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A Devoção a Maria

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(Catholic Answers. Traduzido por Gabriel Gomes) Antes de explicar-lhe, meu caro amigo, a doutrina e prática católica a respeito da Bem-Aventurada Virgem Maria, deixe-me deixar claras duas verdades que a Igreja ensina com ímpeto: (1) Só Deus, o Ser Supremo e Infinito, deve ser adorado. Adorar qualquer criatura, por mais exaltada que seja, seria cometer idolatria. É simplesmente absurdo e grosseiramente injusto dizer que os católicos adoram Maria. (2) Somente Jesus Cristo é o Mediador da nossa Redenção. Ele sozinho, por seu sacrifício supremo, de valor infinito, redimiu e resgatou a humanidade.

Que Tipo de Honra Devemos Conceder a Maria?

Se somente Deus deve ser adorado, se somente Cristo deve ser adorado como Mediador da nossa Redenção, qualquer honra pode ser concedida a Maria, a Mãe de Jesus, e, em caso afirmativo, que tipo de honra?

Existe uma lei inata gravada no coração humano que determina que uma honra especial deve ser mostrada às criaturas que estão revestidas de uma dignidade especial. Os filhos devem honrar seus pais; os servos devem reverenciar seus senhores; os soldados devem respeitar seus oficiais; os súditos devem mostrar lealdade a seus governantes. O próprio Deus, de fato, ordenou positivamente, em sua revelação ao homem, esta honra que a lei natural prescreve. Nossos amigos não católicos, seguindo a razão e aceitando o ensino da Bíblia, não podem deixar de admitir este princípio ou verdade. Assim, é claro como o dia que, além da honra suprema que damos a Deus, que definimos como adoração, há uma honra inferior que não apenas podemos, mas devemos mostrar a todas as criaturas que estão revestidas de uma dignidade especial. 

O que dizer, então, de nosso dever de honrar a Bem-Aventurada Virgem Maria, cuja dignidade transcende tanto a de qualquer outra criatura quanto o céu supera a terra?

De todas as criaturas, Maria tem o privilégio único de adorar seu próprio filho. Somente a Maria Deus Filho pode dirigir o doce título de Mãe! Que dignidade maravilhosa, pois, foi conferida à humilde Virgem de Nazaré!

As Escrituras Ensinam a Devoção a Maria 

Peço-lhe, meu caro amigo, que leia atentamente o primeiro capítulo do Evangelho de São Lucas, versículos do 26 ao 55. É muito difícil entender como um cristão possa estudar esta passagem e então se recusar a honrar Maria. Ora, a “Ave Maria”, que os católicos gostam de dirigir à Santíssima Virgem, é ali explicitamente dada; parte dela foi dita pelo anjo Gabriel e parte por Isabel. O anjo foi inspirado por Deus e Isabel “foi cheia do Espírito Santo” (v. 41). Reunamos as palavras que o anjo Gabriel e Isabel dirigiram a Maria: “Salve, cheia de graça, o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres” (v. 28). “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.” Aqui temos a saudação que os católicos dirigem a Maria. A única adição que fizemos são os dois nomes, “Maria” e “Jesus”. Assim, ao dizer a Ave Maria, os católicos estão seguindo explicitamente a Bíblia. Tratarei da segunda parte desta oração em breve.

Você notará, meu caro amigo, que Maria naquele cântico sublime conhecido como Magnificat, que é registrado pelo escritor inspirado dos versículos 46 a 55, declarou: “Eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (v. 48) . Quem, eu pergunto, cumpre esta profecia: aqueles que se recusam a aplicar o adjetivo bem-aventurada à Virgem Maria, ou os católicos, que amam chamar Maria de Virgem Maria?

A Invocação de Maria 

Não apenas honramos Maria; nós também a invocamos ou pedimos sua intercessão. Alguns objetores dizem que devemos orar somente a Deus. Bem, os católicos certamente oram diretamente a Deus, pois consideram o Pai Nosso como a melhor e mais bela de todas as orações e frequentemente a recitam. Mas rezam também a Maria, pedindo-lhe que interceda por eles junto ao seu Filho divino.

Nossos amigos não católicos pedem orações uns aos outros, e por isso nós os louvamos. Mas, se eu posso dizer a um pecador nesta terra, e ele pode dizer a mim, outro pecador: “Ore por mim”, por que razão não podemos dizer à impecável Mãe de Deus entronizada no céu: “Ore por nós”? Se São Paulo pediu aos romanos para “ajudá-lo em suas orações por ele a Deus” (Rom 15,16); se ele escreveu aos tessalonicenses: “Rogai por nós”, por que não podemos pedir a Maria, que é muito mais santa e mais próxima de Deus do que os convertidos romanos e tessalonicenses, que “ore por nós”? Na verdade, lemos no Antigo Testamento que Deus ordenou positivamente a Elifaz e seus dois amigos que fossem ao santo homem Jó e pedissem sua intercessão: “Meu servo Jó orará por você; aceitarei a sua face, para que a loucura não seja imputada a vocês” (Jó 42, 8).

Portanto, os católicos agem corretamente quando dizem: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Estátuas e Pinturas de Maria 

Mas por que, alguém pode perguntar, os católicos têm estátuas ou pinturas de Maria em suas igrejas e casas? Não é contra o primeiro (ou segundo) mandamento fazer imagens de escultura? Não, é contra as leis de Deus adorar imagens, não fazê-las; caso contrário, teríamos que abolir todas as coisas como bonecas, pois não são “imagens de escultura”? E alguém imagina que seja contra o primeiro mandamento fazer bonecos ou dá-los aos filhos? Deus até ordenou a confecção de certas imagens na Antiga Lei, como lemos em várias partes do Antigo Testamento. Por exemplo, ele ordenou a Moisés que fizesse dois querubins (anjos) de ouro batido (Êxodo 25,18).

Se os não católicos aprovam a feitura e construção de estátuas da Rainha Vitória ou do Rei Eduardo ou General MacArthur ou Charles Dickens ou Roosevelt (e nisso concordamos com eles), como eles podem ver algo questionável em fazer uma estátua da Bem-Aventurada Virgem, Mãe do Rei dos reis, e colocando-a em lugar de destaque? Pedimos a nossos amigos fora da Igreja que sejam justos e não tentem brincar de “cara eu ganho, e coroa você perde”.

Quanto ao costume de acender velas e colocar vasos de flores diante da estátua ou quadro da Santíssima Virgem, ninguém pode se opor a essa prática se aprovasse um pensionista de faculdade colhendo flores, arrumando-as bem em vasos e colocando-as dentro na frente da foto de sua mãe, que ela colocara sobre a lareira de seu quarto. Se esta última é uma prática louvável – como toda pessoa dotada de razão e afeição admite – certamente o primeiro costume é igualmente louvável. Da mesma forma, se uma criança pode beijar com louvor a foto de sua mãe ausente, a fim de mostrar seu amor por ela (embora a criança saiba muito bem que a foto em si é um objeto inanimado e indiferente), então os católicos são dignos de elogio quando beijam uma imagem ou estátua de Maria para expressar o amor que eles têm pela Rainha viva do céu, que a imagem representa…

Campanha Devoção Mariana 

Foi para que melhor possamos compreender a devoção à Virgem Maria que a Editora Miles lançou a sua nova campanha chamada “Devoção Mariana”. A campanha tem por objetivo a publicação dos livros “Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima” e “O Segredo da Verdadeira da Devoção”, ambos escritos pelo Servo de Deus Padre Julio Maria Lombaerde. 

O livro  “Princípios da Vida de Intimidade com Maria Santíssima” é um caminho traçado pelo Servo de Deus para nos levar a uma profunda intimidade com a Virgem Santíssima e, por meio dela, com Nosso Senhor Jesus Cristo. Já a obra “O Segredo da Verdadeira Devoção” tem por propósito a apresentação da Teologia que fundamenta a Verdadeira Devoção, bem como seus efeitos na alma e o modo como devemos vivê-la. Nesta segunda obra, Padre Julio mostra-nos como vários santos viveram a Verdadeira Devoção de maneira exemplar, muitas vezes sem conhecê-la; além disso, o Servo de Deus faz um paralelo entre a Verdadeira Devoção, a Pequena Via e a Devoção ao Sagrado Coração de Nosso Senhor.

Para conhecer e participar da campanha, clique aqui.

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