A Batalha Espiritual Cotidiana

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(Por: Fr. Robert J. Carr. Traduzido por Gabriel Viana) Você já pensou estar envolvido em uma batalha espiritual? Muitas vezes, essas palavras trazem à tona pensamentos de exorcismos e cabeças girando trezentos e sessenta graus. Contudo, na realidade, combater a tentação e viver o evangelho são formas de guerra espiritual. Portanto, acredite ou não, nós realmente nos engajamos nessa batalha todos os dias. Além disso, não esqueça que o prêmio é o tesouro mais precioso que possuímos, almas humanas. A nossa e a dos outros.

Existem regras de guerra espiritual? Claro que existem, de fato, São Paulo tem uma passagem famosa na qual descreve as ferramentas para travar essa batalha. Ele nos lembra no sexto capítulo de sua carta aos Efésios que nossa batalha não é contra as forças humanas, mas contra principados e poderes dos espíritos malignos nas regiões acima.

Essa é uma distinção importante porque, sempre que estamos em uma batalha, é importante definir nosso inimigo. Isso não é menos verdade na guerra espiritual. Se não fizermos isso, nossa resposta poderá parecer nos levar à vitória quando, de fato, nos levará à derrota. Isso ocorre porque lutamos contra o inimigo errado e se esse é o desejo das forças do mal; elas vencem.

Etapas da Batalha Espiritual

Existem, portanto, três etapas no combate espiritual que são importantes para o sucesso.

  1. Defina o inimigo
  2. Determine os desejos do inimigo
  3. Faça o oposto

O primeiro passo é o mais envolvido, o segundo e o terceiro são menos.

1. Defina o inimigo

Numa batalha espiritual, o inimigo pode ser claro ou sutil. O inimigo pode ser a tentação de pecar ou pode se manifestar na pessoa que diz para você rejeitar a Cristo. Em qualquer um dos casos, a pessoa ou desejo que deseja que você aja de forma contrária a Cristo pode definir o inimigo.

Os paroquianos da Catedral da Santa Cruz em Boston reconhecem aqueles que os perseguiram com chifres de boi e outros artifícios, como manifestando as forças do mal. Eles suportaram homens segurando megafones e gritando para eles não entrarem no que chamavam de “A Casa do Estupro”. A demanda desses manifestantes era que os paroquianos rejeitassem a Catedral e a Missa. De fato, eles pediram um boicote a todas as Missas na Arquidiocese de Boston.

O inimigo também pode ser definido por mentiras. Quando alguém está tentando convencê-lo de que o preto é branco e o alto é baixo e o bem é ruim, você pode estar lidando com as forças do mal. Lembre-se de que o Príncipe da Mentira não pode dizer a verdade. Todavia, ele chamará de mentirosos aqueles que dizem a verdade. Esse é outro sinal. Quando você ouve alguém dizendo claras falsidades como verdades e chamando de mentirosos aqueles que apontam a verdade, provavelmente está lidando com as forças do mal.

Existem outras manifestações também. Basicamente, procure aquelas forças que te afastam de cristo; aliás, geralmente com um sorriso.

2. Determine os desejos do inimigo

Se é o tentador, o desejo é levá-lo ao pecado. Se alguém tentando afastá-lo de Cristo, esse desejo se tornará óbvio, se você estiver atento a ele.

Cuidado com um desejo comum visto em nossa Igreja hoje; é colocar as pessoas umas contra as outras. Mais uma vez, olhando a crise na Igreja, olhe para trás e veja quanto trabalho foi feito para colocar as pessoas contra seus bispos e padres. Veja quanto esforço foi feito para levar as pessoas a acreditarem que os bispos haviam perdido sua voz moral. Além disso, observe como pouco esforço foi gasto em chamar todos os católicos para mais perto de Cristo por meio do arrependimento. Não pense que essas ações não foram manifestações das forças do mal. O desejo era levar as pessoas a rejeitarem seus líderes.

Cuidado também com as forças que tentam fazer com que padres e bispos, bem como leigos casados, rejeitem seus votos ou até abandonem suas vocações.

3. Faça o oposto

Se o tentador estiver levando você ao pecado, siga o outro caminho. Se você está lidando com aqueles que tentam impedi-lo de ir à Igreja, vá à Igreja. Se eles estão tentando fazer com que você rejeite seus padres e bispos, apoie seus padres e bispos. Se é para se orgulhar, seja humilde. Se é para procrastinar em suas orações, comece a orar.

A realidade da batalha espiritual não é algo que devemos relegar aos filmes sobre possessão. É real e é literalmente tão comum quanto o pecado. No entanto, quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais poderemos ver os sorrisos do maligno. Poderemos então ver o que ele quer e fazer o oposto.

Ciente de que a vida humana é uma luta constante (cf. Jó 7, 1), o prof. Rafael Brodbeck, autor de Livros como Manual da Santa Missa, Jesus Cristo: Rei do Universo e Família Católica Igreja Doméstica, oferece o seu primeiro curso sobre A Guerra Espiritual.

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