Vaticano adia beatificação de Fulton Sheen

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(LifeSiteNewsTraduzido por Andressa Muniz) Cidade do Vaticano, 3 de Dezembro de 2019.

A beatificação do Arcebispo Fulton Sheen, amado por gerações de católicos norte-americanos, foi abruptamente adiada pelo Vaticano.

“A Santa Sé decidiu adiar a data da Beatificação, a pedido de alguns bispos membros da conferência episcopal, que pediram uma análise mais aprofundada”, de acordo com um comunicado de imprensa da Diocese de Peoria, onde a cerimônia de Beatificação de Sheen aconteceria.

“Na atual conjuntura, é importante para a fé saber que nunca existiu, e tampouco existe agora, qualquer alegação contra Sheen envolvendo abuso sexual de menores”, continua a declaração. “Em nenhum momento sua vida de virtude foi relacionada à questão”.

O Bispo de Peoria, Danial Jenky. “está firmemente convencido da grandiosa santidade do Venerável Servo de Deus, e permanece confiante que Sheen será beatificado. O Bispo Jenky tem toda a intenção de continuar a Causa, mas nenhuma outra data para a beatificação foi discutida.

A beatificação de Sheen aconteceria em menos de três semanas, em 21 de Dezembro, na Catedral de Saint Mary of the Immaculate Conception in Peoria, Illinois, Estados Unidos, onde ele foi ordenado sacerdote em 20 de Setembro de 1919.

A Arquidiocese de Nova York e a Diocese de Peoria travaram uma batalha judicial de muitos anos pelo corpo de Fulton Sheen. A Diocese de Peoria, no início deste ano, finalmente prevaleceu, o que permitiu que o processo de beatificação continuasse.

Sheen era um professor popular, bem como personalidade de rádio e TV nos anos 50 e 60 nos Estados Unidos. Seu programa de TV “Life is Worth Living” (Vale a pena viver a vida), alcançou milhões de espectadores de todas as religiões, contribuindo para a escrita de mais de 50 livros.

Em 1947, o Arcebispo Sheen, num memorável sermão no rádio, expôs os doze truques que o Anticristo usará para destruir os cristãos.

Como o demônio, cuja marca registrada é distorcer a verdade para vender o pecado, também o anticristo, de acordo com Sheen, distorcerá a mente dos homens para fazê-los acreditar que ele é o “Grande Humanitário”, que “trará paz, prosperidade e plenitude.”

Ele escreverá livros sobre uma nova ideia de Deus para se adequar à meneira como as pessoas vivem. Ele invocará a religião para destruir a religião. Ele sempre falará de Cristo, e dirá que Ele foi o maior homem que já viveu.

“No meio de todo seu aparente amor pela humanidade, e seu discurso superficial sobre liberdade e igualdade, ele terá um segredo que não contará a ninguém; ele não crê em Deus”, ele continua. “E porque sua religião será a fraternidade sem a paternidade de Deus, ele enganará até mesmo os eleitos”.

Ele criará uma falsa igreja, a qual será a imitação da Igreja, porque o demônio é o imitador de Deus. Ela será o corpo místico do anticristo, que em todos os aspectos externos parecerá a Igreja como corpo Místico de Cristo.

Na desesperada necessidade por Deus, ele induzirá o homem moderno, na sua solidão e frustração, anseie mais e mais ser membro de sua comunidade, que lhe dará muitas propostas, sem nenhuma necessidade de emendas, e sem a admissão de culpa pessoal. Estes serão dias nos quais ao demônio será dada uma corda particularmente longa.

Crítico do Nazismo e do Comunismo, Sheen foi também um efetivo proponente da harmonia racial. Durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu: “Ser antissemita para um católico, é o mesmo que não ser católico”. Ele condenou as armas nucleares como imorais, e, por um tempo, defendeu a retirada americana do conflito do Vietnã.

Continua…

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