento humano. Por sua vez, este conhecimento humano de Jesus era de três espécies.</p><p>Jesus, em primeiro lugar, possuía o conhecimento beatífico desde o momento da sua concepção, consequência da união de sua natureza humana com uma natureza divina. Este conhecimento é similar ao que você e eu teremos quando virmos a Deus no céu. Depois, Jesus possuía também a ciência infusa, um conhecimento completo das coisas criadas — como o que Deus concedeu aos anjos e a Adão —, conferido diretamente por Deus, e que não se tem de adquirir por raciocínios laboriosos, partindo dos dados colhidos pelos sentidos. Além disso, Jesus possuía o conhecimento experimental — o conhecimento pela experiência — , que ia adquirindo à medida que crescia e se desenvolvia. </p><cite>(TRESE, 1999, p. 75)</cite></blockquote>



<p>Depois do episódio do reencontro entre os Doutores da Lei, a Bíblia não narra nenhum outro episódio da infância de Jesus. Com isso Nosso Senhor quis nos ensinar que, diante de Deus, não existe pessoa alguma sem importância nem trabalho algum que seja trivial. Diz o CIC:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Durante a maior parte da sua vida, Jesus partilhou a condição da imensa maioria dos homens: uma vida quotidiana sem grandeza aparente, vida de trabalho manual, vida religiosa judaica sujeita à Lei de Deus, vida na comunidade. De todo este período, é-nos revelado que Jesus era “submisso” a seus pais e que <em>ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens</em> (Lc 2, 52).</p><p>A vida oculta de Nazaré permite a todos os homens entrar em comunhão com Jesus, pelos diversos caminhos da vida quotidiana: “Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho [&#8230;] Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh! se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito [&#8230;]! Uma lição de vida familiar Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável [&#8230;]. Uma lição de trabalho, Nazaré, a casa do &#8220;Filho do carpinteiro&#8221;! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano [&#8230;] Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande modelo, o seu Irmão divino” (São Paulo VI, <em>Discurso,</em> 5/01/1964, em Nazaré) (CIC 531 e 533).</p></blockquote>



<p>&nbsp;&nbsp; Deus não nos mede pela importância do nosso trabalho, mas com a fidelidade que empregamos no cumprir a missão que nos foi dada. Os silenciosos anos que Jesus passou em Nazaré são tão redentores quantos os momentos de sua vida pública.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-redentor"><strong>O Redentor</strong></h2>



<p>A palavra “redimir” significa comprar de novo. Por isso chamamos Jesus de <strong>Redentor</strong>, pois coube a Ele reestabelecer a nossa relação com Deus; e a tarefa que ele realizou é chamada de <strong>Redenção.&nbsp;</strong></p>



<p>O homem voltou-se contra Deus recusando a dar a Ele o seu amor, por isso a missão de Cristo assumiu a forma de um amor infinito. Diz o Padre Trese:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Tudo o que Deus faz tem valor infinito. Por ser Deus, o menor dos sofrimentos de Cristo era suficiente para pagar o repúdio de Deus pelos homens. O mais leve calafrio que o Menino Jesus sofresse na gruta de Belém bastaria para reparar todos os pecados que os homens pudessem empilhar no outro prato da balança.</p><p>Mas, no plano de Deus isso não era o bastante. O Filho de Deus realizaria seu ato de obediência infinitamente perfeita até o ponto de aniquilar-se totalmente até o ponto de morrer no Calvário ou Gólgota. que significa &#8220;Lugar da Caveira”.  O Calvário foi o ápice, a culminância do ato redentor. Tanto Nazaré como Belém fazem parte do caminho que a ele conduz. Pelo fato de a paixão e a morte de Cristo terem superado tanto o preço realmente necessário para satisfazer pelo pecado, Deus nos tornou patente de um modo inesquecível as duas lições paralelas da infinita maldade do pecado e do infinito amor que Ele nos tem.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 77)</cite></blockquote>



<p>A última fase da vida terrena de Jesus é compreendida por sua <strong>vida pública</strong>. Que começou com o primeiro milagre nas bodas de Caná e desenvolveu-se durante três anos. Enquanto viajava e pregava, o Cristo operou muitos <strong>milagres</strong>, movido por sua infinita misericórdia e para provar a sua autoridade. Os milagres de Jesus não deixavam espaços para dúvidas em relação à sua Pessoa.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Jesus acompanha as suas palavras com numerosos <em>milagres, prodígios e sinais</em> (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n&#8217;Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado.</p><p>Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer n&#8217;Ele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé n&#8217;Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser “ocasião de queda” (Mt 11, 6). Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios.</p><cite>(CIC, 547-548)</cite></blockquote>



<p>Jesus também lembrou em sua pregação da vinda do Reino de Deus, que fora prometido para o reino eterno do céu. Ao contrário da antiga religião judaica que esperava um reino vitorioso terrestre.&nbsp;</p>



<p>Também escolheu os doze homens que seriam os responsáveis por conduzir a vida do reino que Ele estava fundando: a Igreja.&nbsp;</p>



<p>Assim encerramos mais esta catequese.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias-bibliogr-ficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada&nbsp;</strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>Quem é Maria?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 14:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Deus e Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Quem é Maria" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2021/05/Quem-e-Maria-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
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<p>No dia 25 de março, a Igreja celebra o acontecimento mais ilustre de todos os tempos, o maior milagre já realizado por Deus: a&nbsp;<strong>Anunciação.&nbsp;</strong>No dia da Anunciação, no dia&nbsp;que Deus se encarnou, a distância infinita que havia entre nós e Deus foi eliminada. Através de seu poder infinito, Deus uniu a sua natureza divina a uma natureza humana. Algo ainda mais incrível resultou deste fato: dele não surgiu um ser com duas personalidades, a Deus e de um homem; as duas naturezas foram unidas em uma única Pessoa, chamada de Jesus Cristo, que é Deus e homem.</p>



<p>Diz o Padre Leo Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Esta união do divino e do humano numa Pessoa é tão singular, tão especial, que não admite comparação com outras experiências humanas, e, portanto, está fora da nossa capacidade de compreensão. Com o a Santíssima Trindade, é um dos grandes mistérios da nossa fé, a que chamamos o mistério da Encarnação.</p><cite>(TRESE, 1999, p.68)</cite></blockquote>



<p>A essa união das duas naturezas é chamada de&nbsp;<strong>união hipostática</strong>, que tem sua origem no termo grego&nbsp;<em>hipostásis</em>, que significa “o que está debaixo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-fonte-da-natureza-humana-do-cristo"><strong>A fonte da natureza humana do Cristo</strong></h2>



<p>Para que o Redentor tivesse uma natureza, Deus escolheu uma jovem virgem, da descendência de Davi, para ser a fonte e a raiz dessa natureza. Nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Deus enviou o seu Filho” (GI 4, 4). Mas, para Lhe “formar um corpo” (Hb&nbsp;10, 5), quis a livre cooperação de uma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galileia,&nbsp;“virgem que era noiva de um homem da casa de David, chamado José. O nome da virgem era Maria”&nbsp;(Lc 1, 26-27).</p><cite>(CIC, 488)</cite></blockquote>



<p>Maria fora agraciada com aquilo que Adão havia perdido: desde o momento de sua concepção ela foi preservada do Pecado Original. Por isso, a Divina Maternidade foi mais um dom concedido por Deus a sua mais dileta filha. A Mãe do Messias que esmagou a cabeça de Satanás não esteve sob o domínio dele nem por um instante.</p>



<p>Maria era uma virgem que fez um voto de&nbsp;<strong>castidade perpétua.&nbsp;</strong>Mas, mesmo com seu voto, ela estava prometida a um santo homem&nbsp;– “varão justo”, como o descreve o Evangelho, &#8211;&nbsp;também jovem,&nbsp;chamado José. São José precisava ser um homem justo e puríssimo, pois a ele&nbsp;caberia o governo e o sustento da Sagrada Família. São José também deveria respeitar o voto de castidade da Virgem. Nos ensina o Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Não nos surpreende, pois, que José, a pedido dos pais de Maria, aceitasse gozosamente ser o esposo legal e verdadeiro de Maria, ainda que conhecesse a sua promessa de virgindade e soubesse que o matrimônio nunca seria consumado. Maria permaneceu virgem não só ao dar à luz Jesus, mas durante toda a sua vida. Quando o Evangelho menciona “os irmãos e irmãs” de Jesus, devemos recordar de que é uma tradução grega do original hebraico, e que neste caso essas palavras significam simplesmente “parentes consanguíneos”, mais ou menos o mesmo que a nossa palavra “ primos”.</p><cite>(TRESE, 1999, pp. 69-70)</cite></blockquote>



<p>Nos ensina também o Catecismo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo «não diminuiu, antes consagrou a integridade virginal» da sua Mãe (LG). A Liturgia da Igreja celebra Maria&nbsp;<em>Aeiparthenos</em>&nbsp;como a “sempre Virgem”.</p><p>A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus (Mc 3, 31-35). A Igreja entendeu sempre estas passagens como não designando outros filhos da Virgem Maria. Com efeito, Tiago e José,&nbsp;<em>irmãos de Jesus</em>&nbsp;(Mt 13, 55), são filhos duma Maria discípula de Cristo (Mt 27, 56) designada significativamente como&nbsp;<em>a outra Maria</em>&nbsp;(Mt 28, 1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento (Gn&nbsp;13, 8; 14, 16; 29, 15).</p><cite>(CIC, 499-500)</cite></blockquote>



<p>Maria, ao receber do anjo o anúncio de que conceberia o Filho de Deus, inclinou a cabeça e disse: “Faça-se em mim segundo a Vossa palavra”, e neste momento Deus Espírito Santo gerou o corpo e alma de uma criança a quem Deus Filho se uniu no primeiro momento de sua existência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ao anúncio de que dará à luz “o Filho do Altíssimo”, sem conhecer homem, pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu pela&nbsp;<em>obediência</em>&nbsp;<em>da</em>&nbsp;<em>fé</em>&nbsp;(Rm 1, 5), certa de que «a Deus nada é impossível»:&nbsp;<em>Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra</em>&nbsp;(Lc 1, 38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir, na dependência d&#8217;Ele e com Ele, pela graça de Deus, o mistério da redenção.</p><cite>(CIC, 494)</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-corredentora-e-m-e-de-deus"><strong>A Corredentora&nbsp;e Mãe de Deus</strong></h2>



<p>Por ter aceitado de maneira voluntária ser Mão do Redentor, e por ter participado de maneira muito íntima na sua Paixão, Maria é aclamada e venerada pela Igreja como Corredentora do gênero humano. Também por ter sido a Mãe do Redentor, Maria teve seu corpo puríssimo preservado da corrupção da morte, é o que chamamos de&nbsp;<strong>Assunção de Nossa Senhora</strong>.&nbsp;</p>



<p>Já dissemos que as duas naturezas de Nosso Senhor uniram-se formando uma única Pessoa, divina e humana. Maria é Mãe dessa Pessoa; portanto, nós chamamos Maria de Mãe de Deus, pois uma mulher quando dá à luz a um filho, torna-se mãe de uma pessoa e não de uma natureza.&nbsp;<strong>Não é certo falar que Maria é mãe só da natureza humana de Jesus; do Jesus homem.&nbsp;</strong>Quando honramos Nossa Senhora como Mãe de Deus, o fazemos tendo em vista a natureza divina de Jesus.&nbsp;</p>



<p>Encerramos mais esta catequese com mais um trecho do Padre Trese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Como pode, então, alguém afirmar que ama Jesus Cristo verdadeiramente, se não ama também sua Mãe? Os que objetam que a honra dada a Maria subtrai a que é devida a Deus; os que dizem que os católicos “adicionam” uma segunda mediação “ao único Mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo, Deus encarnado” , mostram que compreenderam muito pouco da verdadeira humanidade de Jesus Cristo. Porque Jesus ama a Virgem Maria não com o mero amor imparcial que Deus tem por Iodas as almas, não com o amor especial que Ele tem por todas as almas santas; Jesus ama Maria com o amor humano perfeito que só o Homem Perfeito pode ter&nbsp;por uma Mãe perfeita. Quem menospreza Maria não presta um&nbsp;serviço a Jesus. Muito ao contrário&nbsp;quem rebaixa a honra de Maria,&nbsp;reduzindo-a ao nível de “ uma boa mulher” rebaixa a honra de Deus&nbsp;numa de suas mais nobres obras de amor e misericórdia.</p><cite>(TRESE, 1999, p. 73)</cite></blockquote>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-refer-ncias-bibliogr-ficas"><strong>Referências Bibliográficas</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Catecismo da Igreja Católica;</li><li>TRESE; Leo John.&nbsp;<strong>A fé explicada&nbsp;</strong>/ Leo J. Trese; tradução de Isabel Perez. – 7ª ed. – São Paulo: Quadrante, 1999.</li></ul>
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		<title>A Devoção a Maria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Dec 2020 01:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="A Devoção a Maria" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria-1024x576.jpg 1024w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/12/A-Devocao-a-Maria-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(Catholic Answers. Traduzido por Gabriel Gomes) Antes de explicar-lhe, meu caro amigo, a doutrina e prática católica a respeito da Bem-Aventurada Virgem Maria, deixe-me deixar claras duas verdades que a Igreja ensina com ímpeto: (1) Só Deus, o Ser Supremo e Infinito, deve ser adorado. Adorar qualquer criatura, por mais exaltada que seja, seria cometer idolatria. [&#8230;]</p>
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<p>(<a href="https://www.catholic.com/magazine/print-edition/devotion-to-the-blessed-virgin" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Catholic Answers</a>. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/gabrielgomes/">Gabriel Gomes</a>) Antes de explicar-lhe, meu caro amigo, a doutrina e prática católica a respeito da Bem-Aventurada Virgem Maria, deixe-me deixar claras duas verdades que a Igreja ensina com ímpeto: (1) Só Deus, o Ser Supremo e Infinito, deve ser adorado. Adorar qualquer criatura, por mais exaltada que seja, seria cometer idolatria. É simplesmente absurdo e grosseiramente injusto dizer que os católicos adoram Maria. (2) Somente Jesus Cristo é o Mediador da nossa Redenção. Ele sozinho, por seu sacrifício supremo, de valor infinito, redimiu e resgatou a humanidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-que-tipo-de-honra-devemos-conceder-a-maria"><strong>Que Tipo de Honra Devemos Conceder a Maria?</strong></h2>



<p>Se somente Deus deve ser adorado, se somente Cristo deve ser adorado como Mediador da nossa Redenção, qualquer honra pode ser concedida a Maria, a Mãe de Jesus, e, em caso afirmativo, que tipo de honra?</p>



<p>Existe uma lei inata gravada no coração humano que determina que uma honra especial deve ser mostrada às criaturas que estão revestidas de uma dignidade especial. Os filhos devem honrar seus pais; os servos devem reverenciar seus senhores; os soldados devem respeitar seus oficiais; os súditos devem mostrar lealdade a seus governantes. O próprio Deus, de fato, ordenou positivamente, em sua revelação ao homem, esta honra que a lei natural prescreve. Nossos amigos não católicos, seguindo a razão e aceitando o ensino da Bíblia, não podem deixar de admitir este princípio ou verdade. Assim, é claro como o dia que, além da honra suprema que damos a Deus, que definimos como adoração, há uma honra inferior que não apenas podemos, mas devemos mostrar a todas as criaturas que estão revestidas de uma dignidade especial.&nbsp;</p>



<p>O que dizer, então, de nosso dever de honrar a Bem-Aventurada Virgem Maria, cuja dignidade transcende tanto a de qualquer outra criatura quanto o céu supera a terra?</p>



<p>De todas as criaturas, Maria tem o privilégio único de adorar seu próprio filho. Somente a Maria Deus Filho pode dirigir o doce título de Mãe! Que dignidade maravilhosa, pois, foi conferida à humilde Virgem de Nazaré!</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-escrituras-ensinam-a-devo-o-a-maria"><strong>As Escrituras Ensinam a Devoção a Maria&nbsp;</strong></h2>



<p>Peço-lhe, meu caro amigo, que leia atentamente o primeiro capítulo do Evangelho de São Lucas, versículos do 26 ao 55. É muito difícil entender como um cristão possa estudar esta passagem e então se recusar a honrar Maria. Ora, a “Ave Maria”, que os católicos gostam de dirigir à Santíssima Virgem, é ali explicitamente dada; parte dela foi dita pelo anjo Gabriel e parte por Isabel. O anjo foi inspirado por Deus e Isabel “foi cheia do Espírito Santo” (v. 41). Reunamos as palavras que o anjo Gabriel e Isabel dirigiram a Maria: “Salve, cheia de graça, o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres” (v. 28). &#8220;Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.&#8221; Aqui temos a saudação que os católicos dirigem a Maria. A única adição que fizemos são os dois nomes, &#8220;Maria&#8221; e &#8220;Jesus&#8221;. Assim, ao dizer a Ave Maria, os católicos estão seguindo explicitamente a Bíblia. Tratarei da segunda parte desta oração em breve.</p>



<p>Você notará, meu caro amigo, que Maria naquele cântico sublime conhecido como Magnificat, que é registrado pelo escritor inspirado dos versículos 46 a 55, declarou: “Eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (v. 48) . Quem, eu pergunto, cumpre esta profecia: aqueles que se recusam a aplicar o adjetivo bem-aventurada à Virgem Maria, ou os católicos, que amam chamar Maria de <strong>Virgem Maria</strong>?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-invoca-o-de-maria"><strong>A Invocação de Maria&nbsp;</strong></h2>



<p>Não apenas honramos Maria; nós também a invocamos ou pedimos sua intercessão. Alguns objetores dizem que devemos orar somente a Deus. Bem, os católicos certamente oram diretamente a Deus, pois consideram o Pai Nosso como a melhor e mais bela de todas as orações e frequentemente a recitam. Mas rezam também a Maria, pedindo-lhe que interceda por eles junto ao seu Filho divino.</p>



<p>Nossos amigos não católicos pedem orações uns aos outros, e por isso nós os louvamos. Mas, se eu posso dizer a um pecador nesta terra, e ele pode dizer a mim, outro pecador: &#8220;Ore por mim&#8221;, por que razão não podemos dizer à impecável Mãe de Deus entronizada no céu: &#8220;Ore por nós”? Se São Paulo pediu aos romanos para “ajudá-lo em suas orações por ele a Deus” (Rom 15,16); se ele escreveu aos tessalonicenses: “Rogai por nós”, por que não podemos pedir a Maria, que é muito mais santa e mais próxima de Deus do que os convertidos romanos e tessalonicenses, que “ore por nós”? Na verdade, lemos no Antigo Testamento que Deus ordenou positivamente a Elifaz e seus dois amigos que fossem ao santo homem Jó e pedissem sua intercessão: “Meu servo Jó orará por você; aceitarei a sua face, para que a loucura não seja imputada a vocês” (Jó 42, 8).</p>



<p>Portanto, os católicos agem corretamente quando dizem: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-est-tuas-e-pinturas-de-maria"><strong>Estátuas e Pinturas de Maria&nbsp;</strong></h2>



<p>Mas por que, alguém pode perguntar, os católicos têm estátuas ou pinturas de Maria em suas igrejas e casas? Não é contra o primeiro (ou segundo) mandamento fazer imagens de escultura? Não, é contra as leis de Deus adorar imagens, não fazê-las; caso contrário, teríamos que abolir todas as coisas como bonecas, pois não são &#8220;imagens de escultura&#8221;? E alguém imagina que seja contra o primeiro mandamento fazer bonecos ou dá-los aos filhos? Deus até ordenou a confecção de certas imagens na Antiga Lei, como lemos em várias partes do Antigo Testamento. Por exemplo, ele ordenou a Moisés que fizesse dois querubins (anjos) de ouro batido (Êxodo 25,18).</p>



<p>Se os não católicos aprovam a feitura e construção de estátuas da Rainha Vitória ou do Rei Eduardo ou General MacArthur ou Charles Dickens ou Roosevelt (e nisso concordamos com eles), como eles podem ver algo questionável em fazer uma estátua da Bem-Aventurada Virgem, Mãe do Rei dos reis, e colocando-a em lugar de destaque? Pedimos a nossos amigos fora da Igreja que sejam justos e não tentem brincar de “cara eu ganho, e coroa você perde”.</p>



<p>Quanto ao costume de acender velas e colocar vasos de flores diante da estátua ou quadro da Santíssima Virgem, ninguém pode se opor a essa prática se aprovasse um pensionista de faculdade colhendo flores, arrumando-as bem em vasos e colocando-as dentro na frente da foto de sua mãe, que ela colocara sobre a lareira de seu quarto. Se esta última é uma prática louvável &#8211; como toda pessoa dotada de razão e afeição admite &#8211; certamente o primeiro costume é igualmente louvável. Da mesma forma, se uma criança pode beijar com louvor a foto de sua mãe ausente, a fim de mostrar seu amor por ela (embora a criança saiba muito bem que a foto em si é um objeto inanimado e indiferente), então os católicos são dignos de elogio quando beijam uma imagem ou estátua de Maria para expressar o amor que eles têm pela Rainha viva do céu, que a imagem representa&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-campanha-devo-o-mariana"><strong>Campanha Devoção Mariana&nbsp;</strong></h2>



<p>Foi para que melhor possamos compreender a devoção à Virgem Maria que a <a href="http://mileseditora.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Miles</a> lançou a sua nova campanha chamada “Devoção Mariana”. A campanha tem por objetivo a publicação dos livros “Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima” e “O Segredo da Verdadeira da Devoção”, ambos escritos pelo Servo de Deus Padre Julio Maria Lombaerde. </p>



<p>O livro  “Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima” é um caminho traçado pelo Servo de Deus para nos levar a uma profunda intimidade com a Virgem Santíssima e, por meio dela, com Nosso Senhor Jesus Cristo. Já a obra “O Segredo da Verdadeira Devoção” tem por propósito a apresentação da Teologia que fundamenta a Verdadeira Devoção, bem como seus efeitos na alma e o modo como devemos vivê-la. Nesta segunda obra, Padre Julio mostra-nos como vários santos viveram a Verdadeira Devoção de maneira exemplar, muitas vezes sem conhecê-la; além disso, o Servo de Deus faz um paralelo entre a Verdadeira Devoção, a Pequena Via e a Devoção ao Sagrado Coração de Nosso Senhor.</p>



<p>Para conhecer e participar da campanha, <a href="http://mileseditora.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Onde está a Assunção de Maria na Escritura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Petter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2020 17:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Onde está a Assunção de Maria na Escritura" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/10/Onde-está-a-Assunção-de-Maria-na-Escritura-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>(St. Paul Center. Traduzido por Petter Martins) O dogma da Assunção ensina que, finalizando o curso da sua vida na terra, Maria foi elevada — de corpo e alma — ao céu. Lá, ela está sentada à direita de seu Filho, como Rainha do Céu e da Terra. O fundamento para este ensino está enraizado [&#8230;]</p>
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<p>(<a rel="noreferrer noopener" aria-label="St. Paul Center (abre numa nova aba)" href="https://stpaulcenter.com/where-is-marys-assumption-in-the-bible/" target="_blank">St. Paul Center</a>. Traduzido por <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/autor/pettermartins/">Petter Martins</a>) O <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/e10t05-a-assuncao-de-maria/">dogma da Assunção</a> ensina que, finalizando o curso da sua vida na terra, Maria foi elevada — de corpo e alma — ao céu. Lá, ela está sentada à direita de seu Filho, como Rainha do Céu e da Terra. O fundamento para este ensino está enraizado na Escritura, especificamente na visão misteriosa e apocalíptica de João registrada em Apocalipse 12.</p>



<p>Em primeiro lugar, a mulher de Apocalipse 12 é identificada como Maria, aquela <em>&#8220;deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.&#8221;</em> (Ap 12, 5). Apocalipse 12, no entanto, também usa imagens que revelam que a mulher é a Filha de Sião, a Rainha-Noiva de Israel e a Mãe da Igreja.</p>



<p>Ao comparar a mulher à Rainha Noiva de Israel, a descrição que faz dela ecoa Isaías, que disse que Israel seria vestido como uma radiante Rainha Noiva ( Is 60, 19–20;  62, 3-5 ). A noiva de Salomão no Cântico de Salomão é descrita de forma semelhante (Cânticos 6, 10). João enfatiza esse ponto ao nos dizer que a mulher usa uma coroa de doze estrelas, um símbolo óbvio das doze tribos de Israel.</p>



<p>Mas, ao longo do Apocalipse, as doze tribos também são contadas como sinais dos doze apóstolos, os representantes do novo Israel, a Igreja (Apocalipse 7, 4-8;  21, 12-14 ). Portanto, assim como a filha de Sião era um símbolo do povo escolhido de Deus — Israel — a mulher no Apocalipse também é um símbolo do novo povo de Deus, a Igreja. Paulo, em linguagem semelhante à do Apocalipse, chamou a Igreja de &#8220;<em>a Jerusalém lá do alto [&#8230;] nossa mãe.</em>&#8221; Ele também falou da Igreja como a Noiva de Cristo (Gl 4, 26;  Ef 5, 31-32). Da mesma forma, João se referiu à Igreja como uma “<em>Senhora</em>” (II  Jo 1, 5). A mulher do Apocalipse, porém, é mais do que um símbolo para a Igreja. Ela também é sua mãe com &#8220;<em>descendência</em>&#8220;, além de um filho homem a quem ela deu à luz. E essas crianças são descritas no Apocalipse como aquelas que acreditam em Jesus.</p>



<p>Em Apocalipse 12 , vemos uma grande batalha que é um retrato dramático do cumprimento da promessa de Deus no Jardim do Éden. A serpente está à espreita sob a mulher, preparando-se para devorá-la na primavera. O nascimento de seu filho se torna a ocasião para um combate mortal. Durante a batalha, a mulher foge para o deserto — para um lugar especialmente preparado para ela por Deus. Mais tarde, após a derrota do diabo, João vê a mulher recebendo asas de águia para voar para um lugar no deserto onde ela seria nutrida por Deus. A linguagem de João lembra as palavras de Jesus aos seus apóstolos em  João 14, 1-3. A linguagem de preparação de um lugar também é frequentemente usada no Novo Testamento para descrever o destino que Deus planejou para seus filhos ( Mt 20, 23 e  25, 34;  I Ped 1, 5; I Cor 2, 9). As palavras de João também evocam o cuidado de Deus por Israel no deserto (Êx 19, 4;  Deuteronômio 1, 31–33;  32, 10–12;  8, 2–3 ).</p>



<p>O quadro que o Apocalipse pinta serve de esboço bíblico para o dogma da Igreja sobre a Assunção de Maria. Maria é a Filha de Sião, a mulher que deu à luz o Salvador do mundo. Por ser a Nova Eva, ela está livre da sombra do pecado e de suas consequências. Isso inclui a separação de longo prazo da alma e do corpo que existe para o resto de nós enquanto esperamos pela ressurreição do corpo no final dos tempos. Maria foi elevada ao céu por Deus para se juntar a seu Filho no lugar que Ele preparou para ela. E naquele lugar, como a mãe do Cristo Rei, ela está sentada à Sua direita, usando a coroa da Rainha-Mãe. A evidência bíblica adicional para a Assunção de Maria reside no fato de que há pelo menos dois prenúncios dela no Antigo Testamento como visto com Enoque e Elias.</p>
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		<title>O Santo Escapulário do Carmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 14:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Santo Escapulário do Carmo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Você já deve ter ouvido falar ou mesmo ter visto alguém utilizando um escapulário. A criatividade do brasileiro se supera sempre, e isso pode ser visto na grande diversidade de tamanhos, cores, formatos e materiais com que eles são fabricados. Mas, qual a origem desse sacramental? Primeiro ressalte-se que o Escapulário de Nossa Senhora do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="O Santo Escapulário do Carmo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/07/O-Santo-Escapulário-do-Carmo-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Você já deve ter ouvido falar ou mesmo ter visto alguém utilizando um escapulário. A criatividade do brasileiro se supera sempre, e isso pode ser visto na grande diversidade de tamanhos, cores, formatos e materiais com que eles são fabricados. Mas, qual a origem desse sacramental?</p>



<p>Primeiro ressalte-se que o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, muito embora seja o mais conhecido, não é o único escapulário aprovado pela Igreja. Há outros, inclusive com comemorações e indulgências próprias, mas nos ateremos aqui ao Escapulário da Virgem do Monte Carmelo.</p>



<p>Segundo o dicionário bíblico DCL (Difusão Cultural do Livro), a palavra Carmelo significa “jardim”. Assim, os confrades carmelitas são aquelas sementes que florescerão no jardim do Altíssimo. Ademais, a tradição nos conta que o surgimento da Ordem Carmelita se deu ainda no Antigo Testamento, tendo sido o seu fundador o Santo Profeta Elias.</p>



<p>Muito mais tarde, no ano de 1251, não só os frades carmelitas, mas toda a Cristandade estava sendo perseguida de tal maneira, que o superior da Congregação, de nome São Simão Stock, resolveu clamar o auxílio da Virgem Maria. Em sua misericórdia, Ela lhe apareceu esplendorosa, e lhe entregou o Santo Escapulário do Carmo, <strong>prometendo-lhe que aquele que o utilizasse jamais padeceria no fogo eterno.</strong></p>



<p>Posteriormente, no dia 03 de Março de 1322, a Santíssima Mãe reaparece, mas dessa vez ao Papa João XXII, e concede mais uma graça àqueles que se vestirem com seu hábito: no primeiro sábado após a sua morte, Ela própria irá ao purgatório e levará a alma destes ao céu. É o chamado privilégio sabatino, que está narrado pelo próprio pontífice na encíclica “<em>Sacratissimo ut in culmine”</em>.</p>



<p>Antigamente, apenas os carmelitas poderiam utilizar o Escapulário, e a imposição deveria ser feita por um sacerdote membro da Ordem. Todavia, hoje não existem mais essas restrições, podendo o Santo Escapulário ser recebido por qualquer católico, e ser imposto por qualquer sacerdote, independente de sua vinculação ao Carmelo.</p>



<p>Destaco que o autêntico escapulário do Carmo possui duas tiras de pano marrom ligadas por um cordão, ficando uma tira na frente, e a outra nas costas. Em geral, uma delas possui uma imagem da Virgem do Carmo, e a outra a do Sagrado Coração de Jesus, mas não é uma regra, visto que há outros que possuem tão somente o símbolo da ordem carmelita, sendo válidos da mesma maneira.</p>



<p>Já no pontificado de São Pio X, houve a aprovação da Medalha-Escapulário, uma medalha com dupla face com os mesmos símbolos presentes no Escapulário original, que deveria ser usada quando não houvesse a possibilidade, por algum motivo, de se utilizá-lo, contanto que a medalha receba a mesma bênção que o sacramental que a originou, e, assim, também terá os mesmos benefícios.</p>



<p>Explicadas as bases acerca do Escapulário da Santíssima Virgem do Monte Carmelo, vamos as indulgências concedidas àqueles que o utilizarem, sob as condições de confissão, comunhão, oração pelo Santo Padre, o Papa, e oração do Santo Terço:</p>



<h4 class="wp-block-heading">A) Indulgências plenárias</h4>



<p>1. O dia que se impõe o escapulário.<br>2. Nestas festas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);</li><li>b) São Simão Stock (16 de maio);</li><li>c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);</li><li>d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),</li><li>e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);</li><li>f) São João da Cruz (14 de Dezembro);</li><li>g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">B) Indulgência parcial</h4>



<p>Aanha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção. E não só ao escapulário, mas também à medalha-escapulário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Atenção!</h3>



<p>Apesar de todos esses benefícios, lembre-se de que não basta apenas pedir para um padre abençoá-lo, e depois você mesmo colocá-lo no seu pescoço!</p>



<p>O Escapulário do Carmo possui um <strong>RITO DE IMPOSIÇÃO</strong>, que deve ser seguido para a validade das promessas. O rito breve você encontra abaixo:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Imposição do Escapulário por um Sacerdote</strong></h2>



<p>Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.</p>



<p>(Asperge o Escapulário com água benta)</p>



<p>[IMPOSIÇÃO:] Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. &#8211; Amém.</p>



<p>(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)</p>



<p>Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.</p>



<p>— Amém.</p>



<p>O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>



<p>— Amém.<br> <br> (Asperge o Confrade com água benta)<br> <br> [Com Aprovação Eclesiástica]</p>



<p>Se você ainda não recebeu o Santo Escapulário, procure recebê-lo o mais rápido possível, pois a Santíssima Virgem do Monte Carmelo aguarda esse momento para lhe cobrir com seu manto celeste!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>1 C.f. Minidicionário Bíblico Difusão Cultural do Livro, p. 85, 2008<br>2 Fonte: <a rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm&nbsp; (abre numa nova aba)" href="https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm" target="_blank">https://www.acidigital.com/Maria/vcarmen/escapulario.htm&nbsp;</a><br>3 Fonte: <a href="https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm&nbsp; (abre numa nova aba)">https://www.acidigital.com/Oraciones/escapulario.htm&nbsp;</a></em></p>
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		<title>As Aparições de Garabandal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andressa Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 12:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="As Aparições de Garabandal" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Guadalupe, Lourdes, Fátima. Com certeza você já deve ter ouvido falar dessas aparições de Nossa Senhora. Mas, e se dissermos que a Santíssima Virgem Maria escolheu um pequeno vilarejo na Espanha chamado “San Sebastian de Garabandal”? Bem, a Igreja continua a investigar esses acontecimentos, e, portanto, ainda não temos um parecer acerca da sua sobrenaturalidade. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1080" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="As Aparições de Garabandal" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal.jpg 1920w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-600x338.jpg 600w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-300x169.jpg 300w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-768x432.jpg 768w, https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2020/06/As-Aparições-de-Garabandal-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></div>
<p>Guadalupe, <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/novena-de-n-s-de-lourdes-1o-dia/">Lourdes</a>, <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/e17t03-por-que-nossa-senhora-escolheu-portugal/">Fátima</a>. Com certeza você já deve ter ouvido falar dessas aparições de Nossa Senhora. Mas, e se dissermos que a <a href="https://cooperadoresdaverdade.com/artigos/maria-santissima/">Santíssima Virgem Maria</a> escolheu um pequeno vilarejo na Espanha chamado “San Sebastian de Garabandal”? Bem, a Igreja continua a investigar esses acontecimentos, e, portanto, ainda não temos um parecer acerca da sua sobrenaturalidade. Todavia, o ocorrido marcou bastante a história das pessoas simples que lá viviam, que eram acostumadas com a calmaria, e tiveram, por sua vez, que se adaptar ao movimento de fiéis a partir da notícia das aparições. Ainda hoje, o fato possui mistérios que muitos médicos que examinaram as videntes não puderam explicar. Dessa maneira, vejamos como tudo iniciou.</p>



<p>Tal como nas demais aparições, Nossa Senhora escolhe como seus mensageiros aqueles que o mundo despreza, e em Garabandal não foi diferente. As videntes eram cinco meninas: Maria Concepción González (Conchita), Jacinta González, Maria Dolorez Mazón, que tinham cada uma 12 anos de idade, e Maria Cruz González Garrido, de 11 anos.&nbsp;</p>



<p>Tal como em Fátima, um Anjo precedeu a aparição da Virgem. O dia escolhido foi 18 de Junho de 1961, quando as meninas estavam colhendo maçãs do pomar do vizinho, mas, ao mesmo tempo, demonstravam remorso porque supunham que seus anjos da Guarda ficaram descontentes ao presenciar aquela cena. Resolveram então pegar pedras para jogar no demônio, pois este sim estaria contente.</p>



<p>De repente, Conchita viu um personagem que irradiava luz e imediatamente entrou em êxtase. Já as outras meninas demoraram um pouco para compreender o que estava acontecendo, e, ao olharem na direção para onde Conchita apontava, também tiveram a mesma visão e o mesmo êxtase, que durou cerca de meia hora.</p>



<p>Esse fenômeno místico preparou as meninas para a mais solene das aparições: a própria Virgem Maria viria visitá-las. A aparição se deu em 02 de julho de 1961, por volta das 18 horas,&nbsp; exatamente no mesmo local da aparição do anjo. As meninas rezavam o terço e eram acompanhadas por curiosos que gostariam de saber o que havia de especial naquele lugar.</p>



<p>Conta-se que Nossa Senhora apareceu entre dois Arcanjos, sendo um deles São Miguel, mas quanto ao outro, não se sabe. O título com qual a Virgem Maria se apresentava era de “Nossa Senhora do Monte Carmelo, tendo inclusive uma aparência diferente da imagem convencional: dessa vez trazia um manto azul e uma coroa de estrelas em volta de seu cabelo à mostra (coisa incomum). Trazia também o Menino Jesus em seu colo, e o escapulário do Carmo em um dos braços. A partir daí, as aparições se seguiram até o dia 13 de novembro de 1965.&nbsp;</p>



<p>O conteúdo das mensagens de Maria Santíssima às meninas não diverge do convencional das demais aprovadas pela Igreja: oração, penitência e reparação pelos pecados cometidos pela humanidade, incluindo as revelações relacionadas ao fim dos tempos, tais como o Aviso, o Milagre e o Castigo. Não nos ateremos a essas profecias, pois o objetivo do texto é apenas relatar os fatos, e também porque é uma aparição que ainda está sob investigação. Mas serão relatados alguns fatos muito interessantes sobre algumas ocorrências no meio das aparições:</p>



<p>– Caminhadas em êxtase: as meninas caminhavam de braços dados em passos iguais sem se desequilibrarem, rapidamente, de modo que alguns se cansavam ao acompanharem-nas;</p>



<p>– Devolução de sacramentais: muitos dos fiéis que iam ao local das aparições entregavam às meninas objetos para que Nossa Senhora os osculasse. As meninas, ainda em êxtase, os devolviam aos respectivos donos sem erro!</p>



<p>– Insensibilidade: alguns médicos que iam examinar as meninas se surpreendiam com o fato de que elas eram não sentiam as espetadas na pele, ou luzes fortes nos olhos que aqueles lhes colocavam. Elas estavam alheias do ambiente ao redor;</p>



<p>– Quedas estáticas: durante as aparições, as meninas ajoelhavam-se de uma vez no solo em meio a pedras, mas não demonstravam qualquer dor. Além do mais, caíam no chão em posição ereta, e se tornavam tão pesadas que alguns homens juntos não conseguiam carregá-las.</p>



<p>Ainda há muitos outros detalhes que podem ser feitos acerca dos fenômenos de Garabandal, mas deixaremos para outros posts. O fato é que recentemente o filme que narra a história das aparições foi lançado gratuitamente através do Youtube, com dublagem em português. Este é o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VHx0wOeRLbU" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="link (abre numa nova aba)">link</a> para acessá-lo:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Garabandal , só Deus sabe - Filme completo" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/VHx0wOeRLbU?start=16&#038;wmode=transparent&amp;rel=0&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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<p>Roguemos à Mãe Santíssima que nos dê a graça de sermos sempre, em quaisquer ações de nossas vidas, obedientes à voz de Deus, e para que a Santa Igreja, no tempo oportuno, nos dê o parecer sobre as aparições.</p>



<p>Continua…</p>
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